Filtragem do ar nas recargas – Um problema no Brasil

Foto: Miguel Lopes

Nos últimos anos temos presenciado muitos manômetros, sensores de computadores de mergulho e power de coletes equilibradores apresentando problemas, e numa análise mais aprofundada, em diversos casos o problema estava relacionado com a presença de pó de alumínio ou resíduos de elementos de filtragens (carvão e sílica) proveniente dos cilindros de mergulho. 

O pó de alumínio é proveniente da oxidação do alumínio pelo ar com umidade, indicando que existe algum problema ligado ao sistema de filtragem e com manutenção inadequada.

Já os resíduos de elementos filtrantes, provém de cartuchos fabricados sem os procedimentos adequados e com os cuidados essenciais.

Já a má qualidade no sistema de filtragem ocorre devido à manutenção ou montagem inadequada do sistema e do compressor, que são os responsáveis pela compressão do ar nos cilindros de mergulho.

O ar deve ser sempre seco, isento de impurezas e odores.

A manutenção inapropriada e a não substituição dos filtros no prazo determinado pelo fabricante (número de horas de uso), vai gerar transtornos aos mergulhadores, podendo inclusive, colocá-los sob risco.

Você mergulhador deve procurar recarregar os cilindros de mergulho em operadoras confiáveis, que tenham a preocupação com a qualidade do ar e com a manutenção do sistema de recargas.

Miguel Lopes
Instrutor de mergulho CMAS nº 77 desde 1990, trabalhando no mercado de mergulho há mais de 20 anos, sendo Master Technician Aqualung. Reconhecido em todo o Brasil devido ao seu grande conhecimento técnico em equipamentos de mergulho, é um dos raros inspetores formados e certificados pela Professional Scuba Inspectors (PSI) no país.