Orion

Data: 21/08/1912

GPS: 27º 12,533′ S / 48º 28,183′ W (Não Confirmada)

Localização: Ilha dos Macucos – Bombinhas

Profundidade (m): 5 – 20

Visibilidade (m): 2 – 5

Motivo: Bateu em uma laje no canal de São Pedro

Estado: Desmantelado

Carga: Cerâmica

Tipo: Navio de Passageiros / Cargueiro à vapor

Nacionalidade: Brasil

Dimensões (m):

Deslocamento (t): 1.886

Armador: Loyd Brasileiro

Estaleiro: Loyd Brasileiro

Propulsão

Fabricação

Notas:

Este é o texto original na impressa do Orion, navio que naufragou na Ilha do Macuco, também chamada de lha do Amendoim. O Orion naufragou no ano de 1912, somente dois anos após ter sido construído e incorporado ao Loyd Brasileiro.

Navio de passageiros com primeira e segunda classe, fazia a linha regular entre Rio de Janeiro e Buenos Aires com diversas escalas, infelizmente, a visibilidade na ilha do Macuco sempre deixa a desejar, mas um excelente mergulho para que gosta da aventura de naufrágio.

“No dia 15 deste mês, em Santa Catarina, próximo a Ilha dos Macucos, devido a cerração que reinava na ocasião, naufragou o paquete Orion o melhor da frota do Lloyd Brasileiro, pertencente a linha do sul, sob o comando do Sr. Luiz Carlos de Carvalho.

A principio pensou-se em poder salvar-se o excelente navio, que tanta falta vai fazer aos portos daquela linha, mas bem depressa foi verificado ser isso infelizmente impossível. Foi salva toda a sua guarnição, bem como todos os passageiros.

Este últimos, transportados para a bordo do Itapuca da Casa Laje & Irmãos, chegaram a este porto no dia 24 deste mês.

Um desses passageiros prestou a imprensa as seguintes informações a propósito do sinistro: As 10 horas da manhã de sábado, 14, o Orion zarpou de Florianópolis. Das 11 para as 11 1/2, como caísse intensa cerração, o comandante Luiz Carlos de Carvalho fez o vapor deitar ferro á entrada do canal. As 6 1/2 horas da manhã de domingo tendo cessado quase pôr completo o nevoeiro, foram dadas ordens para que o Orion prosseguisse na sua derrota.

Pouco depois de levantar ferro o paquete, reapareceu fortíssima cerração. Era então impossível, como outra vez se fizera, fazer ancorar o navio, devido a profundidade do mar, na altura em que o Orion se vira novamente surpreendido pelo fenômeno atmosféfico. Nestas condições, o comandante Carlos de Carvalho teve de continuar na viagem, a meia velocidade, de conformidade com o regulamento da navegação.

Entre 8 e 8 1/2 horas da manhã, foi sentido um grande choque. As máquinas, invadidas pela água tinham cessado de funcionar. O Orion havia batido de encontro a uns banco de pedra. O comandante e a oficialidade de bordo providenciaram solicita e imediatamente para que fosse, arriados os escaleres afim de serem realizados os trabalhos de salvamento de passageiros.

Segundo nos disse o informante que ouvimos, nenhuma balbúrdia ou atropelamento se manifestou entre os passageiros. Calmamente, com a maior resignação, prepararam-se todos para sair de bordo, animados pela palavra do comandante, que os encorajou com as palavras mais tranquilizadoras.

E, metodicamente, na maior ordem sem as correrias tão comuns em tais casos, foram todos transportados para a ilha do Macuco que fica nas proximidades do local onde ocorreu o sinistro.

O comandante e sua filha foram os últimos a abandonar o navio. Concluída a retirada dos passageiros, procedeu-se ao serviço de salvamento das bagagens de camarotes e de porão, sucessivamente, de mantimentos e de aparelhos rádio-telégraficos de bordo. E mais nada se pôde fazer, porque, as 6 horas da tarde, o Orion começava a submergir. A noticia do desastre foi comunicada para Florianópolis pôr um oficial de bordo, que a transmitiu, em telegrama de bordo, de Porto Belo. Foi em virtude dessa comunicação que a agência do Lloyd na capital catarinense fez partir os primeiros socorros para o ponto em que se deu o sinistro. O passageiro que ministrou as notas supras disse que nenhuma culpa se pode increpada ao comandante do Orion.

Esse velho marujo, que conta mais de trinta anos de bons serviços, possuidor de longas praticas de navegação, não podia de forma alguma evitar a catástrofe. Além do formidável nevoeiro reinante na ocasião do desastre, a ponto de não permitir que se observasse qualquer coisa a poucos metros de distância, o vapor, sem poder parar, era impelido pôr fortes correntes marítimas, que o deslocaram do rumo natural, sem que a agulha de bordo acusasse esse desvio.

Contou-se também que houve oficiais a bordo, na ocasião da catástrofe, que choraram condoídos da sorte do velho navio, verdadeira joia dos portos, pôr ele servidos”

Redação
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