Mergulhador acha câmera perdida por aluna a 33m de profundidade

Foto: Cristina Takada

O presente de Natal da agente de viagens Cristina Miouki Takada, de 43 anos, chegou por correio e veio direto do fundo do mar. E não era qualquer presente. Em outubro, a moradora de Mogi das Cruzes havia perdido a sua câmera GoPro – avaliada em R$ 2 mil – durante a conclusão do curso de mergulho em águas profundas em um barco naufragado em Porto de Galinhas (PE). No dia, um dos instrutores refez o mergulho para localizar o equipamento e, sem sucesso, prometeu que iria procurá-lo. Exatamente um mês depois, o mergulhador reencontrou a câmera, intacta, a mais de 30 metros de profundidade e a 14 quilômetros da costa.

O mergulho foi no dia 14 de outubro, no naufrágio rebocador Marte, conhecido como Galeão Serrambi em Porto de Galinhas (PE). A agente de viagens estava com uma turma de alunos de uma escola de mergulho de Mogi das Cruzes e levou a câmera para registrar sua primeira imersão em águas profundas. “Ela estava no meu braço, algo aconteceu e ela soltou e caiu. Como ainda era meu primeiro mergulho, fiquei com medo de ir atrás. Fiquei frustrada porque queria registrar minha descida, esse mergulho era uma espécie de batismo pela conclusão do curso”, contou. A câmera estava equipada com suporte, memória ampliada e case à prova de mergulho. “Ela custa uns R$ 2 mil e fiquei chateada por ter perdido. Até ensaiei para contar para o meu marido quando cheguei. Sorte que ela foi reencontrada. Foi um presentão de Natal.”

O instrutor de mergulho da operadora Aicá Diving, Michel Russi, de 52 anos, chegou a mergulhar para tentar localizar a câmera, mas não teve sucesso. “É uma região que tem muita alga. Sempre que eu voltava no naufrágio, ficava procurando. Desci umas cinco vezes e não encontrei nada. Mas depois de quase um mês consegui achar. Estava bem no fundo, coberta por algas calcárias que estavam começando a cobrir a câmera”, detalhou.

A câmera foi localizada exatamente 30 dias depois, a 33 metros de profundidade. Com 19 anos de experiência, Michel conta que não é a primeira vez que encontrou um objeto perdido no fundo do mar. “Certa vez um aluno perdeu uma aliança. Conseguimos reencontrar um ano depois, tivemos sorte”, destacou.

A câmera, que chegou por Sedex no dia 23 de dezembro, estava enferrujada, mas funciona perfeitamente, de acordo com Cristina. “Deixei ela de molho no vinagre para amolecer uma crosta que começou a se formar na parte de fora. Mas a câmera está funcionando normalmente, inclusive algumas fotos que eu havia tirado estavam lá”, detalhou.

O instrutor de mergulho de Mogi das Cruzes Thales Barizon, que acompanhou os alunos no dia do incidente, explicou que a parte mais difícil de localizar algo perdido no mar é lidar com os eventos naturais. “Eu já encontrei um pingente, do tamanho de uma unha que um aluno perdeu, mas foi pura sorte porque eu mergulhei no momento da perda e consegui achar. No caso da Cristina é um fato incomum porque você conta com eventos da natureza. Clima, profundidade do mar, correnteza e a própria distância da costa para fazer esse tipo de mergulho. Em um mês o mar mudou muito, e essa câmera a 33 metros. O Michel conseguir achar é uma mistura de sorte com a determinação de querer encontrar e mergulhar no mesmo ponto. Ele utilizou padrões de busca e recuperação durante o mergulho”, destacou.

Fonte: G1

Redação
Se você possui mais informações sobre o assunto acima, entre em contato com a nossa equipe e ajude a tornar este site ainda mais completo. Isso ajudará os mergulhadores e todos aqueles que estiverem buscando por mais informações.