Malta – Onde fica ?

Malta, o menor país membro da Comunidade Europeia, situada no mar Mediterrâneo (como dica, mais ou menos na direção da Sicília).

Por ter sido colônia britânica até 1964, um dos idiomas é o inglês. O idioma local é o maltês, que embora digam que seja uma mistura do árabe com idiomas latinos, eu não conseguia entender uma palavra sequer quando ouvia o povo conversando. Muitos falam italiano também.

Ultimamente o país têm se popularizado como local para se fazer curso de inglês, já que por lá, é bem mais barato que no Reino Unido.

Local turístico, mesmo aqui na Alemanha, não conheço ninguém que já esteve por lá. Mas pela quantidade de turistas que vimos, imagino que no verão Malta seja realmente bem lotado.O verão é típico do mar mediterrâneo: praias com águas cristalinas, temperatura média de 25°C e 35°C e muito, muito sol.

Mergulho

Como destino de mergulho, confesso ter sido surpreendida !

Como nunca tinha ouvido falar, não imaginava ser tão popular.

Malta na verdade é um arquipélago de 3 ilhas, Malta, Gozo e Comino. Por lá, me disseram que o “país” todo possui 42 centros de mergulho.

Quando pesquisei sobre mergulho em Malta, vi que muitos centros são formadores de instrutores e programas de formação para mergulho técnico.

Estivemos lá por 5 dias no final de maio. A temperatura local girava em torno dos 25°C e da água, em torno dos 20°C.

Mergulhamos 3 dias com a Dive Systems Malta, a maior operadora de Malta.

A maior parte dos mergulhos em Malta são de praia, as operações são organizadas na base da operadora e de lá saímos em grupo para mergulhar. Há a possibilidade de alugar equipamento e mergulhar por conta, mas diferente de Bonaire, os pontos de mergulho em Malta não são sinalizados. Ou seja, para saber onde mergulhar, é preciso conhecer a ilha e os pontos de mergulho.

Nos três dias, realizamos uma saída embarcada para mergulhar em Comino. Como o mar estava calmo, a navegação de 40min foi bem tranquila.

Em 3 dias realizamos 6 mergulhos, todos em locais diferentes e em ambientes diversos. Mergulhamos em dois naufrágios artificiais, duas vezes em costa e duas em cavernas de passagem sem teto.

Visibilidade superava os 30m, e isso porque nos disseram que costuma ser melhor no verão (que por aqui é entre julho e setembro).

As correntes eram quase zero. Os mergulhos são para todos os níveis e gostos.

Para mergulhadores técnicos, há pontos de interesse, com naufrágios iniciando aos 40m e algumas cavernas.

A Dive Systems organiza saídas para mergulho técnico e rebreather também.

Quanto a operadora, todos os dias saímos com um staff diferente. Os grupos são mais ou menos separados por experiência, sempre com um (ou dois) instrutores.

Todos com quem conversei, eram instrutores experientes, que trabalham há algumas temporadas em Malta, embora nenhum fosse cidadão local, mas conhecem muito bem os pontos de entrada, saída e alternativas. Num dia o ponto para o segundo mergulho estava ruim de entrar, e imediatamente decidiram outro ponto na região.

A base é grande, possui uma área para lavar equipamento, guardar (se estiver realizando mais saídas) e o equipamento para locação é novo e em grande quantidade. Para clientes pernoitando nas imediações, há um transfer gratuito diário.

Para quem estiver acompanhado de quem não mergulha, é um ótimo lugar para se realizar um discovery.

Dicas

Como disse anteriormente, mergulhamos 3 dias com a Dive Systems Malta, a maior operadora de por lá e muito bem estruturada.

Come-se muito bem nos restaurantes locais, que servem a culinária local bem parecida com a culinária italiana. Fora o “Fish and Chips”, característico da Inglaterra e oferecido em todos os cafés e bistrôs.

Vá até Marsaxlokk para almoçar um peixe grelhado do dia e não se arrependerá.

Estique e conheça Hagar Qim, ruínas de um templo do período neolítico. Famoso também é Mdina, que serviu de local de filmagem para vários filmes (mas que eu não tive tempo de conhecer).

Se não pode faltar um dia de praia, vá a St. Paul´s Bay, um dos poucos locais de Malta com praia de areia. O sistema de transporte público (ônibus) é fácil e baratíssimo (um day ticket custou 1,50 euros).

Com tempo, vale a pena ir a Gozo, que conhecemos de passagem num dia que fomos mergulhar por lá. Faltou tempo para conhecermos tudo que gostaríamos.

Reserve um ou dois dias extras, pois a ilha têm uma história fantástica que pouco conhecemos.

Se alugar um carro, que é muito barato, só tome cuidado pois lá dirige-se no lado direito, como na Inglaterra. O trânsito é bem movimentado. Para se ter idéia, em cinco dias quase não vimos bicicletas e motocicletas.

O hotel onde me hospedei ficava após uma curva, e quando via os ônibus fazendo a curva me senti no Brasil…

Onde ficar

Optamos por ficar em Sliema, área central com várias opções de hotéis, restaurantes e cafés na beira mar, além de ser a área onde está localizada a operadora de mergulho. Há hotéis de todas as categorias e preços nas áreas de Sliema e St. Julian, onde o “agito” acontece.

Chegando em Malta

Muitas companhias, inclusive as de baixo custo (low cost), voam de várias cidades britânicas e italianas. A Air Malta têm voos para a maioria das capitais europeias, e vale a pena dar uma olhada no site deles. Voei de Frankfurt direto pela Lufthansa.

No mais…

Quem conhece Inglaterra e Itália pode tentar imaginar essa mistura cultural e linguística, juntando a cordialidade e bom humor “quase brasileiro”, e mergulhos de qualidade europeia. Aproveite !

Cristina Makino
Natural de São Paulo e instrutora PADI, é formada em Biologia e reside na Alemanha.