Câmera Tomada – Uma segurança maior para o mergulhador viajante

Foto: Clécio Mayrink

Recebemos no Brasil Mergulho diversos e-mails com perguntas, dúvidas e relatos, e um tipo de relato nos chama a atenção: furto em quarto de hotéis.

De alguns anos pra cá o número de furtos em quartos de hotéis pelo mundo andou aumentando, e sendo o mais comum, o furto de dinheiro no cofre e arrombamento de malas de viagem. Na Flórida, por exemplo, houve um crescimento exponencial de furtos enquanto o turista estava fora do quarto.

Foto: Clécio Mayrink

Como diminuir a possibilidade de risco ?

Segundo um especialista em segurança, quanto mais fácil estiver para abrir a bagagem, maior será a chance de arrombamento, sendo o ideal, dificultar o máximo a abertura dela.

Algum tempo atrás publiquei um artigo sobre o “cabinho de aço”, um cabinho simples e adquirido em qualquer loja de construção, e que pode ajudar a manter a bagagem fechada, dificultando sua abertura.

Agora surgiu outra possibilidade que pode auxiliar o viajante, que é a chamada “Câmera Tomada”.

Trata-se de uma pequena câmera dentro de um compartimento com formato de carregador de telefone celular. Na verdade, ele é idêntico ao modelo dos carregadores do iPhone, mas com uma dimensão um pouquinho maior.

Essa Câmera Tomada recebe energia da própria rede elétrica, não requerendo pilhas ou baterias, o que é um grande avanço. Basta colocá-la na tomada e automaticamente a câmera passa a funcionar.

Com ela instalada na tomada elétrica e voltada para as bagagens, ela passa a filmar o ambiente e você terá um vídeo (com áudio) do quarto enquanto estiver fora do hotel, e havendo algum arrombamento de sua bagagem, será possível registrar e saber quem foi o autor do ato e comprovar o fato.

Algum tempo atrás um turista conseguiu comprovar o arrombamento de sua bagagem com um vídeo feito por sua câmera tomada, permitindo aos policiais prenderem o ladrão, e consequentemente, conseguindo recuperar os bens furtados.

Como a grande maioria das pessoas desconhece esse dispositivo, caso percebam ela conectada na tomada, acabam acreditando que é apenas um carregador de celular e não se dão conta que é uma câmera escondida. Além disso, esse dispositivo funciona normalmente como carregador de celular, pois há uma porta USB para a introdução do cabo de recarga e que funciona.

Com a tampa frontal removida – Foto: Clécio Mayrink

Funcionamento da câmera tomada

Esse tipo de câmera registra as imagens em um cartão de memória do tipo Micro SD, possuindo dois formatos de gravação: Contínua ou Movimento.

A primeira, como o próprio nome diz, passa a gravar continuamente a partir do momento em que a câmera é colocada na tomada. Alterando a posição de uma pequena chave e configurando para o modo “Movimento”, ao colocar a câmera na tomada, alguns segundos depois o dispositivo irá ativar um sensor de movimento, e ao perceber qualquer movimentação à sua frente, passará a filmar o ambiente.

A imagem possui boa qualidade e permite com tranquilidade saber quem é a pessoa gravada.

Essa câmera tem um custo baixo, algo entre US$ 12 e 20, podendo ser adquirida em sites como eBay e AliExpress, por exemplo.

Mas um detalhe importante… Se você pretende adquirir uma câmera dessa, normalmente os sites de comércio eletrônico questionam o tipo de pino de tomada desejado, oferecendo o formato americano (US), europeu (EU) ou  australiano.

Acabei adquirindo o formato americano (pinos achatados), pois mesmo fora dos Estados Unidos, é o formato mais encontrado nos hotéis ao redor do mundo, e dessa forma, você não precisará de um adaptador de tomada para ligar a câmera tomada na rede elétrica.

Talvez possa ser um exagero da minha parte viajar e ficar cogitando ter que usar esse tipo de coisa, mas após tantos relatos e ter passado por um furto no passado, realmente prefiro tentar não fazer mais parte dessa estatística indesejada.

Por:
Clecio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983, no autônomo em 1986 e Dive Master em 1990. Hoje é mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior. Também prestou consultoria para a ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.