Adaptadores e Réguas Elétricas X Viagens

Foto: Clécio Mayrink

Quando um mergulhador vai viajar e levar seu material fotográfico ou de vídeo, ele precisa lembrar de levar sua câmera, sua caixa estanque, flashs, iluminação, baterias, carregadores, baterias extras, o-ring´s extras, braços metálicos, e etc…

Acaba sendo muita coisa, e por causa disso, algumas vezes acabamos esquecendo algo… pronto… não se consegue fotografar ou filmar o mergulho.

Agora, imagine você não esquecer nada e ao chegar ao destino, descobre que não conseguirá recarregar as baterias por causa do tipo de tomada disponível…

Sem dúvidas, um dos grandes problemas que os viajantes enfrentam é a diversidade de tipos de tomadas usadas pelos países, e nem sempre o que vemos na internet referente ao local pra onde será realizada a viagem, condiz com a realidade, pois chega-se lá e a tomada é diferente do que se esperava.

Já vi gente indo para um Live Aboard em um destino distante, e na hora de recarregar as baterias, não tinha como, pois não havia levado um adaptador elétrico e a tripulação da embarcação já havia cedido todos os adaptadores que possuíam.

E agora ?   Pedir emprestado quando o outro mergulhador não estiver usando ?

Fca inviável…

Por sorte, ciente do tipo de tomada usada por lá, havia levado dois adaptadores multi-tomadas, e salvei o mergulhador desprevenido.

Adaptadores Multi-Tomadas

Um dos itens que o mergulhador sempre deve levar em suas viagens, é um adaptador multi-tomadas, pois dessa forma, você elimina a possibilidade de uma surpresa desagradável ao chegar ao destino.

Os adaptadores multi-tomadas possuem vários tipos de pinos, permitindo usar qualquer tipo de tomada existente.

Alguns modelos de adaptadores são comercializados inclusive com saídas USB, permitindo a recarga de aparelhos celulares, por exemplo. É um benefício, pois o mergulhador poderá deixar o carregador do celular em casa, sendo um item a menos para ser levado na bagagem.

Réguas Elétricas

O uso de uma régua elétrica possibilitará a recarga de várias baterias ao mesmo tempo.

Muitas vezes chegamos tarde dos mergulhos e precisamos recarregar várias baterias durante a noite, não sendo possível, ficar trocando de carregador carga após carga, e a régua elétrica vai facilitar o uso da tomada por vários carregadores ao mesmo tempo.

Além disso, vários hotéis e pousadas disponibilizam poucas tomadas, e a régua resolveria essa falta de tomada.

Dicas antes da compra

Ao comprar um adaptador multi-tomadas ou uma régua elétrica, fique atento se eles são bivolt, isto é, se podem ser usados em 110 ou 220 volts. Alguns modelos possuem indicadores de rede elétrica 220 volts, sendo um ponto interessante, pois há carregadores que só trabalham com 110v. Normalmente um led verde ou vermelho faz esse tipo de indicação, alertando assim, o mergulhador sobre o risco de curto no carregador pela rede possuir uma voltagem incompatível.

Outro aspecto importante é quanto à rotação dos pinos. Alguns adaptadores permitem que você gire os pinos que entram na tomada. Isso é bem interessante, pois muitas vezes, a tomada não é bem localizada, e os fios podem dificultar que o adaptador fique bem conectado a tomada.

Algumas réguas elétricas possuem um compartimento com fusível. Dê preferência para esse tipo de modelo, pois no caso de algum pico no sistema elétrico, esse fusível vai ajudar a proteger seus carregadores contra esse tipo de problema.

As melhores réguas elétricas são as americanas, pois o formato da tomada usada é o modelo adotado pela maioria dos carregadores comercializados no mundo. Se você puder comprar nos Estados Unidos ou pedir pra que alguém compre e traga pra você, seria o ideal, pois as réguas elétricas vendidas no Brasil, infelizmente usam uma pinagem incompatível com os carregadores, além de não terem a mesma qualidade.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Produziu documentários sobre as Bahamas, Bonaire, Galápagos e Laje de Santos, visitando mais de 30 países. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.