A história terrível do afundamento do submarino russo “Kursk”

Como oficial da marinha de guerra alemã na Segunda Guerra Mundial e no serviço nos submarinos, tive acesso aos dados e detalhes no episódio do afundamento do submarino Russo Oscar II no Mar Barent. Acho que os leitores do Jornal da Fronteira possam ter interesse conhecer a missão misteriosa do submarino K-141 da marinha Russa.

O submarino do tipo 949 era do tipo de ataque nuclear e perdeu-se no Mar Barent no Ártico. Era um das 8 unidades da classe Oscar II, em atividade e o orgulho da Marinha Russa. Posto em serviço em 1995 o “Kursk” foi o armamento mais poderoso da esquadra da marinha. Fez uma viagem de exibição no Mediterrâneo em Setembro de 1999. O exercício naval no Mar Barent tinha o objetivo demonstrar ao Ocidente o poderio da Marinha Russa. A finalidade da exibição era intencionada para dois alvos: atingir porta-aviões e submarinos americanos.

O Alto Comando dos Estados Unidos colocou dois submarinos de ataque para observar as manobras dos Russos á só 80 quilômetros de distância do Kursk no Mar Barent. Nessa manhã fatal, o Kursk completou um lançamento bem sucedido de sua principal arma: o míssil “Chelomey Granit”. O Kursk e cada um dos 7 outros estão equipados com 24 desses mísseis. Eles estão armazenados entre os dois cascos grossos de compressão de profundidade e perto dos 118 membros da tripulação que trabalham e vivem no submarino. O míssil lançado nessa manhã do sábado pode estar equipado com uma cabeça explosiva nuclear de 800 quilogramas.

De acordo às informações obtidos acertou um alvo de um navio fora de serviço a uma distância de 350 Km do ponto de lançamento. O míssil usado foi desenhado para atingir porta-aviões americanos, mas pode ser utilizado também para destruir cidades do inimigo. De acordo as informações, o míssil pode ser equipado com uma bomba hidrogênio de uma potencia de meio milhão de explosivo TNT, potência suficiente para arrasar a cidade de Los Angeles ou de Nova York.

Naquela tarde fatal do Sábado do mês de Agosto, com um sol de luz turva, o “Kursk” começou sua última tarefa: a destruição simulada de um submarino americano usando um torpedo com impulsão de um foguete. O foguete com o nome de identificação “Stallion” (garanhão), é tão segredo que na atualidade não existem dados de especificações dele. O foguete expulsa um torpedo para a destruição de navios que é lançado desde um tubo de lançamento de torpedos. Uma vez na água, livre do submarino, acende-se o foguete impulsor que logo lança o torpedo fora da água, onde realiza um vôo como um míssil até o alvo. Chegado próximo, solta-se um mini-torpedo e cai mediante um pára-quedas suavemente para a superfície da água. Na água atua como um torpedo comum para destruir o submarino inimigo. A cabeça do míssil “Stallion” pode ser armada com uma cabeça nuclear de uma potência de 200.000 toneladas de TNT.

De acordo as informações obtidas, o “Kursk” foi preparado para o lançamento do “Stallion”. De acordo com os controladores de sismologia da Noruega, escutaram duas explosões na hora em que o Kursk afundou. A primeira em 1,5 da escala Richter. A segunda apenas dois minutos depois registrou 3,5 na escala de Richter e foi equivalente a uma potência de duas toneladas de TNT. Possivelmente o foguete destinado para lançar o torpedo fora do tubo de lançamento estalou dentro do tubo ainda fechado no momento de ativar o comando. A explosão do foguete “Stallion” tinha a suficiente energia para fundir a parede de metal que o separou do alojamento da tripulação matando os marinheiros. O alarme ativado não pôde evitar as consequências da explosão.

Depois disso a cabeça explosiva do artefato explodiu com tal força que abriu uma abertura escancarada no casco do submarino. O submarino submergido caiu – frente primeiro pela inundação de água gelada do mar na seção de armamentos. Nos últimos momentos o “Kursk” e sua tripulação foram inundados pelas águas gélidas do mar ártico e se precipitou ao fundo do mar. A água não extinguiu o fogo, pois este foguete lançado foi desenhado para funcionar e arder na água. A explosão lançou pedaços da mesma cabeça ao compartimento dos armamentos. A força do batimento do submarino de 14.000 toneladas ao fundo do mar deu o golpe final ao submarino, detonando o armamento armazenado e dilacerando todo estibordo de com seu duplo casco, vindo a inundar seu interior totalmente. Para a tripulação, não houve tempo suficiente para iniciar alguma ação de salvatagem e escape.

Isto poderia ser o fim desta narrativa mas, apesar da experiência, a Rússia continua a construir e desenvolver os submarinos “Oscar II” para reforçar sua força naval. Rumores existem que a China estaria interessada adquirir os Oscar II.

Em 1999, o “Kursk” navegou no Mediterrâneo como demonstração de força com a intenção de apoiar seus aliados como Síria, Líbia e Sérvia. Ao mesmo tempo um Oscar II navegou tranquilamente na costa Californiana. O percurso revelou a evidência que os estados da Califórnia, Oregon e Washington estavam ao alcance dos mísseis Russos.

Enquanto todo mundo lamenta a perda humana neste desastre deveríamos ponderar sobre o que tinham em mente os Russos.

Esse artigo foi enviado pelo Sr. Heinz-Helmut Paulsen, residente na cidade de Barracão, Estado do Paraná, e foi Oficial de Comunicações a bordo do submarino alemão U-568. Encarregado de receber e enviar as mensagens entre o submarino e o comando na França ocupada, cuidava da parte médica da tripulação e também na administração do U-568, tendo vivido grandes acontecimentos à bordo do U-Boat.

O U-568 participou de ações no Atlântico Norte e também no Mediterrâneo, onde veio a ser afundado por um ataque de destróiers ingleses e 47 membros da tripulação foram salvos pelos navios atacantes.

Entre seus sucessos, o U-568 afundou duas corvetas inglesas que escoltavam comboios, a HMS Picotee e a HMS Salvia. Além disso, afundou o cargueiro SS Empire Heron e atingiu gravemente o destróier americano USS Kearny perto do litoral da Islândia, onde morreram os primeiros 11 marinheiros americanos na Batalha do Atlântico.

Redação
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