O afundamento Altair

Era abril de 1956 e o navio holandês Altair se aproximava do porto de Vitória, vindo do Rio de Janeiro. Estas duas cidades eram escalas de uma viagem entre Buenos Aires e Rotterdam.

Sob o comando do capitão Kop e carregado com 6.500 toneladas de carga variada, 43 tripulantes e 14 passageiros, o “Altair” ao se aproximar de Vitória, navegava com tempo bom, boa visibilidade e brisa amena.

Ao avistar a boia de recife do Cavallo, o capitão ordenou a parada das máquinas e aguardou a chegada do piloto para que fosse feita a correta aproximação ao porto.

Como não havia piloto disponível, o capitão jogou âncoras e neste processo quase houve colisão com um navio japonês que já havia ancorado nas redondezas.

Para evitar o choque, foram feitas algumas manobras e o navio acabou se chocando com o recife da Borborema.

Após algumas tentativas de salvar o navio, o chefe de máquinas informou ao Capitão Kop que a sala de máquinas estava sendo inundada e que nem os motores nem as bombas poderiam ser utilizados.

Um pedido de mayday foi dado e a presença de um rebocador requisitada. A tripulação e os passageiros abandonaram o navio e não houve nenhuma vítima no acidente. Logo após, com grande parte de seu casco sob a água, o “Altair” foi abandonado e dado como perdido.

O Altair está na profundidade de 10 metros, bastante desmantelado devido a ação de demolição, pois o mesmo representava perigo à navegação. A melhor época para visitá-lo é o verão, quando a visibilidade no local é melhor.

Quem opera este mergulho é o Fernando Campagnoli, da Cia do Mergulho. A foto que ilustra a matéria foi tirada por seu tio e gentilmente cedida para a reportagem.

Quem se interessar pelo mergulho é só entrar em contato com o Fernando através do e-mail cia.do.mergulho@terra.com.br

Rodrigo Coluccini
Criador e proprietário da Revista Deco Stop, foi um dos responsáveis pela divulgação em larga escala das informações sobre naufrágios no litoral brasileiro, fato antes restrito a poucos. É co-autor do manual de naufrágios da certificadora PDIC. Seu trabalho é citado em vários livros atuais sobre história maritima brasileira confirmando a importância de seu trabalho.