Galeão Santa Rosa: Tesouro perdido em águas brasileiras

Desde os primórdios da época da navegação, milhares de navios naufragaram. Muitos deles carregavam ao afundar, itens valiosos, que com o tempo e a ajuda de historiadores e romancistas povoaram a mente de muitas pessoas. Afinal, quem não gostaria de encontrar um tesouro no fundo do mar ?

Nos mares e oceanos do planeta Terra, existem vários naufrágios conhecidos por serem “navios de tesouro”. Alguns deles já foram encontrados como:

– O galeão espanhol “Nuestra Señora de Atocha”, pelo caçador de tesouros Mel Fischer ao largo da Flórida. A busca pelo “Atocha” demorou dezesseis anos e rendeu a Mel Fischer, quatrocentos milhões de dólares.

– O vapor “Central América”, que trazia em seus porões o resultado da famosa corrida do ouro americana e presenteou a Tommy Thompson seu descobridor, o maior tesouro retirado do fundo do mar: Um Bilhão de dólares ! O livro que conta a história do naufrágio e da busca dos destroços deste navio está a venda no Brasil.O livro se chama “O Navio de Ouro”.

Aqui no Brasil, há o registro do naufrágio do galeão Português “Santa Rosa”, que naufragou em seis de Setembro de 1726 no litoral de Recife.

Segundo consta nos registros, ao passar ao largo de Recife, vindo de Salvador, a pólvora nos porões explodiu, causando o naufrágio do navio. Dos setecentos passageiros a bordo; homens, mulheres e crianças, apenas sete pessoas sobreviveram.

A carga a bordo do “Santa Rosa” pode atingir quinhentos milhões de dólares e atraiu o interesse de empresas internacionais de salvatagem. Uma destas empresas já esteve no Brasil procurando o Santa Rosa e outros dois navios Holandeses que também carregavam cargas valiosas e que podem estar na região de Recife.

Os especialistas desta empresa, que são veteranos neste tipo de operação, utilizam navios e robôs submarinos em suas buscas. Segundo a opinião da empresa, o “Santa Rosa” se encontra em águas profundas a cerca de mil e trezentos metros de profundidade. A busca ao “Santa Rosa” é a primeira expedição de caça a naufrágios de águas profundas realizada no Brasil.

Em vários outros casos de caça ao tesouro bem sucedida e documentada, um padrão é observado: Achou o navio certo, achou o tesouro.

Não há como um navio com grande carga de itens preciosos esconder por muito tempo a existência de um tesouro. Em Recife há alguns anos atrás, foi anunciado que o “Santa Rosa” havia sido descoberto a trinta metros de profundidade.

Os destroços pertenciam a um navio de madeira, provavelmente da mesma época que o “Santa Rosa” foi construído. Está desmantelado e enterrado e mesmo após muito trabalho dos mergulhadores, nenhum sinal do grande tesouro foi encontrado.

Vídeos e livros sobre o Atocha, o Central América, o Whidah e muitos outros estão disponíveis ao público em geral no Brasil e quem tiver interesse e curiosidade em pesquisá-los, chegará ‘a mesma conclusão que eu cheguei.

Quanto ao Santa Rosa, acho que ele ainda jaz perdido e me parece, infelizmente, que os descobridores não serão brasileiros.

Rodrigo Coluccini
Criador e proprietário da Revista Deco Stop, foi um dos responsáveis pela divulgação em larga escala das informações sobre naufrágios no litoral brasileiro, fato antes restrito a poucos. É co-autor do manual de naufrágios da certificadora PDIC. Seu trabalho é citado em vários livros atuais sobre história maritima brasileira confirmando a importância de seu trabalho.