Incêndio faz mergulhadores saírem correndo de Live Aboard

No dia 13 de maio, mergulhadores tiveram que sair as pressas de um Live Aboard no Mar Vermelho por causa de um incêndio à bordo.

De acordo com um dos 23 mergulhadores, não houve briefing de segurança antes ou depois da partida da embarcação.

O barco Overseas (ex-Dive City) e seus oito tripulantes, foram fretados para levarem os mergulhadores até um recife ao norte do Mar Vermelho, pela empresa Port Ghalib Divers, de Marsa Alam, de acordo com Ben Low, um dos mergulhadores.

No grupo havia mergulhadores franceses, indianos, russos e turcos, e haviam contratado seu próprio guia de mergulho que era egípcio.

Após uma partida atrasada, 45 minutos depois foi vista uma fumaça branca saindo da sala de máquinas e exalando cheiro de queimado. Naquele momento, nenhum membro da tripulação comentou algo e simplesmente desapareceram nos decks inferiores.

Segundo outra testemunha, um dos mergulhadores teve sorte, pois estava dormindo e percebeu que algo de errado estava ocorrendo, tendo em vista que nenhum dos alarmes de incêndio foi acionado.

A maioria dos mergulhadores estava usando apenas roupas de banho e apenas três deles conseguiram recuperar suas bolsas com passaportes, dinheiro, celulares e outros objetos de valor.

Um grupo de pescadores rapidamente resgatou os passageiros e a tripulação, sendo transferidos mais tarde para um navio e posteriormente para uma base em Hurghada.

Recuperando os bens

Alguns dias depois os mergulhadores descobriram que o Overseas havia sido rebocado para Hurghada e ancorado em um banco de areia. Outro barco havia permanecido amarrado ao lado do naufrágio e as cabines submersas tinham sido revistadas por terceiros, mas quando os mergulhadores foram levados para o local recuperar os bens, disseram que encontraram suas bolsas violadas e com apenas alguns itens encharcados e quebrados.

Dois passaportes foram recuperados, mas de acordo com seus proprietários, dinheiro e outros objetos de valor haviam sido furtados.

O operador do navio, Ibrahim Ahmed Galal, teria prometido ao grupo uma compensação pela viagem perdida, desde que assinassem um contrato para retirar qualquer responsabilidade sobre o fato, o que não foi feito.

Após todos esses problemas, os mergulhadores ainda levaram uma semana aguardando por novos passaportes para que regressarem aos países de origem.

Redação
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