Água-viva pode ter matado mergulhadores na Austrália

Água-viva Irukandji coletada na Austrália para estudos

Um britânico de 60 anos estava mergulhando durante um feriado com sua esposa e foi encontrado no fundo do mar com seu regulador fora da boca, em torno das 13h da última sexta-feira.

Segundo uma operadora de mergulho, o homem foi levado à bordo e a tripulação da Quicksilver Cruises, realizou reanimação cárdio respiratória, mas infelizmente não obteve êxito. Um médico foi enviado mais tarde por helicóptero, mas foi incapaz de reanimar o mergulhador.

“Nós não sabemos qual foi a causa da morte neste momento. Não temos mais informações”, disseram.

O incidente ocorreu cerca de 100Km ao norte de Michaelmas Cay, onde os turistas franceses Jacques Goron, 76, e Danielle Franck, 74, morreram enquanto faziam snorkeling dois dias antes. Ambos tinham condições médicas pré-existentes, mas a causa da morte ainda não foi confirmada.

O Dr. Ross Walker, um cardiologista, disse acreditar que os dois provavelmente foram mortos pela água-viva Irukandji, uma minúscula criatura transparente (menos de 3cm de diâmetro), encontrada no norte da Austrália. A maioria das vítimas não sabem que foram picadas e podem sofrer parada cardíaca em 30min.

“Acho altamente provável que eles foram picados por uma Irukandji”, disse o Dr. Walker à ABC News.

“Irukandji é do tamanho de sua pequena unha, são muito pequenas e você não pode vê-las. É improvável que duas pessoas morram em poucos minutos um do outro, só porque eles possuem condições médicas subjacentes”.

Peter Fenner, especialista em águas-vivas, concordou que o casal francês pode ter sido ferido pela água-viva, disse ao The Cairns Post: “Existe a possibilidade de que tenham sido picados, pois a picada aumenta deixa a pressão sanguínea muito alta”.

Os operadores de mergulho insistem em dizer que as águas-vivas não foram encontradas nessas águas nesta época do ano e as mortes foram coincidência”.

Alan Wallish, da empresa que operou o navio Passions of Paradise, no qual os mergulhadores franceses morreram, disse que o incidente foi uma tragédia infeliz, mas não estava relacionado com as águas-vivas.

Em média, 12 pessoas são picadas por Irukandji todos os anos, mas as fatalidades são extremamente raras. Das 200 pessoas conhecidas por terem sido picadas, apenas duas morreram. Acredita-se que a primeira fatalidade conhecida tenha envolvido Robert Jordan, um turista britânico de 58 anos que morreu em Queensland em 2002.

Em 2013, um casal, ambos nadadores, morreram enquanto mergulhavam na costa oeste da Austrália. Isso levou à especulação de que eles foram mortos por Irakundji, mas um médico legista descobriu mais tarde que eles se afogaram e não havia evidências de que foram picados por água-viva.

No caso do britânico, ele era mergulhador certificado, estava em seu segundo mergulho do dia em Agincourt Reef, fora Porto Douglas, uma cidade tropical à beira-mar no estado de Queensland.

Redação

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