Cilindros antigos da Catalina: Podem ser recarregados ?

Foto: Catalina Cylinders

Com diversos problemas e acidentes com os antigos cilindros Luxfer e da Walter (WK) com a liga 6351-T6, muito foi divulgado sobre os riscos de acidente que essa liga pode acarretar, se o cilindro for recarregado, e de uns anos pra cá, a recomendação é de não recarregá-los, para evitar as chances de explosões e acidentes graves.

O grande problema é que alguns centros de mergulho estão desinformados e acabaram adotando a postura de não recarregar cilindros antigos, sob o argumento de que todos eles podem explodir e causar acidentes por causa da liga metálica, o que não é verdade.

O problema da liga de alumínio 6351-T6 está diretamente relacionada apenas aos cilindros Luxfer fabricados antes do ano de 1990.

Cilindros da Catalina, por exemplo, nada tem haver com esse problema e podem receber recarga normalmente, se estiverem com o teste hidrostático e inspeção visual em dia.

Caso o cilindro Catalina esteja com o teste e a inspeção dentro da validade, o centro de mergulho pode recarregá-lo, pois a liga metálica utilizada não é a mesma que a 6351-T6 usada no passado pela Luxfer, não havendo assim, motivos e argumentos para negar a recarga.

Então a resposta é sim, cilindros antigos que não sejam fabricados antes de 1990 pela Luxfer e Walter Kidde (WK), podem ser recarregados sem problemas, se estiverem com o teste hidrostático e inspeção visual em dia.

Por:
Clécio Mayrink
Editor - Brasil Mergulho

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em apneia em 1983, no autônomo em 1986 e Dive Master em 1990. Hoje é mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount.

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, em 2008, é o idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou em diversas matérias e documentários no Brasil e no exterior. Também prestou consultoria para a ONU, UNESCO e diversos órgãos públicos no Brasil.