Alcatrazes deve ser transformada em refúgio de vida silvestre

Foto: Clécio Mayrink

O Arquipélago dos Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, deverá virar um Refúgio de Vida Silvestre e não um Parque Nacional, como vinha sendo proposto e negociado há anos por ambientalistas, cientistas e comunidades locais com a Marinha do Brasil e o Ministério do Meio Ambiente. O decreto de criação da unidade já está pronto e deverá ser publicado nos próximos dias, segundofontes do governo. A reserva deverá cobrir todo o arquipélago e à princípio, será permitida a visitação pública.

A transformação de Alcatrazes em uma área protegida é uma das principais pautas da agenda de conservação da biodiversidade marinha no Brasil há mais de 20 anos. Esntando próxima da cidade de São Sebastião, Alcatrazes é um refúgio para pássaros e peixes, abrigando várias espécies raras e ameaçadas de extinção.

A proposta de criar um Refúgio de Vida Silvestre (RVS, ou REVIS) em vez de Parque Nacional (PARNA) veio a público em setembro de 2015, durante o Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação e foi inicialmente mal recebida pela sociedade civil.

A preocupação é que a categoria REVIS não garante a possibilidade visitação pública (apesar de não excluí-la), enquanto que num PARNA é um componente do modelo de gestão e uso sustentável da unidade. A informação disponível, é que o refúgio de Alcatrazes será aberta a visitação; porém de uma forma mais controlada do que em um parque.

Partes do arquipélago são usadas há décadas como alvo para prática de tiros de navios de guerra da Marinha do Brasil. Atualmente já existe uma unidade de conservação no local, a Estação Ecológica de Tupinambás, que cobre apenas algumas partes do arquipélago e não é aberta à visitação.

Redação

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