Camaquã C6

Data: 21/07/1944

GPS: 07º 50.641′ S / 34º 29.680′ W

Localização: 27 milhas do porto de Recife, em frente a praia de Maria Farinha, litoral norte do Estado de Pernambuco.

Profundidade (m): 45 – 58

Visibilidade (m): 20 – 40

Motivo: Mau tempo durante um treinamento da Marinha

Estado: Inteiro

Carga: Material bélico

Tipo: Corveta Caça-Minas

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 57 / 7.80 / 2.50

Deslocamento (t): 550

Armador: Marinha do Brasil

Estaleiro: Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro

Propulsão: 2 caldeiras e 2 máquinas alternativas gerando 1.300 hp.

Fabricação: 22/10/1938

Notas: Adernada a boreste, além do canhão de proa, duas outras armas, uma delas de grande calibre estão caídas na areia. A torção das chapas abaixo da cabine e buracos no casco no través de boreste indicam a possibilidade de explosão.

Os porões vazios e há cargas de profundidade na areia, além de dois racks, com mais cargas de profundidade montadas neles. São comuns lambarus e já foram vistos tubarões martelo passando.

Histórico

O Navio Mineiro Camaquã – C 6, foi o terceiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao rio homônimo do Rio Grande do Sul. Foi construída no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro. Teve sua quilha batida em 22 de outubro de 1938, foi lançada ao mar em 16 de setembro de 1939 e foi incorporada em 7 de junho de 1940. Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Corveta Nereu Chalréu Correia.

1940

Foi incorporada a Flotilha de Navios Mineiros com sede na Ilha de Mocanguê Grande, comandada pelo então Contra-Almirante Gustavo Goulart. Os Navio Mineiros da classe Carioca foram logo reclassificados como Corvetas, para serviço no 2ª Guerra Mundial.

1942

Passou a integrar a Força Naval do Nordeste, sendo submetida no mesmo ano a um processo de modificações no AMRJ, partindo do Rio de Janeiro, já na escolta de um comboio. Na sequência realizou patrulhas A/S no trecho Bahia – Pernambuco – Rio Grande do Norte – Fernando de Noronha.

1944

Em 21 de julho, naufragou, devido às péssimas condições do tempo, às 9:30 hs, quando na escolta do comboio JT-18. Além de seu comandante, Capitão-de-Corveta Gastão Monteiro Moutinho, perecerem 33 homens, sendo os sobreviventes resgatados pelos CS Jutaí – CS 52 e Graúna – G 8, que faziam parte do mesmo Grupo de Escolta. Até essa data havia escoltado em serviço de guerra mais de 600 navios mercantes.

Fonte: Navios de Guerra Brasileiros

Imagens:

Redação

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