Aloha ! Mergulho e muita natureza no Havaí

Aloha !  essa é, com certeza, a palavra mais escutada durante uma viagem ao Havaí. Mas, durante os dias que estive na Ilha com a Sofia, minha namorada, aprendi que Aloha é muito mais do que uma mera saudação. O Espírito de Aloha, como chamam, é uma filosofia de vida, pela qual cada pessoa deve sempre pensar e emitir boas vibrações, sem esperar nada em troca.

Vista de Waipi'o - Foto: Yan Grossman
Vista de Waipi’o – Foto: Yan Grossman

E foi assim, cercado de boas vibrações, natureza abundante e clima diversificado, vida marinha de todas as cores e tamanhos, lindas praias, verdes montanhas e os imponentes vulcões jorrando lava dia e noite, que fiz a melhor viagem de mergulho da vida.

O Havaí é aqui !

Quando se fala em viagem para o Havaí, as pessoas tendem a pensar em Oahu. Essa confusão é comum tendo em vista que lá ficam lugares famosos como Honolulu, a capital do estado, Waikiki e Pearl Harbor. Mas Havaí, ou Havaí, além de ser o nome do estado norte americano, é também o nome da maior das sete principais ilhas do arquipélago (Kaua’i, O’ahu, Ni’ihau, Lanai, Moloka’i, Maui e Havaí), e por isso conhecida como Big Island.

Com um dos vulcões mais ativos do mundo, a ilha é também a mais nova do arquipélago, crescendo conforme a lava desce e sedimenta-se.

Se existe uma palavra para resumir a Big Island é diversidade. Com 11 dos 13 climas existentes no planeta terra, é um lugar único, onde fogo e gelo se encontram, florestas equatoriais e desertos convivem harmoniosamente, e praias e montanhas embelezam a paisagem.

Cachoeira Akaka Falls - Foto: Yan Grossman
Cachoeira Akaka Falls – Foto: Yan Grossman

Diversidade também dentro d’água

Com uma das melhores condições de mergulho do mundo, a ilha oferece, durante a maior parte do ano, temperaturas entre 23° C e 30° C e visibilidade além de 30 metros. O mergulho ao redor da ilha varia imensamente de acordo com a região e é afetado pelo clima e topografia. Montanhas altas protegem a maior parte da costa oeste dos ventos noroestes. Por isso a maior parte dos pontos de mergulho encontra-se ao longo da abrigada costa de Kona e Kohala. A região de Hilo, do lado leste da ilha, fica virada diretamente para o vento e raramente se mergulha por lá.

Como tudo na Big Island, diversidade também diz respeito aos tipos de mergulho e vida marinha na região. A maioria dos pontos de mergulho são alcançados através de barco, mas a ilha também oferece excelentes mergulhos com saída das praias ou enseadas. É possível fazer mergulhos rasos ou profundos, de dia ou de noite, em fundo de coral ou dentro de cavernas de lava sedimentada.

É possível encontrar mais de 250 espécies de peixes no Havaí, sendo que 30% delas são endêmicas do arquipélago. Como a Big Island é a ilha habitada mais jovem do mundo, ainda não apresenta uma grande barreira de corais ao seu redor. Isso coloca o mergulhador próximo de águas profundas, aumentando as chances de encontro com grandes animais marinhos. Os mais encontrados na região são as eagle rays, as raias jamantas, golfinhos rotadores e os gigantes trevally.

Foto: Yan Grossman
Foto: Yan Grossman

Às vezes é possível um encontro com tubarões baleia, pilot whales e bottlenose dolphins. Em raras, mas também emocionantes ocasiões, os mergulhadores cruzam com grandes peixes de pesca esportiva (gamefish) e tubarões galha branca (White tip reef shark).

Mergulhando na Big Island

A ilha conta com uma ótima estrutura para o mergulho. São dezenas de operadoras, com profissionais sérios, equipamentos em ótimo estado e embarcações rápidas e adaptadas para mergulho. A maioria das operadoras está localizada em Kona, centro comercial da ilha e costa onde acontecem a maioria dos mergulhos, mas diversas outras operadoras podem ser encontradas ao norte de Kona, na região de Kohala, e do outro lado da Ilha, em Hilo.

Durante os seis dias que estive na ilha, tive a chance de mergulhar com quatro diferentes operadoras, que ofereceram um serviço nota 10 e muita diversão. No total, fiz cinco incríveis mergulhos, e minha namorada, que nunca havia mergulhado fez dois batismos. E que lugar para ser batizada !

Kealakekua Bay - Foto: Yan Grossman
Kealakekua Bay – Foto: Yan Grossman

Kealakekua Bay

Como no primeiro dia eu já estava fissurado para mergulhar, mas ao mesmo tempo, queríamos curtir o mar e o visual, optamos por uma saída com o Fair Wind Cruises para Kealakekua Bay. Diferente de uma operação de mergulho tradicional, o Fair Wind é mais como um passeio pela costa de Kona a bordo de um confortável catamarã.

Uma excelente opção para mergulhadores viajando com suas famílias. O passeio inclui equipamento de snorkel, café da manhã e almoço com hambúrgueres e hot dogs.

Com um quilometro e meio de extensão e aos pés de penhascos em forma de ferradura, Kealakekua Bay é rica em vida marinha e história. Um obelisco branco marca o local onde, em 1978, o grande navegador inglês Capitão James Cook fez história sendo o primeiro estrangeiro a chegar a Ilha. Meses mais tarde, no mesmo local, o explorador foi morto em um desentendimento com nativos.

Pu'uhonua - Foto: Yan Grossman
Pu’uhonua – Foto: Yan Grossman

Eu e o dive master, Kirk, pulamos ao mar logo que o catamarã entrou na baía. Descemos ali mesmo e quando chequei a profundidade, já estávamos a 40 metros. Mas o objetivo era esse, começar fundo, pois ficaria raso conforme nadássemos para o interior da baía. A visibilidade era boa, por volta de 25m, e a temperatura era de 26° C.

Kealakekua Bay é um santuário marinho, rico em corais saudáveis, coloridos peixes tropicais, espécies raras e moreias.

Durante os 55 minutos do mergulho, pudemos observar peixes-agulha, lizardfish, grandes peixes trombeta, green lion fish, oval butterfly fish, parrot fish, yellow tangs, abundantes na região, e uma moreia de boca branca (white mouth more). Mergulhadores atentos costumam avistar também o bonito flame angelfish, racoon, saddleback, backtail snapper, e outras raridades. Outros peixes comuns no local são os frogfish e turkeyfish.

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Yan Grossman

Mergulha desde 1991 e trabalha com Marketing Digital.

Além de adorar o mar, gosta muito das montanhas geladas e é criador do site de snowboarding e viagens para a neve Snowbrasil.com