Arquipélago de Alcatrazes é aberto ao turismo

Foto: Clécio Mayrink

Durante uma celebração realizada ontem, foi aberta ao turismo o Arquipélago de Alcatrazes, localizado a 45 km do porto de São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.

O local é considerado um dos maiores ninhais de aves marinhas do sudeste brasileiro, onde até 2013, era usada pela Marinha para exercícios de tiros e com a visitação proibida.

É a primeira vez que o turismo na região será feito de forma organizada, apesar da incursão nas ilhas ainda continuar proibida. Os turistas poderão fazer a visitação de barco em seu entorno e mergulhar em mais de dez pontos na região.

Para isso, a empresa precisa estar autorizada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), que em conjunto com a Marinha, realiza a gestão da área, ficando proibidas parar no local, qualquer embarcação particular.

Atualmente há 32 operadoras cadastradas pelo órgão e inicialmente apenas duas terão operações para Alcatrazes ao custo médio de R$ 700. Em janeiro outras três deverão iniciar as atividades para lá e até março, outras cinco, partindo de Bertioga e Santos. A relação completa pode ser visualizada neste link icmbio.gov.br/refugiodealcatrazes

O Arquipélago

Durante um ano e meio, pesquisadores vão analisar os impactos do turismo na preservação dos corais e no comportamento dos peixes, e posteriormente, avaliar a necessidade de alterações ou não nas regras de visitação.

O arquipélago abriga mais de 1.300 espécies, sendo 100 delas ameaçadas de extinção. Por lá está o maior ninhal de fragatas do Atlântico Sul, sendo área de alimentação, reprodução e descanso para mais de 10.000 aves marinhas.

Outro aspecto importante do local, é que há a maior quantidade de peixes do sudeste do Brasil, baleias-de-bryde, baleias-jubarte, além de diversas espécies de golfinhos são avistados por lá.

No ano de 2016 foi criado o Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, que transformou a área de 674 km² em unidade de conservação.