Museu Oceanográfico de Mônaco

Este ano tive o prazer de viajar por alguns lugares históricos da Europa e chegar até a cidade de Nice, ao sul da França, região denominada Cote d´Azur (Costa azul), que abrange também, as cidades de Cannes, Saint Tropez e Antibes, cidade famosa pelos campeonatos de fotografia submarina.

Durante o planejamento da viagem, decidi dar uma esticada até Mônaco, realizando o percurso de trem, chegando ao destino em apenas 25min de viagem, passando por belíssimas praias que vão aparecendo no caminho, dando vontade de querer mergulhar em cada uma delas, face às águas translúcidas e azuis do Mar Mediterrâneo.

Na ocasião, tinha em mente que em Mônaco, encontra-se o Museu Oceanográfico de Mônaco, e resolvi fazer uma visita ao local.

O Museu

Fundado em 1910 pelo príncipe Albert I, teve como dirigente, Jacques Cousteau a partir de 1957, com o intuito de exibir as espécies marinhas existentes no Mediterrâneo. O museu está localizado próximo ao palácio real, e na beira de um grande precipício que alcança o mar.

Saindo da estação de trem até o museu, passamos pela Monte Carlo, que contrário ao que muitos pensam, não é uma cidade, mas sim, um dos 11 bairros de Mônaco, e que exibe seus maravilhosos iates e carros de luxo, assim como as grandiosas mansões, o circuito de Fórmula 1 e outros monumentos que dão um charme especial.

Para conhecer o museu, ele pode ser facilmente alcançado à pé a partir da estação de trem da cidade, levando-se em torno dos 30min de caminhada até o local.

Ao chegar à porta do museu, o local é repleto de turistas fascinados com a beleza arquitetônica do museu. O edifício é muito bem decorado, contendo grandiosos lustres antigos.

Ainda do lado de fora, o ingresso é comprado, e entramos pela porta principal do museu, alcançando de cara, uma enorme sala com um imenso polvo fixado ao teto, com a estátua do fundador do museu nas proximidades. Do lado de fora e logo na entrada do museu, encontramos alguns dos mini submarinos fabricados por Cousteau para suas aventuras, o que me fez lembrar, dos antigos documentários que vi quando era criança.

Na ocasião em que estive realizando a visita, havia uma exposição de águas vivas muito interessantes, com um ambiente muito bem decorado, contendo diversos exemplos de espécies, com ilustrações indicando as características de cada uma delas, monitores exibindo fotos e vídeos, além de um grande aquário com dezenas de águas vivas nadando.

Próximo desta exposição, há dezenas de exemplares de seres marinhos presentes no Mediterrâneo capturados por Jacques Cousteau e sua equipe. Há inclusive, criaturas bem diferentes do que estamos acostumados a ver.

Do outro lado deste andar, está o salão de convenções, muito bem conservado e de grande imponência. Local onde muitas descobertas realizadas eram divulgadas à imprensa e público em geral.

Retornando a entrada, há duas grandes escadas que levam as grandes exposições no segundo andar, que logo ao chegar nele, damos de cara com um imenso “armário” com centenas de exemplares marinhos cedidos pela equipe de Cousteau.

Indo para a esquerda ou direta, encontramos grandes salões com outros exemplares, inclusive, uma grande ossada de baleia e dezenas de exemplares pré-históricos, muito interessantes.

Após um longo tempo olhando a parte térreo e superior do museu, fui em direção ao subsolo conhecer os aquários, que até então, achava que não seriam muito grandes, pois o antigo site do museu, passava essa impressão. Ao chegar no ambiente, fiquei surpreso com o tamanho do aquário maior, e com a quantidade de aquários marinhos.

Este grande aquário possui uma ligação direta com o mar, tendo sua água renovada, mantendo mais de 6.000 espécies se seres marinhos dos mais variados tipos e tamanhos. Até um tubarão galha preta pode ser visto nadando entre os corais.

Em outras salas, encontramos diversos aquários com as características do ambiente relacionado ao ser marinho que vive no mesmo. Por exemplo, o aquário dos linguados possui um fundo arenoso. Já o aquário dos peixes palhaços, é repleto de anêmonas. O das lagostas, possui alguns túneis com cortes laterais, para que os visitantes possam ver como a lagosta se esconde no interior das rochas, e por aí vai.

É um lugar especial e que requer pelo menos entre 2 à 3hs de visitação. O ingresso custa 14 euros e vale muito à pena. Uma boa dica, é que você pode pagar um pouco menos (10.50 euros,) em razão do ticket de desconto que peguei ainda na estação de trem. Ele pode ser encontrado em uma pequena revista gratuita com diversos outros tickets e informações aos turistas.

O museu está localizado na Avenue Saint-Martin e o site oficial é www.oceano.mc. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail musee@oceano.mc ou pelo telefone +377 93 15 36 00.

 

Vídeo

Clecio Mayrink
Nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS e realizou Dive Master em 1990 pela PADI. Hoje é mergulhador Técnico Trimix (Mergulho Profundo) e de cavernas (Technical Cave Diver e Advanced Cave Side Mount / No Mount). É juiz internacional de apneia pela AIDA e foi membro da expedição de mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS em 2008. Foi o idealizador do site Brasil Mergulho criado em 1998 (MTB 0081769/SP), atuou como consultor para a ONU, UNESCO, além de diversos órgãos públicos no Brasil.