Pontos de Mergulho em Guarapari

A história conta que um missionário de Tenerife, a maior das Ilhas Canárias, província da Espanha, de nobres famílias da Península, Llarena, Loyola, Núñes e Anchieta e ainda soldado do grande santo Inácio de Loyola, arribou em estas terras brasileiras a 13 de julho de 1.553. Era o Apóstolo José de Anchieta.

Depois de haver evangelizado em outros cantos deste País, veio para a Capitania do Espírito Santo ao lugar chamado Reritiba, hoje Anchieta (Padre Antônio Núñes). Foi em 1.569, quando o Padre José de Anchieta percorria as terras do Espírito Santo como visitador dos jesuítas, encarregado de estabelecer novas aldeias para catequese dos índios Goitacazes, Purus Tupiniquins e Aimorés, sendo uma delas a de Guarapari, que determinou o nascer desta povoação. Mas só em 1.585, portando 16 anos depois, é que o Padre José de Anchieta fundou a quarta e última aldeia em terras espírito-santenses, que recebeu os seguintes nomes Aldeia do Rio Verde ou de Santa Maria de Guaraparim, Vila dos Jesuítas, Guarapari, Guarapari.

Guarapari – Vocábulo de origem indígena, derivado de:

Guará – Garça ave (ibis rubra – nasce branca, torna-se cinza, volta embranquecer, e por fim, a sua coloração é vermelho-carmesim).

Pari ou Parim – Pesqueiro, lugar cercado para apanhar peixe, curral.

Em 19 setembro de 1.891, a Lei Estadual de 19, sancionada pelo Juiz de Direito e Presidente da Província, Coronel Manoel da Silva Mafra, deu a Guarapari foros de cidade. Finalmente, em 29 de fevereiro de 1948, Guarapari teve sua Câmara instaurada.

O crescimento de Guarapari, no decorrer de sua história, foi realmente muito lento. Na década de 30 as casas não passavam de 250 unidades e, somente na década de 40 é que foi registrada a construção da primeira casa de veraneio. Até 1.952 Guarapari era lugar de difícil acesso, pois a travessia do canal ainda era feita através de balsa.

Naquele ano foi construída a primeira ponte de madeira ligando o município aos acessos já disponíveis. Mas foi na década de 60 que Guarapari apareceu para o mundo turisticamente. Divulgada para os quatro cantos do mundo pelo Dr. Silva Mello, a cidade das areias monazíticas medicinais passou a ser referência mundial para o turismo saúde. Daí o título de “Cidade Saúde”.

As areias monazíticas de Guarapari foram descobertas em 1.898 e, em 1.906, a Sociéte Miniére er Insdustrielle Franco-Brasiliense instalou em Guarapari a usina Monazita Ilmenita do Brasil – MIBRA, para fazer o beneficiamento destas areias, exportando o produto para ser tratado na França. Após o abandono da MIBRA, a Nuclemon (Nuclebrás de Monazita e Associação Ltda), subsidiária da Nuclebrás, passou a explorar as areias de Guarapari, mas o prefeito Graciano Espíndula (1.983 – 1.988) proibiu a extração das areias nas praias da cidade.

Turismo

O prato mais famoso da região é a moqueca capixaba encontrada em diversos restaurantes nas praias. Ao contrário da receita baiana, a iguaria no Espírito Santo não leva não leva leite de coco ou azeite-de-dendê, somente peixe e camarões frescos, além de temperos e urucum, um fruto usado pelos índios para pintar o corpo. Também tradicional é a Torta Capixaba, degustada especialmente na Semana Santa. O prato, preparado nas famosas panelas de barro, combina delícias como siri, camarão, ostra e sururu, além de bacalhau e palmito.

Uma referência em Guarapari, é o restaurante do Cantinho do Curuca (Av. Santana, 96), frequentado por diversas pessoas do mundo artístico, o restaurante serve maravilhosas moquecas com um excelente preço.

Além das moquecas, em Guarapari e Nova Guarapari, encontramos algumas casas noturnas bem badaladas, regados a muita música eletrônica e gente bonita, sendo uma diversão certa.

Pontos Turísticos

  • Praias – Areia Preta, Setiba, Setibão, 3 praias, Enseada Azul, Meaípe, Aldeia, Castanheiras, Maquiçaba;
  • Igreja Antiga Matriz
  • Parque Estadual Paulo César Vinha


Mergulhos

Região de águas relativamente claras e diversos costões. São vistos nos mergulhos, diversos peixes tropicais coloridos, arraias e tartarugas. Guarapari foi reconhecida como o “local com maior biodiversidade de peixes recifais e algas do Brasil” no XII Congresso Brasileiro de Ictiologia. Há diversas opções de mergulho em ilhas, recifes e naufrágios. As condições de visibilidade, mar e temperatura da água, permitem mergulhos praticamente durante todo o ano. O mapa acima, mostra a região de Guarapari e seus pontos.

Em 2003, Guarapari ganhou um naufrágio artificial, o Victory 8B, sendo atualmente, um dos naufrágios mais visitados em todo o país, e uma referência em projeto de recifes artificiais no Brasil.

Como principais pontos de mergulho, ressaltamos os seguintes:

Baiuana

Ficando a 12 milhas do litoral, com águas azuis e visibilidade chegando aos 25m. Profundidade local chega aos 42m e acima das pedras, 35m. É aconselhável para mergulhadores avançados devido ao mar aberto. São vistos olho de boi, enxadas, badejos, caranhas dentre outros.

Baixa do Dentão

Localiza-se entre as Ilhas Rasas e Ilha Escalvada. Pequena extensão e grande concentração de espécies bentônicas. Profundidade local chaga aos 25m.

Baixa Olho de Boi

Localizada no caminho da Ilha Escalvada, sua extensão é pequena e habitada diversas espécies bentônicas e pelágicas. A profundidade chega aos 25m.

Ilha da Raposa

Uma agradável caminhada em volta do Morro da Pescaria, é um programa frequente entre visitantes e moradores. Partindo da Praia do Morro ou Praia da Cerca, as trilhas levam até pequenas praias e enseadas com uma linda vista. Durante o verão, com águas claras, um mergulho é praticamente obrigatório.

Para visitar a Ilha da Raposa, é necessário atravessar a nado um pequeno canal. Para mergulhar com cilindros, devido ao peso dos equipamentos, recomenda-se utilizar o apoio da embarcação e da equipe, desfrutando assim de um mergulho descontraído grandes pedras, corais, varias espécies de peixes e os restos do naufrágio do Vapor Bepo, estando aos 8m de profundidade.

São encontrados diversos tipos de peixes, águas tranquilas e abrigadas. De vez em quando esbarra-se com golfinhos e tubarões.

Ilha Escalvada

É possível fazer ótimos mergulhos nesta ilha, com uma variedade grande em cores e em formas, está mais afastada, a cerca de 6 milhas da costa, com a possibilidade de se ter encontros com golfinhos ou arraias jamantas. Com os corais próximos ao costão, são visto diversos tipos de peixes de aquário salgado. A profundidade varia entre 8 a 18 metros.

Com o vento Sul, busca-se no outro lado da ilha um abrigo onde o fundo muda bruscamente com grandes pedras, grutas e profundidades de até 30m. Com o frequente vento nordeste, o mergulho é realizado ao sul da ilha onde não é necessário contar com grande experiência. Os cabeços de coral são um catálogo de peixes de aquário e invertebrados.

Também é praticado o “Drift Dive”, mergulho a favor da corrente aproveitando a força das águas para realizar um vôo submarino à deriva.

Ilha Rasa

Com quatro pontos de mergulho, as profundidades variam entre 8 aos 25m, com fundo de pedras, polvos, lagostas e diversos tipos de peixes de passagem e entocados.

Em uma das ilhas, existe um naufrágio do Veleiro da enseada, que está desmantelado. A visibilidade pode chegar aos 20m. Devido às correntezas é comum realizar um “drift diver”. Há também, um pequeno naufrágio de um pesqueiro de nome “Guarani”. Conservam algumas estruturas e uma história que anima ainda mais o mergulho entre ciliares e frades.

Um ponto interessante, são os cânions que nada mais são, do que corredores de pedras do boqueirão da Rasa de Fora, onde são encontrados diversos tipos de peixes.

Por estarem afastadas do continente e não oferecendo grande abrigo, estas lajes são menos frequentadas. Isto ajuda a conservar a imensa variedade e quantidade de vida submarina.

Parreiral de Fora

Com profundidades entre 18 a 30 metros e visibilidade chegando aos 20m. Nos melhores lugares podemos observar várias espécies, desde grandes cardumes, e uma variedade muito grande de invertebrados e grandes lagostas.

Existem diversas espécies de peixes de passagem e o fundo é formado por grande grandes buracos, onde muitos, permitem a passagem por baixo.

Parreiral de Terra

Laje próxima ao litoral e das Três Ilhas, com pouca profundidade, em média dos 12m, e com grandes rochedos e diversos cardumes.

Três Ilhas

É uma pequeno arquipélago com três ilhas, incluindo ilhotas e pedras. Sendo um local bem abrigado. Com profundidade variando entre 5 aos 15m e visibilidade chegando aos 20m.

O arquipélago é Área de Proteção Ambiental (APA) e oferece uma paisagem de superfície maravilhosa. É possível percorrer por trilhas, descobrir fontes de água e piscinas naturais ideais para a prática de snorkeling. A enseada além de ser protegida, oferece condições excepcionais para mergulho de costão, batismos, check-out, noturnos, etc

Grandes pedras e corais com grande quantidade de peixes de aquário são rodeados por um fundo de areia clara e pesada onde é comum achar linguados e, às vezes, tartarugas e arraias. O passeio é igualmente aproveitado por mergulhadores, apneistas e acompanhantes.

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