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PÂNICO E AFOGAMENTO NO MERGULHO ESPORTIVO
INTRODUÇÃO
Desde os tempos remotos tem–se notícias de acidentes que levaram o homem
ao afogamento e ainda hoje, a cada ano mais de 500.000 pessoas ainda falecem em
todo mundo vítimas desse trauma.
Atualmente sabemos que a prevenção é a estratégia mais efetiva para
evitá-lo.
O presente artigo tem como objetivo fundamentar a comunidade de mergulho a
esse respeito.
DEFINIÇÃO DE AFOGAMENTO
Segundo Szpilman (2001) com a edição dos novos "Guidelines" da
"American Heart Association" aprovados pelo ILCOR associados às
definições do Congresso Mundial de Afogamento em 2002 realizado na Holanda, afogamento
passa a ser entendido como aspiração de líquido não corporal por
submersão ou imersão.
Resgate por sua vez passa a ser definido como pessoa resgatada da
água sem sinais de aspiração líquida e por fim, já cadáver,
passa a definir morte por afogamento sem chances de iniciar ressuscitação, comprovada
por tempo de submersão maior que 1 hora ou sinais evidentes de morte a mais de
1 hora: rigidez cadavérica, livores, ou decomposição corporal.
CAUSAS DE AFOGAMENTO
Quanto as causas podemos classificar o afogamento como:
a) AFOGAMENTO PRIMÁRIO - Considerado o tipo mais comum, não
apresenta em seu mecanismo nenhum fator incidental ou patológico que possa ter
desencadeado o acidente.
b) AFOGAMENTO SECUNDÁRIO é a denominação utilizada para o
afogamento causado por patologia ou incidente associado que o desencadeia.
O afogamento secundário ocorre em 13% dos casos de afogamento. Temos como
exemplo de causas para este tipo de afogamento:
- Uso de Drogas (36.2%) (quase sempre por álcool)
- Crise convulsiva (18.1%)
- Traumas (16.3%)
- Doenças cárdio-pulmonares (14.1%)
- Mergulho livre ou autônomo (3.7%)
- e outros (homicídio, suicídio, lipotimias, cãibras, hidrocussão)
(11.6%).
FASES DO AFOGAMENTO
Segundo a United States Lifesaving Association em seu Manual of Open Water
Lifesaving, o processo de afogamento pode ser classificado didaticamente e
envolve três estágios distintos, que podem ser interrompidos através da
intervenção em sua ocorrência.
São eles:
- angústia
- pânico
- submersão
Este processo é normalmente progressivo, e qualquer um dos dois estágios
iniciais podem ser suprimidos completamente, dependendo de uma série de
fatores.
Angústia
A palavra ANGÚSTIA talvez não seja a que melhor defina esta fase, mas é a
que em nossa língua, melhor se adapta à palavra original da teoria do Stress
de Hans Selye, o distress.
"Distress" é o stress negativo e pode aqui ser
entendido como submeter à vítima a grande esforço ou dificuldades, causar
receios ou ainda, gerar perturbação.
Há algumas vezes um longo período de aumento da angústia antes do começo
real da emergência de afogamento. Estas situações podem envolver
mergulhadores mal condicionados ou cansados, arrastados por uma corrente ou que
apresentem cãibras ou trauma.
Durante a ocorrência da angústia, mergulhadores podem ser capazes de se
manterem na água com técnicas de natação ou equipamentos de flutuação, mas
têm dificuldades em alcançar o grau de segurança e/ou conforto necessário.
Eles podem ser capazes de gritar, acenar por socorro, ou mover-se em direção
à ajuda de outros.
Alguns mergulhadores angustiados nem sequer sabem que estão em perigo e
podem nadar contra uma corrente sem, num primeiro momento, perceber que não
estão obtendo sucesso. A ocorrência da angústia pode durar alguns segundos ou
pode prolongar-se por minutos ou até mesmo horas. À medida que a força do
mergulhador esgota-se, a ocorrência da angústia progredirá ao pânico
se a vítima não for resgatada ou não conseguir ficar em segurança.
Mergulhadores de Resgate e profissionais de mergulho devem ser treinados
continuamente para intervir durante a fase da angústia do processo de
afogamento.
Angústia dentro d'água é um evento bastante sério, e a rápida e correta
intervenção neste estágio pode assegurar que a vítima não sofra nenhum
efeito do afogamento e possa assim continuar suas atividades durante o resto do
dia.
Pânico
Definição - 1. Relativo ao deus Pã. 2. Que assusta sem motivo. 3. Que
suscita medo por vezes infundado e foge a um controle racional. 4. Susto ou
pavor repentino, às vezes sem fundamento, que provoca uma reação desordenada,
individual ou coletiva, de propagação rápida.
(Fonte: Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa – 2ª edição –
pág. 1257)
Conta a lenda que o deus mitológico Hermes teve um filho com Penélope. A
criança ao nascer era tão feia que sua mãe saiu correndo ! Essa
criança recebeu o nome de Pã, e tinha o estranho hábito de aparecer
subitamente para os viajantes, que em geral tinham uma reação de grande medo,
de pânico.
Vem dessa lenda o nome pânico. Hoje em dia, essa síndrome (conjunto
de sinais e sintomas) é o nome médico para uma reação de grande medo, em
geral com sintomas extremamente desagradáveis, que aparecem sem nenhuma razão
aparente.
O estágio do pânico no processo de afogamento pode se desenvolver a partir
do estágio da angústia, à medida em que a vítima perca suas forças, ou pode
começar imediatamente em seguida à imersão da vítima na
água.
No estágio do pânico, a vítima é incapaz de manter adequadamente sua
flutuabilidade devido à fadiga, completa falta de habilidade natatória,
descontrole emocional ou por algum problema físico.
Observa-se nesta fase que há pouca evidência de qualquer braçada de
sustentação efetiva. A cabeça e o rosto normalmente estão voltados para a
água, máscara e regulador foram removidos, o queixo está geralmente
estendido. A vítima concentra toda sua energia em respirar, de forma que não
há grito de socorro.
Mergulhadores autônomos em pânico, quando na superfície,
frequentemente não inflam o colete, nem liberam o sistema de lastreamento e
lutam instintivamente para manter flutuabilidade positiva. É característico
nas vítimas em pânico apresentar o uso de braçada de sustentação
ineficiente, parecida com o nado cachorrinho.
A intervenção deve ser imediata, garantindo a
flutuabilidade positiva do mergulhador. Lembre-se porém que a regra número um
em procedimento de resgate é a sua própria segurança. Não corra riscos
desnecessários nem torne-se segunda vítima. Busque o treinamento adequado e
mantenha proficiência em suas habilidades de resgate.
Quando são submetidos a situações de pânico submersos, mergulhadores
podem eventualmente remover a máscara e iniciar uma subida descontrolada. O
risco de aspirar água pelo nariz passa a estar presente.
O risco de uma lesão séria aumenta se ele perde o regulador. Sem o
regulador o mergulhador corre o risco de afogar-se. O melhor cenário aqui será
o de receber o octopus do dupla ou do resgatador e conseguir respirar.
Respirando é possível que ele se acalme.
Porém se ele sobe com a respiração bloqueada correrá o risco de uma Síndrome
de Hiperdistensão Pulmonar. E dentro desse grave quadro, há presente o
risco de uma embolia arterial gasosa. Lembrem-se também que mesmo
durante uma subida de emergência correta a concentração de oxigênio nos
pulmões do mergulhador diminui, a medida que o gás expande, podendo gerar uma
hipoxia de subida ou apagamento, provocando inconsciência ainda dentro da
água.
Além de problemas com equipamentos e descontrole emocional, diversas outras
podem ser as razões para levar um mergulhador a entrar em pânico submerrso.
Problemas médicos como infarte agudo do miocárdio ou vertigem tem sido
relatados.
O estágio do pânico raramente dura muito por causa das
ações da vítima serem ineficientes. Alguns estudos sugerem que dura
tipicamente entre 10 e 60 segundos, para deste estágio progredir quase que
imediatamente à submersão ou inconsciência, a menos que a vítima seja
resgatada. Portanto, o profissional de mergulho, o mergulhador de resgate ou o
dupla do mergulhador em pânico deve reagir muito rapidamente.
Mergulhadores que entraram em pânico durante a prática do
mergulho devem ser avaliados adequadamente por profissional especializado.
Para os estudos da Psicologia, o pânico é classificado
entre os "transtornos de ansiedade".
O pânico é classicamente caracterizado por um medo
repentino, terror, desconforto, acompanhado de taquicardia ou palpitações,
muito suor, tremores, falta de ar, dor ou sensação de constricção no peito,
náusea, descontrole intestinal, fraqueza, ondas de calor, sentimentos de
despersonalização, medo de enlouquecer e o medo de morrer.
É, na maioria das vezes, devastador. Relatos de pessoas que
já tiveram o ataque, vêm acompanhados do sentimento intenso da necessidade de
escapar da situação (Agorafobia).
Em algumas pessoas o ataque do pânico surge inesperadamente,
em outras, quando são expostas a situações que provoquem ansiedade
(multidões, ambientes confinados como túneis, elevadores, interior de
naufrágios ou grutas e cavernas, lugares altos ), ou ainda, em ambas as
situações.
Os ataques são sintomas que podem ser causados por vários
fatores. Cerca de 10% da população têm ataques isolados ou esporádicos.
Ataques recorrentes e inesperados podem caracterizar a Sindrome
do Pânico. Quando os ataques ocorrem numa determinada situação, os
pacientes passam a associar tal situação aos ataques, tornando-se assim,
fóbicos, evitando se expor a mesma situação.
Indivíduos portadores da patologia devem ser cuidadosamente
avaliados antes de receber apto para mergulho.
Os ataques podem estar associados a outras patologias como a
Fobia Social, o Transtorno Obssessivo-Compulsivo, o Transtorno de Estresse
Pós-Traumático, a Depressão, as Fobias Específicas, e a Intoxicação ou
abstinência de substância.
As pessoas com Doença do Pânico têm ataques recorrentes e
inesperados; às vezes mais de um por semana.
É essencial investigar especificamente a presença de
sintomas depressivos em pacientes com doença do Pânico.
Se presentes, os sintomas depressivos devem ser tratados
agressivamente por um especialista.
Os tratamentos observados com resultados na doença do
Pânico são a terapia cognitivo-comportamental e a terapia farmacológica,
combinadas.
Submersão
Ao contrário da crença popular, a maioria dos afogamentos não resulta em
uma pessoa flutuando em decúbito ventral.
Apesar do aumento da flutuabilidade proporcionado pela água salgada, pessoas
sem um equipamento de flutuação que perdem sua habilidade para manter a
flutuabilidade, rapidamente submergem e afundam até o fundo.
Em água doce, que porporciona muito menos flutuabilidade que a água
salgada, a submersão pode ocorrer extremamente rápido.
A submersão pode não ser fatal se a vítima é resgatada a tempo, mas isto
pode ser uma tarefa extremamente difícil.
Diferentemente da água cristalina das piscinas, o mar aberto é
frequentemente escuro e a visibilidade na água pode ser muito baixa ou até
zero. As correntes e a ação da arrebentação podem deslocar o corpo para uma
distância significativa do ponto da submersão inicial.
Uma vez ocorrida a submersão, a chance do resgate ser bem sucedido declina
rapidamente. Isto faz com que a intervenção na fase da angústia ou do pânico
seja crucial. Após isto, as chances de resgate com êxito declina muito
rapidamente.
Estudos recentes concordam que órgão alvo de maior comprometimento é o
pulmão. A aspiração de água promove insuficiência respiratória e
consequente alteração na troca gasosa alvéolo-capilar, e distúrbios no
equilíbrio àcido-básico.
Atualmente os pesquisadores afirmam que não existe diferenças entre água
doce ou mar quanto ao tratamento a ser empregado.
Sabe-se também que afogamento em água salgada não causa hipovolemia, e em
água doce não causa hipervolemia, hemólise ou hipercalemia.
Uma outra novidade segundo Szpilman (2003) é que "Afogamento tipo
seco provavelmente não existe" – Se a necrópsia não evidenciar
água no pulmão, a vítima provavelmente não estava viva quando entrou na
água.
Nem todas as pessoas que se afogam aspiram água em quantidade.
Aproximadamente menos de 2% dos óbitos parecem ocorrer por asfixia secundária,
portanto sem aspiração de líquido importante.
O termo "afogado seco" muito utilizado no passado foi
recentemente extinto da nomenclatura, já que todos os afogados aspiram alguma
quantidade de liquido.
Classificação de Afogados (segundo Szpilman)
- Resgate - SEM TOSSE ou ESPUMA NA
BOCA OU NARIZ
- Mortalidade - 0%
- Conduta - Libere para casa do próprio
local, sem atendimento médico
- Grau 1 - TOSSE, SEM
ESPUMA na BOCA ou NARIZ
- Mortalidade - 0%
- Conduta - Repouso, aquecimento, e
tranquilização.
- Usualmente não há necessidade de oxigênio ou atendimento médico.
Grau 2 – POUCA ESPUMA na BOCA/NARIZ
- Mortalidade - 0.6%
- Conduta - 1. Oxigênio - 5 litros/min
via cânula nasal.
- Repouso, aquecimento, e tranquilização.
- Posição lateral de segurança sob o lado direito.
- Observação hospitalar por 6 a 48 h.
Grau 3 – GRANDE QUANTIDADE de ESPUMA na BOCA / NARIZ COM PULSO
RADIAL PALPÁVEL
- 5.2%
Conduta - 1. Oxigênio via
máscara facial a 15 litros/min.
Posição lateral de segurança sob o lado direito
com a cabeça elevada acima do tronco.
Acione a ambulância para levar ao hospital (CTI).
Grau 4 – GRANDE QUANTIDADE de ESPUMA na BOCA / NARIZ SEM PULSO
RADIAL PALPÁVEL
- 19.4%
Conduta - 1. Oxigênio via
máscara facial a 15 litros/min.
Observe a respiração com atenção, pois pode ocorrer parada.
Posição lateral de segurança sob o lado direito.
Ambulância urgente para melhor ventilação e infusão venosa de líquidos.
Internação em hospital - CTI com urgência.
Grau 5 – PARADA RESPIRATÓRIA ISOLADA
- 44%
Conduta - 1. Inicie
imediatamente a ventilação artificial de emergência
Mantenha a ventilação artificial de 12 a 20/min com 15 L /O2até retorno
expontâneo da respiração e cheque o pulso regularmente.
Após retorno da ventilação trate como Grau 4
Grau 6 - PARADA CÁRDIO-RESPIRATÓRIA
- 93%
Conduta - 1. Ressuscitação Cárdio-Pulmonar - 2 ventilações + 15
compressões, até retornar a função cárdio-pulmonar, ou a chegada da
ambulância ou a exaustão do socorrista.
Use o desfibrilador automático se houver.
Não dar soco no precórdio - retarda o início das manobras.
Não comprimir o abdome - 86% tem vômitos
Mantenha a RCP até a temperatura Corporal > 340C.
Inicie a RCP sempre quando: submersão menor que 1 hora ou desconhecido e em
PCR sem rigidez cadavérica; decomposição corporal ou livores.
Após o sucesso da RCP, a vítima deve ser acompanhada com cuidado pois pode
haver outra parada dentro dos primeiros 30 minutos, trate como Grau 4.
TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR
O fato da aspiração de água ter predileção pelo segmento superior do
lobo inferior direito, em razão da
maior verticalização do brônquio fonte direito, levou a indicação de
colocar a vítima de afogamento viva em decúbito lateral direito melhorando
provavelmente a oxigenação.
Os vômitos nos afogados submetidos à RCP permanecem como principal fator de
complicação durante e após a reanimação e pode ser reduzido com o uso da
posição do afogado com a cabeça a mesma altura que o tronco, evitando-se
comprimir o abdome ou a realização da manobra de Heimlich e realizando a
ventilação de forma correta evitando a distensão gástrica.
A manobra de Sellick realizada corretamente nestes casos parece contribuir
para uma redução na aspiração de vômitos.
A administração de oxigênio é essencial para os casos a partir do Grau 2
de afogamento durante atendimento pré-hospitalar.
A ocorrência da fibrilação ventricular nos casos de afogamento não esta
bem documentada, entretanto como apresenta melhor prognóstico que a assistolia,
a desfibrilação é obrigatória - quando disponível.
Alguns serviços de salvamento nos E.U.A, Austrália e Brasil iniciaram a
utilização de desfibriladores semi-automáticos nas praias pelos guarda-vidas
e instrutores de mergulho.
Existem casos descritos de sucesso na reanimação de afogados após 2 horas
de manobras de RCP.
Fatores como temperatura da água, tempo da imersão, sinais de morte
neurológica, e o uso de
drogas são por demais controversos na literatura, não havendo até o
momento nenhum fator confiável que possa indicar seguramente o prognóstico
antes de iniciar a RCP.
Muito se relata na literatura sobre o melhor prognóstico dos afogamentos em
água gelada (< 15C), pela ocorrência de hipotermia.
Existem registros de vários casos de recuperação completa após prolongada
submersão em água gelada.
O maior tempo registrado até hoje, de submersão em água fria com
recuperação completa, foi de 66 minutos.
No Brasil, país de clima tropical, Szpilman (2003) assim como outros
autores, afirma que tem se observado a presença de hipotermia em todos os casos
de afogamento em água quente (> 15C e a surpreendente resposta a RCP que
estes pacientes apresentam).
Allman et al reportou resultados similares em águas quentes. O reflexo de
mergulho ou submersão ("Diving reflex") junto com a hipotermia são
ainda hoje em dia aceitos como explicações para tais fenômenos diferente de
outras causas de parada cardíaca onde o prognóstico é inteiramente diferente.
Devemos dar atenção à temperatura corporal do paciente, uma vez que o
sucesso da desfibrilação é difícil mas não impossível em presença de
hipotermia abaixo de 32C. Se houver assistolia, a RCP deve continuar até que a
temperatura corporal da vítima alcance no mínimo 34 C.
Segundo Southwick e Dalglish "ninguém está morto antes de estar
quente".
Através da observação de diversos casos de afogamento, Szpilman (2003)
conclui que " os pacientes grau 1, 2, 3, 4, e 5 quando sobrevivem,
raramente apresentam sequelas, evoluindo para a cura em quase 95% dos
casos".
"A determinação do prognóstico nos casos de afogamento grau 6 é
dependente principalmente da existência ou não de lesão neurológica
relacionada diretamente ao tempo e ao grau de hipóxia, embora diversos autores
tenham tentado estabelecer parâmetros radiológicos e respiratórios para sua
avaliação inicial."
Referências Bibliográficas
1. Orlowski JP, Szpilman D, "Drowning - Rescue, Resuscitation, and
Reanimation" Pediatric Critical Care: A New Millennium, W. B. Saunders
Company Pediatric Clinics Of North America - V48, N3, June 2001. Review.
2. Cummins RO, Szpilman D. Submersion. In: Cummins RO, Field JM, Hazinski MF,
Editors. ACLS - The Reference Textbook. Volume II: ACLS for Experienced
Providers. Dallas, Tx: American Heart Association; 2003:97-107.
3. Szpilman D. Near-drowning and drowning classification: a proposal to
stratify mortality based on the analysis of 1831 cases. Chest. 1997
Sep;112(3):660-5.
4. Adult Basic Life Support. Guidelines for cardiopulmonary resuscitation and
emergency cardiac care (ECC). Circulation 2000;102:I22–59.
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