Algas tóxicas que podem causar paralisia são monitoradas na costa de SP

Foto: Clécio Mayrink

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu recentemente um alerta para a possível ocorrência de algas tóxicas no litoral paulista. Tratam-se dos mesmos organismos encontrados no litoral de Santa Catarina, onde o consumo e o cultivo de moluscos foram proibidos.

A Cetesb enviou um alerta para as secretarias de Saúde e de Agricultura do Estado, para que façam monitoramento. As equipes da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Sul também foram notificadas para verificarem a eventual floração de algas ou para eventuais reclamações de pescadores e banhistas.

Ttrata-se de uma microalga do gênero Alexandriume, produtora de neurotoxinas causadoras do PSP, em Inglês, Paralytic Shellfish Poisoning, sendo os mesmos organismos localizados no litoral catarinense e que já são monitorados.

O PSP é causado por toxinas do grupo saxitoxina, que podem ocasionar diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais e perda de sensibilidade nas extremidades do corpo. Em casos mais graves, há chances de paralisia generalizada e óbito por falência respiratória.

A autoridade ambiental explicou que todos os sintomas podem aparecer imediatamente após o consumo de moluscos contaminados. Entretanto, a presença das microalgas no mar, ainda conforme a Cetesb, não representa riscos aos banhistas. Por enquanto, não foram registradas ocorrências na costa paulista.

Redação

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