Bússolas de Mergulho e os hemisférios

Bússolas analógicas de alta qualidade são projetadas para uso dentro de uma determinada área do globo, porque o campo magnético terrestre não varia apenas horizontalmente, mas também verticalmente, fazendo com que a agulha mergulhe para baixo quando mantemos a caixa da bússola em uma determinada posição de nivelamento.

A bússola é equilibrada com um pequeno peso para neutralizar o alinhamento para que não vire para baixo, de modo que a agulha não seja arrastada ou fique na parte superior ou inferior do encapsulamento.

Antes de usar uma bússola, você deve verificar se a bússola foi fabricada para o hemisfério norte ou sul, antes de confiar nela.

Bússolas digitais, como os modelos normalmente encontrados nos computadores de mergulho, não possuem zonas de equilíbrio. Elas são universais porque possuem o recurso de calibração pelo usuário, permitindo que o mergulhador faça a calibragem para a utilização no hemisfério correto, e caso ele vá mergulhar em outro hemisfério, basta realizar uma nova calibragem antes.

No mercado um fabricante afirma que suas bússolas analógicas não necessitam de ajustes. Como isso funcionaria ainda é um segredo, mas alguns chegam a dizer que elas funcionam corretamente.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.