Pedreira Salto de Pirapora

Foto: Clécio Mayrink

As Pedreiras, como ficaram conhecidas entre os mergulhadores locais, surgiram com o alagamento de uma área de mineração de calcário. As máquinas de extração atingiram há alguns anos um lençol freático, que foi desviado para fora do sítio através de bombas hidráulicas. Quando a mina foi desativada, a água acabou por alagar o espaço, criando dois lagos, um com 36 metros de profundidade e a principal, com profundidade girando em torno dos 75m. Esta última chegou a ter 84m de profundidade, porém, o a abertura da passagem desta pedreira para outra ao lado, seu nível diminuiu rapidamente.

O local, a apenas 100 km de São Paulo, acabou se tornando uma alternativa para várias escolas e operadoras da capital e do interior do estado. A proximidade torna possível ir até as Pedreiras e voltar no mesmo dia, sem a necessidade de pernoite. Além da facilidade de transporte, os mergulhos são realizados sem barco. Para cair na água, basta dar o passo de gigante em uma das bordas do lago, pois, em alguns pontos, a profundidade já começa em 15m.

A visibilidade nas Pedreiras se mantém em torno de 6 m, podendo chegar aos 12m em determinadas épocas do ano, não chegam a ser um Caribe, mas é suficiente para um bom mergulho. Para os entusiastas do local, o inusitado da viagem se torna um motivo a mais para visitar Salto de Pirapora. “As condições do mergulho na Pedreira são muito boas. Não há correnteza e a visibilidade é constante. Mesmo se na superfície a água estiver um pouco turva, descendo alguns metros já se encontra água limpa”, conta o fotógrafo sub Sérgio Viégas.

No fundo do lago, as atrações são as bombas hidráulicas abandonadas, e alguns veículos que foram literalmente jogados ou abandonados. Atualmente são encontrados um santana, corrier, kadett e um fusca. A fauna sub não é muito rica, porém, durante os mergulhos, são vistos alguns cascudos e tilápias nadando pelos paredões rochosos. Árvores submersas são o último item da lista de elementos que compõem a paisagem subaquática das Pedreiras de Salto de Pirapora.

A única dificuldade do mergulho nos lagos artificiais é a altitude. A diferença em relação ao nível do mar, em torno de 700m acima do litoral, muda as relações das tabelas de mergulho. O problema é agravado pela grande profundidade do local e pela baixa temperatura da água (17 / 18º C). Esse quadro restringe os limites descompressivos. A falta de atenção pode causar doenças da descompressão. O problema, no entanto, é fácil de resolver, bastando para isso se observar as regras de segurança, com o ajuste das tabelas e das condições gerais do mergulho.

As características do lugar também têm atraído as escolas de São Paulo, Campinas e Sorocaba para ministrar o check out dos cursos avançados. Salto de Pirapora hoje, inclusive, já faz parte da programação de viagem de um sem número de mergulhadores que procuram diversificar suas experiências subaquáticas.

Para mergulhadores paulistanos e paulistas, foi a realização de um pequeno sonho: um ponto de mergulho interessante, a menos de duas horas de distância de casa e com boa visibilidade. Entretanto, nem tudo é perfeito. Temos assistido, nesses poucos meses em que as Pedreiras de Salto de Pirapora se tornaram populares entre os mergulhadores, um festival de negligências às regras de segurança do mergulho.

Nota

Infelizmente este local encontra-se fechado desde 19/03/2012, e o mergulho proibido, em razão de um acidente que envolveu dois mergulhadores recreacionais no dia 11/03/2012. Até o momento, não tivemos informações sobre o laudo final, mas há indícios de negligência por parte dos acidentados, o que pode ter sido a causa do acidente.

 

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Redação

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