Mini DV ou DVD ? Que nada, o futuro é Cartão de Memória…

Frequentemente, vejo algumas pessoas conversarem sobre câmeras de vídeo, questionando sobre cada modelo, tipo, qualidade. Chego à conclusão, que ainda existem muitas dúvidas sobre os modelos disponíveis no mercado atual.

Para quem gosta de vídeo, percebeu a evolução que as câmeras estão tiveram nos últimos dez anos, tanto no formato de gravação, como na quantidade de recursos que os modelos atuais trouxeram.

É comum encontrar nas lojas especializadas, câmeras do tipo MiniDV (que utilizam uma pequena fita de gravação), as MiniDVD’s (que utilizam um pequeno DVD), e nos últimos seis meses, a câmera que grava as imagens em um pequeno disco rígido, também conhecido como Hard Disk ou HD.

Esta última trouxe algumas vantagens em relação aos modelos anteriores: qualidade e velocidade na captura das imagens.

Mas há dois pontos importantes e que devem ser obervardos neste modelo: qualidade e cuidados especiais.

Por utilizar um disco rígido, o usuário deste tipo de câmera deverá ter cuidados especiais quanto a possibilidade de choque contra o corpo da câmera e umidade.

Um ponto importante: HDD não é a mesma coisa que HD. A nomenclatura HDD foi criada pela Sony para a sua linha de câmeras com disco rígido, e nem sempre uma câmera HDD é HD, de High Definition. Conheci recentemente uma pessoa que acabou comprando um modelo “HDD” acreditando ser de alta definição, e na verdade não era.

Câmera de Vídeo com Cartão de Memória

Esta sem dúvida, é a grande novidade do momento.

Na minha visão o DVD terá sua vida útil finalizada em dois anos no máximo, pois com o advento do cartão de memória, a tendência é que tudo seja armazenado em pequenos chips, como os atuais cartões de memória utilizados em câmeras fotográficas.

A Panasonic saiu na frente e lançou recentemente duas câmeras com este sistema, a HDC-SD1 e a AG-HSC1U Pro.

Mas como tudo na vida, temos vantagens e desvantagens:

Vantagens

  • Por não utilizar partes móveis, como motores e mecanismos utilizados normalmente em câmeras que utilizam fitas, discos óticos e discos rígidos, ela tem um funcionamento silencioso e é menos suscetível à falhas mecânicas;
  • Maior resistência contra possíveis choques;
  • Menor consumo de bateria;
  • Pouco peso.

Desvantagens

  • Especialistas na área, afirmam que nos modelos que atuam com alta definição utilizando o formato AVCHD, apresentam performance de video ligeiramente inferior, quando comparadas com os modelos no formato HD, utilizando as tradicionais fitas MiniDV. A explicação para isso, é que nos modelos comercializados e que se baseiam no formato AVCHD, o bitrate utilizado na gravação atinge no máximo de 13 à 15 Mbps, enquanto as câmeras MiniDV gravam em 25 Mbps. Isso é a quantidade de informações processadas por segundo, e quando maior, logicamente, maior a qualidade do vídeo;
  • Se o usuário não possuir outro cartão de memória, terá que baixar o vídeo gravado para um computador ou DVD, para liberar espaço de gravação.
  • Custo…  Se fizermos uma comparação de uma MiniDV com sensor de 800K, um modelo com esta configuração, mas que trabalhe com cartão de memória, sai em média, três vezes mais caro;
  • Ainda não há grande variedade de softwares para trabalhar com o novo formato AVCHD, e pude ver algumas pessoas reclamando em listas de discussão.

 

Conclusão

Assim como a informática, hoje, há uma grande quantidade de tipos e formatos de câmeras disponíveis no mercado, atendendo à todos os tipos de necessidades, custo e benefício. Acredito que adquirir uma câmera de ponta neste momento, não seria recomendável em função dos custos e da tecnologia muito recente.

É certo que estamos no chamado “Momento de Transição”, e muito em breve, iremos sair da era DVD e cair na era Microchip.

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Produziu documentários sobre as Bahamas, Bonaire, Galápagos e Laje de Santos, visitando mais de 30 países. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.