Foto com luz natural

Foto: Clécio Mayrink

Este tipo de foto requer maior habilidade do fotógrafo sub, uma vez que, ele terá que selecionar melhor os objetos a serem fotografados embaixo d’água, se baseando em um grande ambiente claro, explorando por exemplo, a silhueta de um mergulhador nadando ou estando ele com o sol por trás.

O grande vilão da fotografia com luz natural, é justamente o controle da exposição. Para obter um forte contraste, é fundamental ter um controle correto da exposição, efetuando-se a medição nas áreas de onde se quer fotografar. O mais indicado neste tipo de fotografia, é colocar a máquina em manual, trabalhando com velocidades entre 1/60 e 1/125, direcionando a focagem diretamente no objeto a ser fotografado, ajustando a abertura até que a câmera indique que a quantidade de luz necessária já é suficiente para obter a foto. Isto pode contribuir que a área a ser fotografada terá uma exposição adequada.

Quando deixamos a máquina regulada para o automático, normalmente a exposição ficará inadequada, aumentando ou diminuindo demais o número F de abertura.

Uma forma de “driblar” a câmera quando ela não possuir um controle de exposição, é selecionar um tipo de filme diferenciado ao que está na câmera. Por exemplo, se estamos utilizando um filme ASA 100, podemos passar a seleção para ASA 200 e ter uma luminosidade inferior, diminuindo as chances de uma superexposição.

Uma dica aos usuários de câmeras da linha Nikonos, é colocar as lentes 28 ou 35mm de cabeça para baixo, pois assim, você terá maior facilidade na leitura dos valores de abertura e distância, quando viramos a câmera em direção ao peito.

Tenha sempre em mente, que este tipo de fotografia é voltada a baixas profundidades, onde a luz do sol esteja sempre presente, pois do contrário, você não terá a presença de cores ou a incidência mínima requerida para bater qualquer tipo de foto.

Clecio Mayrink

Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount).

Foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008, idealizador do site Brasil Mergulho em 1998 (MTB 0081769/SP) e atuou como consultor para a ONU, UNESCO, Segurança Pública, além de diversos órgãos públicos no Brasil.