Pais e filho passam susto com computador de ar integrado

No Brasil muitos chamam os computadores de mergulho que utilizam transmissores, de “computador de ar integrado”. O uso desses transmissores permite que o computador quando compatível, informe a quantidade de gás no cilindro e, em alguns casos, o tempo médio em minutos que o mergulhador ainda conseguirá ficar na água.

Outra vantagem desse tipo de computador é a eliminação de uma das mangueiras no conjunto do primeiro estágio do regulador, por não haver a necessidade do uso do manômetro.

Esse sistema é visto com certa “desconfiança” por uma parte dos mergulhadores, por terem receio de que ocorra algum tipo de problema com o transmissor (fixado no primeiro estágio do regulador) e que ele acabe repassando informações incorretas para o computador do mergulhador.

Ao longo dos anos esse sistema foi aperfeiçoado, pois no passado, alguns transmissores  chegavam a sofrer algumas interferências, muito frequente por exemplo, quando algum fotógrafo tirava fotos usando algum flash próximo ao transmissor. O flash subaquático por sua natureza, irradia um sinal eletromagnético que causava uma interferência durante a transmissão das informações para o computador de ar integrado.

Outro avanço, foi a adição dos códigos de configuração, permitindo que o mergulhador selecione a frequência codificada a ser usada entre o computador e o transmissor, evitando que algum outro computador / transmissor tramista e receba dados de outros mergulhadores.

Apesar de toda essa preocupação dos fabricantes, infelizmente nem todo mergulhador se preocupa em ler o manual do equipamento de mergulho adquirido, e no último final de semana dois mergulhadores passaram por uma situação de risco desnecessariamente, justamente pela falta de atenção deles.

Pai e filho estavam mergulhando em um determinado local nos Estados Unidos utilizando o mesmo modelo de computador de ar integrado, contudo, não checaram se os computadores estavam corretamente configurados para os devidos transmissores. No caso deles, um dos computadores estava recebendo a leitura cilindro errado, apresentando uma quantidade de gás incondizente com a realidade e que deveria informar uma diferença próxima aos 100 BAR.

Sem saber do erro, o mergulhador só percebeu que havia algo de errado quando o gás começou acabar e tendo que pedir gás ao dupla, para fazer uma subir de emergência.

Felizmente o procedimento foi feito corretamente e ao chegarem à superfície, membros da tripulação da operadora de mergulho constataram que a dupla de mergulhadores não havia configurado corretamente os computadores, detectando a causa do problema.