Palau – Uma das sete maravilhas subaquáticas do mundo… será ?

Foto: Lúcia Terui

República de Palau, uma pequena ilha no Pacífico, independente desde 1° de outubro de 1994 pelo Tratado de livre associação. Sua capital é Melekeok, que desde 7 de outubro de 2006, substitui a anterior, Koror. Cidade mais populosa com cerca de 12 mil habitantes, é bem diferente da nova capital Melekeok com apenas 300 habitantes. No total, Palau é habitada por cerca de 21 mil habitantes, segundo estimativa do governo.

O idioma oficial é o inglês, mas a população local fala também o palauano.

A moeda é o dólar americano.

A temperatura externa gira em torno dos 27°C de média anual, e de junho a outubro, são os meses chuvosos na região, porém, durante todo o ano, as precipitações são constantes, com média de 85% de umidade anual.

A temperatura subaquática é alta, algo em torno dos 28°C graus de média anual.

Brasileiros não necessitam de visto.

A visão

Até realmente chegar a Palau, é difícil acreditar que este lugar realmente existe, e um pouco antes de chegar, ao ver suas Rock Islands, já descobrimos que existe, e a beleza é inconfundível !

Estamos mesmo em Palau, com apenas 459 km2, é difícil acreditar, mas, maravilhas da natureza surgem por todos os lados, e com certeza, a dúvida de que estaria entre as sete maravilhas subaquáticas do mundo começa a sumir !

Os mergulhos

Para começar, Blue Corner, podemos com toda certeza listar como sendo um dos melhores mergulhos do mundo, afinal, logo que descemos somos cercados por uma infinidade de vida marinha. Cardumes imensos de barracudas e xaréus, uma grande quantidade de tubarões galha-branca e cinzas de arrecife, além da grande quantidade de peixes Napoleão.

Nos mergulhos encontramos uma forte correnteza, muito forte mesmo, e constante, tão forte que são presos ganchos nas pedras (cuidado com os corais), para estabilizar no local e desfrutar das maravilhas, onde a visibilidade não é das melhores… somente uns “40 metros mais ou menos”. O local em si, não é indicado para mergulhadores que entram em pânico (independente do nível).

Depois de mergulhar no Blue Corner, qualquer dúvida que ainda restava some totalmente, e com certeza Palau está entre as sete maravilhas do mundo subaquático.

Blue Hole, fantástico, uma caverna que forma um grande salão submerso com quatro entradas, onde a maior é lateral, e onde também encontramos a maior profundidade. Encontramos outras três entradas sobre a caverna, por onde entram as luzes do sol, formando verdadeiras cachoeiras de luzes, onde ao final do mergulho, é possível visitar o mini Blue Hole e ainda ficar cercado por cardumes de xaréus na parada de segurança. Um mergulho fácil, com uma leve correnteza, a visibilidade em torno dos 50 metros.

German Channel é um canal por onde o oceano entra na lagoa formada por corais, onde o principal ponto de encontro com raias Manta (inúmeras por sinal). Na preleção do barco, o guia já avisa para ninguém correr atrás das Mantas, para apenas se ajoelhar e esperar, o que é sinônimo de belos mergulhos. Um mergulho fácil, sem correnteza. Devido à grande quantidade de plâncton no local, a visibilidade também não é das melhores, de “20 a 30 metros”.

Chandelier Cavern, depois de entrar, podemos subir até a superfície para ver a beleza de seus quatro salões secos, cheios de espeleotemas ao redor. Um mergulho fácil, mas cuidados devem ser tomados para não bater em nada.

Entre outros pontos, onde podemos ver ostras gigantes, grutas, e jardins de corais diversos, assim como mergulhos em naufrágios da segunda-guerra. O aviões Zero, por exemplo, podem ser vistos de fora d’água e em mergulhos livre.

Turismo para toda a família

Palau é um lugar tão especial, que mesmo para não mergulhadores o lugar pode ser um paraíso e com divertimento garantido. São inúmeros lugares que podemos conhecer e para todos os gostos.

Jellyfish Lake, um lago de água salgada, onde vivem aproximadamente 2.000.000 de águas-vivas segundo o senso do governo local. Neste lago, habitam duas espécies endêmicas de Palau, sendo o mais interessante, é que essas águas-vivas não possuem células urticantes, o que nos permite mergulhar entre elas sem problemas. Para quem não sabe nadar, as operadoras de turismo alugam coletes salva-vidas.

Para visitar o lago, caminha-se entre 10 a 15 minutos floresta adentro, a partir do porto da ilha de Mecherchar. Todos os visitantes devem pagar uma taxa de permissão de 35 dólares americanos, onde você recebe um cartão que pode ser usado para os mergulhos com equipamentos scuba. Para quem não vai visitar o Jellyfish lake, a permissão para os mergulhos com scuba custa 25 dólares americanos e o cartão tem validade de 10 dias, devendo ser levado em todos os mergulhos, porque existe a possibilidade da guarda costeira parar o barco e pedir a permissão, que é individual.

Milk Way, é outro passeio imperdível, fica na costa da ilha de Ngeruktabel, com um fundo  composto de uma lama extremamente branca com alto teor de enxofre. Algumas pessoas acreditam que esta lama faz bem para a pele e chegam cobrir todo o corpo com ela deixar secar. Após algum tempo, se jogar no mar para limpar a bagunça. Segundo dizem, você irá perceber que sua pele estará bem melhor e limpa de impurezas. Independente da crença, o divertimento é garantido.

Rock Islands

Palau é formado por inúmeras ilhas, entre elas, algumas pequenas ilhotas de rochas calcárias, onde crescem uma vasta vegetação, transformando o local. Ao rodar em torno delas, você sentirá a natureza crua, deslumbrando-se com a paisagem e com a água translúcida. Os passeios podem ser feitos em pequenos barcos ou em caiaques alugados nas operadoras de turismo.

Cachoeira Ngerdmau, fica localizada na maior das ilhas de Palau, Babeldaob, onde fica também a capital. O caminho para se chegar até a cachoeira é longo, em torno de 40 minutos andando a partir da entrada da estrada, mas a recompensa é valiosa. A cachoeira é belíssima.

Segunda Guerra Mundial

Para historiadores e entusiastas, a ilha de Peleliu mais ao sul é o grande pedida. A ilha é um verdadeiro museu a céu aberto, com tanques de guerra espalhados entre a vegetação, casamatas em meio à floresta praticamente intocada, tudo isto deixa a lembrança de que um dia o homem quase conseguiu destruir um lugar único neste mundo.

Além destes, ainda existem inúmeros lugares para se conhecer, formações rochosas, mergulho com golfinhos, mergulho com Nautilus, vôos de helicópteros, etc… Todos com a companhia das maravilhosas Rock Islands ao redor, e em todos os lugares que se visita, paramos em praias paradisíacas, normalmente vistas em filmes de Hollywood, onde fazemos um lanche ou almoço, além de um mergulho livre, com infinidades de corais, encontros com tartarugas e muitas vezes tubarões.

Como chegar

Para quem está partindo das Américas, o melhor caminho são as ilhas Filipinas, com conexão em Manila.

Saindo do Brasil, o vôo faz escala nos Estados Unidos e depois Manila – Palau. Dependendo da companhia aérea, as conexões são diferentes.

Além destas, existem inúmeras maneiras de se chegar a Palau, podendo ser também através de Dubai, através de Hong Kong na China ou através de Narita – Tóquio – Japão. No mundo inteiro são realizados pacotes de mergulho para Palau.

Operadoras / Hotéis

Oitenta por cento das operadoras são japonesas com atendimento em inglês. Algumas possuem interpretes de espanhol, francês e alemão, mas a melhor maneira de contratar o serviço de operadora de mergulho é entrar em contato com o hotel onde foi feita a reserva, pois geralmente eles fazem parte de um grande pacote de serviços onde incluem o hotel, operadora de mergulho e operadora de turismo externo.

Podemos ainda, encontrar hotéis de duas estrelas e pensões mensais com preços bem baixos, para aqueles que pretendem ficar por muito tempo em Palau e não querem gastar muito.

Operadoras de Mergulho

  • Sam’s Tour
  • Cruise Control
  • Blue Marlin

Operadoras de Turismo

  • Belau Tour
  • RITC Tour

Live Aboards

  • Agressor
  • Expedition Fleet

Dicas

  • Para quem for mergulhar com scuba e depois pretende visitar o Jellyfish lake, o melhor é pagar a permissão de 35 dólares. Quem paga a de 25 dólares, depois terá que pagar novamente a permissão inteira (U$ 35) se quiser visitar o Jellyfish Lake.
  • Para aqueles que pretendem visitar a ilha de Peleliu para ver o museu a céu aberto da segunda guerra mundial, não esqueçam o repelente de mosquitos, importantíssimo.
  • O turismo externo pode ser contratado na própria operadora de mergulho.
  • Quase todos os restaurantes têm transporte próprio para o cliente, buscando o cliente no hotel e retornam depois. Os hotéis 4 e 5 estrelas possuem restaurante próprio, os 3 estrelas nem todos. Mesmo na avenida principal é difícil encontrar restaurantes.
  • Cuidado com equipamentos eletrônicos na rua. As chuvas são constantes e rápidas, e andar com um saco impermeável é uma boa idéia.
  • O calor é intenso, roupas leves são as mais indicadas.
  • O transporte de táxi não é recomendado, caso necessário, antes de entrar no táxi, combine o preço;
  • Existem locadoras de automóveis na ilha de Koror, onde fica a maioria dos hotéis. Pode se dirigir com qualquer carteira de motorista, mas vale à pena verificar antes. O limite de velocidade é 40 km/h.
  • Tenha cuidado, pois não existem sinais e a travessia de rua deve ser feita na faixa. Espere até diminuir o fluxo de veículos que os motoristas param para você passar.

Agradecimentos especiais

Aos patrocinadores que acreditam no futuro desta empresa:

  • Heber Service
  • Tribos e Trips Divers
     
  • Aos fotógrafos que colaboraram com esta matéria: Lúcia Terui, Flávio Kuroki, Patrícia Tanigushi e Noris Furusawa.