Computadores de Mergulho e alguns cuidados

 Como todo equipamento de mergulho, os computadores necessitam de cuidados especiais em seu manuseio e após o mergulho. Um computador de mergulho é fabricado com peças extremamente sensíveis e que merecem grande atenção, até porque, é um equipamento caro.

Ao sair do mergulho

Se possível, coloque-o em um balde com água doce e deixe imerso por alguns minutos. Isto ajudará na diluição da água salgada que venha a ficar nos pequenos orifícios, normalmente responsável pela oxidação de algumas partes e desgaste dos materiais de borracha. Feito isso, basta guardá-lo em uma caixa apropriada e longe da exposição solar.

Computador2Ao chegar em casa

Tanto para mergulhos em água salgada como em água doce, você deve lavá-lo novamente com água doce, e deixá-lo secar à sombra. Pressione os botões de seleção (se houver), para retirar o sal que venha a ficar nos cantos do corpo do computador.

Ao guardá-lo, evite deixá-lo em caixinhas o tipo Tuppeware ou Pelican e em ambientes quentes e/ou úmidos como alguns mergulhadores fazem. A variação da temperatura e pressão externa poderá ocasionar algum dano ao sensor, o que acarretará em um mal funcionamento das leituras e exibição de dados incorretos.

Se a caixa em questão possuir entrada de ar ou válvula de variação de pressão interna, como em alguns modelos novos das caixas Pelican, não há problemas em guardá-lo desta forma. Guardá-lo em uma caixa, evitará que a água proveniente de equipamentos molhados possam ativá-lo, consumindo bateria desnecessariamente.

Pontos importantes

– Assim como qualquer outro equipamento de mergulho, jamais deixe seu computador de mergulho exposto ao sol ou em ambientes quentes. Além de fazer mal a borracha da pulseira, poderá danificar o display.

– Fique atento ao prazo de validade da bateria, caso você utilize muito pouco. No caso de computadores com bateria removível, é aconselhável a retirada da bateria, para evitar que a mesma oxide no interior do computador.

– Não é recomendável a utilização do mesmo com bateria vencida. Isto é, utilizar uma bateria ultrapassando o número de mergulhos indicado pelo manual. Isso pode acarretar no estouro da mesma no interior do computador, vindo a danificar seu circuito e chip. Verifique no manual o número de mergulhos que a bateria suporta.

– A cada mergulho, verifique o estado da pulseira, para se ter a certeza de que não há rachaduras. Este procedimento diminui as chances de um rompimento estando dentro d’água, e posteriormente, a perda do computador.

– Ao entrar na água, aguarde alguns instantes para que o corpo do computador se adapte à temperatura da água, evitando à possibilidade de leituras erradas. Algumas pesquisas, fazem a indicação deste processo.

– Se o mergulho for realizado em altitude, aguarde algumas horas antes de utilizá-lo, principalmente em altitudes superiores a 2.000m.

– Nunca entre com um computador de mergulho em uma câmara hiperbárica sem que ele esteja submerso.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.