Jaceguai

Data:

GPS:

Localização: Ilha de Mocanguê

Profundidade (m):

Visibilidade (m):

Motivo: Foi afundado para servir de alicerces e base para o novo cais que então se construiu naquela ilha, sede das oficinas daquela importante empresa de navegação.

Estado: Desmantelado

Carga

Tipo: Vapor com casco de aço

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m): 73,5 / 10,9 / 3

Deslocamento (t): 2.156

Armador: Lloyd Brasileiro

Estaleiro: Cammell Laird’s Co. Ltd., Birkenhead, Inglaterra.

Propulsão: Expansão tripla com 1.440 HP

Fabricação: 1908

Notas:

Navio Mercante, pertencente à Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, onde tinha o nome de Oiapoque.

O navio foi requisitado pelo Almirante Alexandrino de Alencar, então Ministro da Marinha, em 1923, e, sob o Comando do Capitão de Corveta Melcíades Portela Ferreira Alves, transportou presos políticos para a Ilha da Trindade.

Pelo Aviso Ministerial nº 760 de 12 de fevereiro de 1923, do Ministro da Marinha, foi incorporado à Esquadra, como Navio Transporte de Guerra.

Pelo Aviso Ministerial nº 3.272 de 20 de julho de 1923, do Ministro da Marinha, foi classificado como Navio Hidrográfico, passando à subordinação da Diretoria de Navegação, com o nome de N.H. Jaceguai.

Foi recebido da Companhia de Navegação Lloyd Brasileiro, em 21 de julho de 1923, para a Diretoria de Navegação, pelo Capitão – de – Fragata Antônio Moniz Barreto de Aragão.

Foi o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar o nome de Jaceguai.

Na ocasião em que foi requisitado, o navio já tinha do nome Almirante Jaceguai, em homenagem ao Almirante Arthur Silveira da Motta, Barão de Jaceguai, cujo título foi tirado de um ribeirão do Estado de São Paulo, afluente da margem esquerda do Rio Tietê.

Era um navio de casco de aço, de convés corrido, com 121 cavernas e 9 compartimentos estanques.

O navio possuía as seguintes características principais: 2.156 t de deslocamento máximo; 1.388 t de deslocamento leve; 76 m de comprimento total; 73,5 m de comprimento entre perpendiculares; 10,9 m de boca máxima; e 3,0 m de calado.

Seu armamento era constituído por dois canhões de tiro rápido, sistema Hotckiss de 47 mm.

Sua propulsão era por máquina alternativa a vapor vertical de tríplice expansão co 1440 cavalos de potência cada uma, que movimentavam dois eixos e dois hélices de 3 pás de passo fixo, que permitia desenvolver uma velocidade de 12 nós.

O vapor era fornecido por duas caldeiras principais e uma auxiliar, cilíndricas, flamatubulares, de chama invertida. Possuía capacidade de 739 t de carvão nas carvoeiras e porões.

Sua energia elétrica era em corrente contínua, fornecida por duas máquinas dínamos elétricas de 13 KVA cada uma.

Para manobra o navio possuía um leme comandado por máquina a vapor.

Possuía duas âncoras de leva, tipo Patente de 1.600 kg a de BE e 1.450 kg a de BB, talingadas a cerca de 200 m de amarras cada uma. Para salvamento o navio dispunha de duas baleeiras com capacidade para 63 pessoas e duas baleeiras com capacidade para 32 pessoas, além de uma lancha a motor.

Para as comunicações o navio era dotado de transmissor e receptor radio telegráfico que operava em CW. Para as comunicações visuais, possuía bandeiras e um holofote de 48″.

Para navegação era dotado de três agulhas magnéticas, sendo uma padrão no tijupá, uma de governo no passadiço e uma no governo à ré, uma máquina de sondar elétrica e um prumo mecânico movido à mão. Sua tripulação era constituída por 9 Oficiais e 84 Praças.

Após a baixa do serviço ativo da Armada, foi desarmado e devolvido ao Lloyd Brasileiro.

Fonte: Marinha do Brasil

Redação
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