As Virgens mais lindas do Caribe

Foto: Alcides Falanghe

Poucos lugares no mundo reúnem condições tão perfeitas para cruzeiros a vela, com vento constante e na medida certa sobre mar calmo, cristalino e cercado por ilhas e praias espetaculares. As Ilhas Virgens se dividem entre Britânicas e Americanas na confluência do Mar do Caribe com o Atlântico, a poucas milhas a leste de Porto Rico. Composta pelas ilhas de St. Thomas, St. John, St. Croix, que são americanas, e pelas britânicas Tortola, Virgem Gorda, Anegada e outras 64 ilhas menores, as Ilhas Virgens são simplesmente apaixonantes.

Entre elas, o canal Sir Francis Drake é uma enorme avenida transitada por veleiros de todos os portes e nacionalidades. Alguns deles de deixar o queixo caído, como o Maltise Falcon, um dos mais modernos e caros do mundo. Mas este paraíso não é restrito apenas aos milionários. Mergulhadores podem explorar alguns dos melhores pontos de mergulho do Caribe a bordo de um live aboard de grande porte, como o Cuan Law, ou em um live aboard personalizado, como o que é oferecido no catamarã de 43 pés Ocean Eyes do casal de paulistanos Tatiana e Alcides.

Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe, possuem anos de experiência em navegação e mergulho, sendo que o Alcides foi diretor e editor de importantes revistas de mergulho no Brasil, sendo um profundo conhecedor no assunto.

Ao redor de Tortola, onde fica Road Town, a capital das Britânicas, há dezenas de outras ilhas, uma bem próxima à outra, que escondem pequenas enseadas e ancoradouros sensacionais, absurdamente perfeitos para praticar mergulho livre, autônomo ou simplesmente se largar. As BVIs (British Virgin Islands), como são localmente chamadas, guardam alguns dos melhores pontos de mergulho do Caribe, entre eles, alguns dos mais belos naufrágios deste canto do planeta.

Foto: Alcides Falanghe

Ilhas Virgens Britânicas

A paisagem lembra muito o litoral do sudeste do Brasil. Praias com areias brancas, separadas por costeiras formadas por grandes blocos de granito, emolduradas por montanhas. Falta a Mata Atlântica, pois a vegetação das ilhas não é tão exuberante, em compensação a transparência e a cor do mar que vai do azul turquesa ao roxo oceânico em todos os tons de dégradé criam um visual impressionante.

As maiores ilhas do arquipélago são Tortola e Virgem Gorda. Ao norte delas estão as ilhas de Jost Van Dyke, Guana, Great Camanoe, Scrub, e Beef, onde fica o aeroporto internacional e é ligada a Tortola por uma pequena ponte. Ao sul, no lado oposto do canal Sir Francis Drake, estão as ilhas Norman, Peter, Salt, Cooper e Ginger e dezenas de outras ilhotas e rochedos. A 13 milhas a leste do conjunto principal fica Anegada, uma grande ilha baixa formada pelos recifes de corais que mal desponta no horizonte.

A população e o comércio concentram em Roadtown na ilha de Tortola. Para quem não gosta de fica embarcado, Tortola possuí ótimos hotéis, alguns com praias privativas e toda infraestrutura típica dos resorts caribenhos. Mas é um pecado ir as BVIs e ficar preso em terra. Há muito que se conhecer nas outras ilhas e para chegar lá só de barco. Tudo bem que há opções de passeios diários para as principais atrações do arquipélago, mas não há nada como o prazer de ancorar em uma linda enseada para passar a noite, assistir ao pôr do sol, jantar a luz de velas e dormir embalado pelo balanço e o barulho do mar.

Virgem Gorda exige algumas paradas obrigatórias, uma delas no The Baths, onde imensos blocos de granito formam cavernas e labirintos que levam a pequenas praias e à diversas piscinas naturais de águas translúcidas. Outro ponto de fundeio muito procurado nesta ilha é o North Sound, uma grande enseada azul perfeita para esportes náuticos.

As ilhas menores também guardam seus segredos. Em Norman Island há uma caverna inundada pelo mar que garante um lindo snorkeling. Salt Island esconde duas salinas cor de rosa em seu interior e merece um desembarque, além do naufrágio do Rhone cuja popa está a poucos metros de profundidade e pode ser avistada da superfície. As praias de Peter Island também não podem ser deixadas ao largo. Há muito que ver e fazer, mas o segredo é se deixar levar pelo vento e naturalmente ir conhecendo as principais atrações do arquipélago.

Foto: Alcides Falanghe

Entre velas e mergulhos

Diferente de outros destinos de mergulho no Caribe, as Ilhas Virgens Britânicas não possibilitam mergulhos em abismos submersos, nem em correnteza, entretanto há uma grande variedade de pontos de mergulho nos incontáveis recifes e nas magníficas formações rochosas do arquipélago, que formam túneis, cavernas e canyons. Mas o que fazem as BVIs famosas entre os mergulhadores do mundo inteiro são seus naufrágios.

O mais cobiçado é o Rhone, um vapor britânico que afundou durante um furacão em 1867 quando foi jogado contra as rochas de Salt Island. Ganhou fama mundial por que serviu de cenário para o filme “The Deep” estrelado por Jaqueline Bisset no final dos anos 70. Outros mais recentes como Chikunzen com mais de 250 pés, o Rokus em Anegada e os Tug Boats afundados propositadamente para formar recifes artificiais, atraem uma grande variedade de animais marinhos, como barracudas, moreias, lagostas e tartarugas centenários.

Além do colorido exótico dos peixes tropicais que habitam cada reentrância dos recifes e naufrágios, os corais, esponjas e uma infinidade de invertebrados decoram o fundo suas formas bizarras.

Nas Ilhas Virgens, o roteiro do catamarã Ocean Eyes parte da ilha de St. Thomas e inclui as ilhas de St. John, Jost Van Dyke, Norman Island, Peter Island, Cooper Island, Virgem Gorda e Tortola. Além do atendimento em português, quem fica a bordo será paparicado até, desde refeições carinhosamente preparadas até passeios inesquecíveis.

Como diz Tatiana: “O mais legal de tudo é que no final sempre ganhamos novos amigos, que estão em contato com a gente até hoje. É muito diferente de você alugar um barco de uma empresa com ou sem tripulação. Estamos dividindo o nosso lar com estas pessoas, e fazemos disso um momento muito especial para todos.”

Foto: Arquivo Ocean Eyes

Relatos dos mergulhadores

Quem mergulha nas Ilhas Virgens parte com gostinho de quero mais, e leva em sua memória uma experiência única para toda a vida. Confira alguns depoimentos de mergulhadores que exploraram este paraíso a bordo do catamarã Ocean Eyes.

“Mergulhar nas ilhas virgens foi uma experiência inesquecível vendo tantos animais diferentes e tão coloridos. Lembro de ter visto uma raia chita muito linda. Eu gostei de navegar no Ocean Eyes e de conhecer todas aquelas ilhas maravilhosas.”

Victor Leal , 12 anos, janeiro/2016

 “Este foi nosso primeiro mergulho em família e foi magnifico ver nossa princesa de 5 anos se encantar com a rica vida marinha da região e fazer joinha a cada peixinho e nosso filho de 12 anos fazendo seu primeiro mergulho autônomo neste paraíso e que serviu de motivação para ate escrever um livro de memórias com todos os peixinhos..”

Wagner & Andiara, janeiro/2016

“Mergulhar nas Ilhas Virgens é uma experiência fantástica. A transparência das águas, sua temperatura agradável e o navegar da entre as diversas ilhas curtindo o visual tornam a viagem mágica. Coroando tudo isso o carinho, atenção e profissionalismo dos anfitriões é insuperável !”

Sérgio, Alice, Fábio e Alessandra, fevereiro/2017

“Quando decidi que iria para as Ilhas virgens americanas e britânicas, ficar a bordo do Ocean Eyes, eu não tinha a menor ideia do que podia esperar… Do que seria… Amo a natureza e o mar que faz parte desse todo tão perfeito… A vida marinha é tão rica bela e complexa… Nada sei sobre ela !

Os dias passaram lentamente e foram vividos intensamente. Os mergulhos foram todos surpreendentes e cada um proporcionou diferentes sensações… Meu primeiro mergulho em um naufrágio muito famoso por lá, o Rhone que afundou devido a um furacão, foi emocionante e fez vibrar todas as minhas veias! Foi indescritível… A vida que se apoderou dos seus restos é absurdamente diversa ! Esse mergulho quase me fez dormir de tão relaxante…

Mergulhos na superfície com snorkel como o que fizemos por duas vezes em Peter Island nas BVI, nem posso descrevê-los ! Eu quase toquei nas várias tartarugas que ali estavam tranquilamente se alimentando! Foi minha primeira vez com elas… Acompanhei seus movimentos perfeitos e nesses momentos quase me senti como elas ! Fiquei encantada… Cada mergulho foi uma surpresa e mergulhar nessas ilhas de águas transparentes e de muitos tons me fez sentir, por diversas vezes, como se o tempo estivesse parado…
Mergulhar nessas águas é inesquecível e levarei para toda minha vida marcado em minha alma. Obrigada Deus, obrigada Vida, obrigada Oceano Vivo !”

Flávia Tirlone, março/2017

 

 

“Já conhecemos vários lugares mas nada é comparável com as Ilhas Virgens. É um lugar mágico. As ilhas são lindas. Os vários tons de azuis do mar são indescritíveis. Mergulhar com tartarugas, tubarões, raias e ver baleias, É realmente apaixonante. Que lugar maravilhoso. E isso tudo fica mais perfeito ainda quando estamos hospedados no Ocean Eyes. Profissionalismo e aconchego da Tati e do Alcides fazem a viagem ser ainda mais perfeita e maravilhosa. Somos fãs ! Ilhas Virgens e Ocean Eyes sempre que possível estaremos aí !”

Alessandra e Fabio

“A viagem veio na carona de uma amiga, a Flávia. Eu, meio sem planejamento, apenas quando dentro do avião fui certificar em que lugar do mar azul do Caribe estava meu destino: Ilhas Virgens.

E não me mostrem fotos, quero ser surpreendida pela paisagem.

A bordo do catamarã Ocean Eyes e com a tripulação anfitriã Alcides e Tatiana, tudo de bom poderia acontecer e assim se fez. Velejar era o sonho dos meus 15 anos que ficou adormecido até então. Ter o vento, as velas, o céu, o mar, o sol e a lua cheia em sintonia foi uma experiência que me preencheu, dava até vontade de respirar mais profundamente. Inspire, expire, respire com todos os seus poros – algo ou alguém assim me instruía.

Assim fiz e me senti azul ao pegar as nadadeiras, máscara, snorkel e afundar a cabeça em Peter Island. Rêmoras no casco do catamarã, arraias e tartarugas se alimentando nos estimulavam a ficar por horas as admirando. A contemplação imersa no azul da baía traziam paz e contentamento.

Fizemos mergulho scuba em Diamond Reef, MRS Rhone e no The Indians, 3 mergulhos com paisagens bem distintas: recifes, naufrágio e jardim sub. Sempre alguma boa surpresa por parte da vida marinha fazia que saíssemos da água loucas para conversar sobre o mergulho!

Foram 7 dias que me deixaram feliz, mal-acostumada e torcendo o nariz para voltar à minha rotina, mas a saudade agarra firme e o coração sempre nos leva na direção certa quando abrimos nossas velas à delicadeza do vento. Isso me deixa tranquila, pois assim sei que voltarei a buscar experiências no azul desse imenso oceano.”

Dânia Gelli, março/2017

 

Tatiana Zanardi e Alcides Falanghe

Ocean Eyes – Live aboard personalizado

O Ocean Eyes é um catamarã a vela Voyage 430 construído na África do Sul e projetado para que você tenha uma estadia personalizada, aconchegante e inesquecível. Tem 43 pés de comprimento por 25 pés de largura,  4 cabines com banheiros privativos, e um confortável ambiente interno com sala, cozinha e mesa de navegação.

Seu cockpit é espaçoso, assim como o deck para mergulho e o trampolim na proa. A capacidade da embarcação é para 8 pessoas, por isso os charters são feitos para no máximo 6 passageiros, sendo 2 pessoas por cabine em cama de casal queen size e banheiro privativo.

Mais informações podem ser obtidas pelo site oceaneyesexperience.com

Conheça também

Vídeo demostrativo das operações da Ocean Eyes
Projeto Oceano Vivo
Vídeo que eles produziram para as Ilhas Virgens Britânicas
oceanalive.net
facebook.com/projetooceanovivo
facebook.com/oceaneyesexperience