Entrevista: Alessandra Piazza (Ocean Angel)

Quando surgiu o seu interesse pelo mergulho ?
Quando completei 7 anos de idade, pedi de aniversário uma máscara, um snorkel e um par de nadadeiras. Tinha vontade de descobrir o que havia abaixo das ondas, por trás daquele espelho no mar; e me apaixonei !

Você conquistou Los Angeles, uma grande parte dos Estados Unidos e parte do Caribe mexicano (Cancún e Cozumel), através do seu desempenho como Instrutora. Colecionou diversas medalhas em torneios e apresentações. Como foi que isso aconteceu ?
Em 1996, fui convidada por um venezuelano para ministrar classes recreativas de mergulho em um hotel conceituado no Caribe. Logo após, conheci um americano e um italiano que me treinaram para torneios e apresentações internas, no Caribe e Los Angeles, onde comecei a adquirir méritos e medalhas.

Há uma equipe responsável pelo seu treinamento específico ?  Como é essa rotina ?
Sim, há uma equipe. Meu acompanhamento, médico é feito pela Dra. Silvia Bretz com tratamento de medicina interna e endocrinológica. A Estética corporal é feita com Thiago Caethano. E, o treinamento físico de Los Angeles é acompanhado por uma equipe, liderada por um italiano e um americano, e no Rio de Janeiro com um treinamento específico.

Há um logo e uma bandeira criados com o seu nome, onde a metade da bandeira é brasileira e a outra metade é americana. Quem a criou ?
Foi um americano que mergulhou comigo, Mike, quem inventou o logo, mas uma brasileira a Laura, criou a bandeira com a dupla nacionalidade simbolizando parte do Rio de Janeiro e parte de Los Angeles.

Porque Ocean Angel ?
Em Cancun e em Los Angeles, começaram a me chamar assim, por causa de um resgate, e posteriormente pela minha aquacidade e flutuabilidade. Além disso, Los Angeles é a Cidade dos Anjos, e “Angel” é uma palavra que significa um grande elogio para as mulheres.

O que você costuma fazer, quando não está treinando ?
Escalar com meus amigos alpinistas Vavá e Denise Emmer, e com o Instrutor Felipe Edney, ou surfar com o shaper Guilherme Guimarães; inclusive porque estes esportes aumentam a minha condição física reforçando parte do meu treinamento; e quando tenho tempo, faço aulas de pintura com a artista plástica Lina.

Dos lugares que você já mergulhou no Brasil, qual deles foi uma experiência inesquecível ?
Cada mergulho tem a sua magia, a sua forma inesquecível de ser. Todas as vezes que cruzamos a fronteira existente na lâmina d’água, nos deparamos com o mistério desconhecido de conhecer a região, mas não saber a surpresa que nos revela abaixo. Sou suspeita, por ser carioca, mas um mergulho inesquecível foi na Ilha de Jorge Grego, cujo nome tem origem na lenda de um corsário grego, que naufragou, e quase todos os tripulantes morreram, com exceção do capitão Jorge Grego, seu imediato, e sua filha. Diz a lenda, que o marinheiro e a filha de Jorge Grego, apaixonaram-se, e o Capitão furioso, atirou-se ao mar, dando origem a essa lenda. Nesta ilha, inclusive tive a oportunidade de mergulhar ao lado do Peixe Lua (Mola mola), o qual hoje está praticamente em extinção. Foi a minha surpresa revelada neste mergulho.

Então você gosta de saber sobre naufrágios ?
Sim, sempre que tenho oportunidade leio muito a respeito.

Sendo uma Instrutora, muito bonita, denominada como a “Sereia do Rio”, e como é praticar o mergulho, onde a maioria dos praticantes são do sexo masculino ?
A foto da Sereia foi um ensaio fotográfico do fotógrafo Pedoni. E, realmente esta foto foi o primeiro banner com divulgação que entrou aqui no Brasil. Mas, quando estamos diante de qualquer profissão, temos que agir com competência e determinação. A beleza torna-se circunstancial. Na minha profissão é muito comum o número superior de homens, mas sempre que estou em palestra ou curso, notifico as mulheres o quanto é importante para a nossa saúde recorrer ao mergulho.

Você já mergulhou com golfinhos ?
Já, inclusive acompanhei um trabalho denominado de delfinoterapia. É um tratamento feito entre um terapeuta, ou médico, um golfinho e um instrutor (a) para melhorar a qualidade das crianças e de adultos que padeçam de alguma disfunção no sistema nervoso central; ou estão em processo de depressão, ou recuperação de desintoxicação de drogas. Houve até um caso de autismo que obteve uma melhora com um nível superior ao que esperávamos. A equipe em conjunto melhora o estado do paciente proporcionando um melhor autocontrole de suas ações.

Você escreve para alguma Revista ?
Sim. Escrevo sobre mergulho para Los Angeles.

E como fazemos contato com você, Ocean Angel ?
Pelo site www.oceanangel.rg.com.br

Redação

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