Manejando convulsão embaixo d’água

Quando uma “convulsão” acontecer, os seguintes passos devem ser seguidos:

1 – Assumir uma posição, atrás do mergulhador convulsivo. Libertar o cinto de lastro da vítima, a não ser que ela esteja com traje seco, já que essa atitude evita que a vítima assuma a posição, face-abaixo, quando em superfície.

2 – Deixar a boquilha na boca da vítima. Se não estiver na boca, não tentar recolocá-la. Caso no entanto, haja tempo, certificar-se de que a boquilha está na posição “superfície”.

3 – Agarrar a vítima ao redor do peito, acima da unidade, ou, entre a unidade e o corpo. Se houver dificuldade em ganhar o controle da vítima, desta maneira, o resgatador deve usar o melhor método possível no momento, para obter o controle.

4 – Fazer um ascenso controlado para a superfície, mantendo uma pequena pressão no peito da vítima, ajudando assim, na exalação.

5 – Caso haja a necessidade de uma maior flutuabilidade, deve-se ativar o colete da vítima. O resgatador não deverá libertar o seu próprio cinto de lastro, ou inflar o seu próprio colete.

6 – Ao chegar à superfície, inflar o colete equilibrador da vítima, caso já não tenha sido feito.

7 – Remover a boquilha da vítima, virar a válvula para a posição “superfície”, evitando que o equipamento afunde e leve a vítima.

8 – Sinal de emergência.

9 – Uma vez que a convulsão termine, abrir a passagem aérea da vítima, colocando a sua cabeça um pouco para trás.

10 – Ter a certeza de que a vítima está respirando. Respiração boca a boca pode ser iniciada, se necessário.

Levar a vítima, para pessoal treinado em reconhecer e tratar de doenças relacionadas com o mergulho.

Carlos Nelli Borges
Carlos Nelli Borges é Master Scuba Instructor pela PADI, Instrutor de Rebreather pela TDI (E.1211.I) e Instrutor Trainer Rebreather pela RAB (BR-133-02/98), possindo mais de 1.200 mergulhos com rebreathers. Foi representante da Dräger no Brasil entre 1997 e 2000. Atualmente atua como instrutor na África do Sul.