CT Paraíba

Data: 04/02/2005

GPS: 23º 05,718′ S / 42º 59,756′ W

Localização: Nas proximidades das Ilhas Maricás, em Niterói.

Profundidade (m): 36 – 52

Visibilidade (m): 3 – 15

Motivo: Naufragou durante o reboque

Estado: Inteiro

Carga: Vazio

Tipo: Contratorpedeiro

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 126.33 / 13.47 / 7.90

Deslocamento (t): 2.624 (padrão) / 3.560 (carregado)

Armador: Sugar Loaf Transportes Marítimos Ltda

Estaleiro: Avondale Shipyards, em New Orleans

Propulsão: 2 caldeiras Foster-Wheeler turbo pressurizadas de 83.4 kg/cm2 a 510º C; 1 turbina a vapor G.E. de 35.000 HP, acoplados a um eixo com hélice de cinco pás.

Fabricação: 03/10/1964

Notas:

Datas Principais

  • Batimento de Quilha:  20/12/1963
  • Incorporação (US Navy): 07/12/1965
  • Baixa (US Navy): 08/12/1988
  • Incorporação (Marinha do Brasil): 25/07/1989
  • Baixa (Marinha do Brasil): 26/07/2002

Característica

Eletricidade: geradores diesel produzindo um total de 2.000 kw.

Velocidade: máxima de 27 nós.

Raio de ação: 4.000 milhas náuticas a 20 nós.

Armamento: 2 canhões de 5 pol. (127 mm) em duas torres Mk-30 singelas; 2 lançadores triplos Mk 32 de torpedos A/S de 324mm; 1 lançador óctuplo de foguetes A/S ASROC Mk-116 mod.3 sem recargas e 4 metralhadoras Browing .50 pol. (12,7 mm).

Sensores: 1 radar de vigilância aérea tipo SPS-40B; 1 radar de vigilância de superfície SPS-10C, 1 radar de navegação LN-66; 1 radar de direção de tiro Mk-35, acoplado ao sistema de direção de tiro Mk-56; TACAN SRN-15; CME ULQ-6B; MAGE WLR 1C e WLR 3A; 2 lançadores sêxtuplos de chaffs/flares RBOC Mk 33, sonar de casco SQS-26 BX, integrado ao sistema de direção de tiro A/S Mk-114 e engodo rebocável para torpedos SLQ-25 Nixie.

Sistema de Dados Táticos

Aeronaves: 1 helicóptero Helibrás UH-12/UH-13 Esquilo ou SAH-11 Lynx (a partir de 1995 AH-11A Super Lynx).

Código Internacional de Chamada: PWPB

Tripulação: 286 homens, sendo 18 oficiais e 268 praças.

CT-Paraiba

História

US Navy

Construído pelo estaleiro Avondale Shipyards, em New Orleans – Louisiana, O Contratorpedeiro Paraíba D-28 iniciou sua distinta carreira na marinha americana (US Navy), onde foi comissionado como DE – 1045 (Destroyer Escort – 1045). Os “Destroyer Escorts” foram concebidos como uma versão econômica dos Destroyers tradicionais, dotados de armamentos e sistemas mais modernos. O CT Paraíba foi originalmente batizado USS Davidson e designado para a esquadra do pacífico, o USS Davidson teve como porto de inscrição Pearl Harbour – Havaí, aonde chegou em 13 de abril de 1966, engajando-se na 5ª Flotilha de Destroyers.

No período de 1967 a 1975, o USS Davidson entrou em ação no conflito do Vietnam, inclusive no famoso delta do rio Mekong.

Os expressivos resultados alcançados pela excelência dos artilheiros do USS Davidson renderam-lhe diversos prêmios, comendas e medalhas. Sua extrema eficiência, ao longo da carreira operacional na US Navy, renderam-lhe o apelido “The biggest Little Destroyer in WESTPAC” (Westpac = Western Pacific).

Foi reclassificado para Fragata Rápida FF-1045 (FF de Fast Frigate) em 1974.

O USS Davidson deu baixa com honras do serviço 1988, encerrando uma vitoriosa carreira de 23 anos na US Navy.

Marinha do Brasil

Em 1989, o Governo Norte-Americano transferiu por leasing à Marinha Brasileira, quatro Fragatas da classe Garcia, dentre elas o USS Davidson.

Usando a designação “Contratorpedeiro” (CT), em lugar de “Destroyer”, a Marinha do Brasil rebatizou o USS Davidson como “Paraíba”, homenageando pela quinta vez, o estado nordestino de mesmo nome.

Chegou ao Rio de Janeiro, porto onde passou ter sua inscrição, em 13 de dezembro de 1989.

Participou, entre 1990 e 2001, de diversos exercícios em conjunto com navios da OTAN e outros.

Em janeiro 2002, a Marinha do Brasil adquiriu definitivamente o CT Paraíba do Governo dos EUA, que deu baixa do serviço em 26 de julho de 2002, em conjunto com a do CT Paraná, no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro. A partir dessa data, foi colocado na reserva.

O naufrágio

Em novembro de 2004, o CT Paraíba foi arrematado como sucata, em leilão, pela empresa Liberiana Arusha Shipping Limited e, em 04 de Fevereiro de 2005, quando era rebocado para desmontagem em Alang – Índia (um conhecido desmonte de navios), o “Lobo do Mar”, como que inconformado com seu perverso destino, fez água e afundou ao largo da costa do Rio de Janeiro, pouco após sua partida, elegendo as águas cariocas como sua última morada.

Hoje, o navio encontra-se inclinado num ângulo de aproximadamente 45º sobre bombordo, na profundidade de 52 m, aproximadamente. Está inteiro, do ponto de vista estrutural, no fundo, com exceção da ponta extrema de sua proa, que se encontra um pouco destruída e torta a boreste, indicando ter sido ali o impacto com o fundo. Seu casco ainda limpo confirma ser muito recente o naufrágio.

Informações adicionais

Segundo a marinha brasileira, o Contratorpedeiro “Paraíba” foi arrematado, em leilão, no dia 21/10/2004, pela Sugar Loaf Transportes Marítimos Ltda. O pagamento integral foi efetuado no dia 5 de novembro do mesmo ano, data em que o comprador passou a ter total responsabilidade pelo navio. Por volta das 5:30h do dia 04/02/2005, o mesmo veio a naufragar, Na ocasião, ele era rebocado pelo navio panamenho Champ.

A Marinha do Brasil instaurou, em 16/02/2005, Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos de Navegação (IAFN), ainda não concluído, para apurar as causas do incidente.

Em 19/02/2005, o naufrágio foi encontrado pelo grupo Wreckfinder, que divulgou a sua localização aos centros de mergulho.

Colaboração: Navios de Guerra Brasileiros

Imagens:

 

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