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Medicações e Mergulho
Medicamentos são usados para várias finalidades. Todos são
capazes de produzir efeitos adversos ou colaterais tanto em cima como embaixo
d’água. A maioria deles é prescrita por médicos, entretanto uma parcela
considerável é por automedicação. Alguns medicamentos não são seguros
quando associados ao mergulho. Outros podem parecer importantes ao mergulho,
pois o tornam mais fácil. É o caso daqueles que melhoram a equalização das
orelhas e dos de ação contra o enjôo. Entretanto, nenhum está isento de
produzir complicações ao mergulhador enquanto estiver mergulhando.
Quando se constata que um mergulhador usa medicações, é
necessário preocupar-se mais com o motivo do uso do que com a relação da
droga com o mergulho. A natureza da doença que está sendo tratada, e sua relação
com o mergulho são mais importantes.
Algumas medicações podem ser usadas no tratamento de certas
doenças e se pode mergulhar ao utilizá-las. Outras não. É o caso, por
exemplo, do uso de diuréticos. Os diuréticos podem ser usados tanto para o
tratamento de uma hipertensão leve como para o tratamento de uma insuficiência
cardíaca. No caso da hipertensão leve, poder-se-á mergulhar com segurança. Já
no caso da insuficiência cardíaca, a insuficiência cardíaca ,não a medicação,
é que poderá contra-indicar o mergulho. Dessa forma, a discussão sobre o uso
de medicações e mergulho deve ser feita antes, bem antes de mergulhar.
Preferencialmente no consultório médico.
No caso do uso de medicações para a prevenção do enjôo e do
barotrauma sinusal e das orelhas, o que mais importa são os efeitos adversos
das substâncias utilizadas e a interação com o mergulho, como será visto
mais adiante.
O que se sabe é que a alteração de aumento da pressão
ambiental não produz alterações na maioria das ações das drogas ou dos seus
efeitos. Existe pouca evidência de que a maioria das medicações de uso comum
interfira no mergulho. Poucas pesquisas foram conduzidas sobre os efeitos das
medicações em ambientes com aumento da pressão. O mais importante é a interação
das drogas com o mergulho e as alterações que os dois acarretam na fisiologia
dos vários sistemas.
Quando se mergulha, se é submetido a um aumento da pressão
ambiente e se pode passar a sofrer os efeitos de certas substâncias. Os gases
que se respiram durante o mergulho, produzem alterações bioquímicas e fisiológicas
e, portanto, são considerados como tendo efeitos farmacológicos. Quando se
fala de medicações e mergulho, na verdade, se está falando de interações
farmacológicas entre as ações das medicações e as decorrentes do aumento da
pressão parcial dos gases.
Sabe-se que medicações são substâncias químicas que exercem
vários efeitos sobre órgãos e sistemas através das suas ações terapêuticas.
Todas têm efeitos adversos, até mesmo indesejáveis, que variam de indivíduo
para indivíduo ou conforme o ambiente. Além disso, elas podem ter, algumas
vezes, ações imprevisíveis. No mergulho, o mais importante é o seu efeito
sobre o sistema nervoso e cárdio-respiratório. Os efeitos de maior interesse são
os neurocomportamentais, aqueles sobre o ritmo e desempenho cardíaco e aqueles
que potencializam a toxicidade do oxigênio e outros gases. Na tabela em anexo,
são listadas várias categorias de medicações, com exemplo de drogas, uso
habitual e efeitos em relação ao mergulho. Para finalizar, é importante
lembrar que os efeitos adversos de algumas drogas podem ser semelhantes aos da
doença descompressiva.
Mergulho, medicações e sistema nervoso
O mergulho apresenta características próprias que interferem
na percepção. É o caso da redução do campo de visão, da dificuldade de
localização de sons e da diminuição da percepção do efeito da gravidade.
Além disso, durante o mergulho, a natação embaixo da água e sua relação
com referenciais espaciais podem produzir vertigem e desorientação espacial.
Problemas desencadeados pelo mergulho na percepção potencializam e modulam os
efeitos adversos sobre o sistema nervoso central de certas medicações. A ação
de certas medicações sobre o sistema nervoso pode ser influenciada por essas
condições do mergulho.
Drogas com efeitos sobre o sistema nervoso central podem
prejudicar a atenção e o julgamento, assim como provocar alterações da
consciência. Essas drogas potencializam a narcose pela sinergia de efeitos
sedativos. Inconsciência ou prejuízo nas funções mentais pode ocorrer
naqueles mergulhadores que estão usando drogas que provocam depressão do
sistema nervoso central ou que, além disso, para agravar, apresentam narcose ou
retenção de dióxido de carbono durante o mergulho.
Algumas drogas foram estudadas quanto a seus efeitos sobre funções
de aprendizado em indivíduos submetidos a pressões que variavam de 1,8 a 5,4
atmosferas absolutas de pressão. As de maior interesse foram aquelas usadas
para o tratamento do enjôo e da congestão das vias aéreas. Pode-se dizer que
a difenidramina foi a droga que acarretou pior desempenho de aprendizado. Cafeína
e dimenidrato variaram quanto à presença desses efeitos. Em relação a essas
duas drogas, pôde-se observar que os indivíduos apresentaram suscetibilidade
individual. Foi observado também que o álcool apresenta um efeito sinérgico
em relação à pressão ambiente no mergulho, dificultando o processamento de
informação visual.
Medicamentos específicos, de uso psiquiátrico e neurológico,
são os que mais efeitos têm sobre o sistema nervoso central, podendo produzir
desde sedação até mesmo agitação. Se o mergulhador apresenta, por exemplo,
problemas de ansiedade que requer o uso de medicação, mergulhar não é a
atitude mais adequada. Por outro lado, não se pode generalizar. Alguns ansiolíticos
são utilizados para o tratamento de crises temporárias. Nessas situações,
evita-se mergulhar até que o problema emocional se resolva e o uso da medicação
seja interrompido.
O mesmo pode ser colocado para antidepressivos usados no
tratamento das desordens do humor, depressão, desordem obsessivo-compulsiva e
ataque de pânico. O problema não se restringe aos efeitos adversos dos
antidepressivos que podem produzir sonolência ou agitação. Mais importantes são
as consequências propriamente relacionadas às desordens do humor sobre a
segurança do mergulhador e operação de mergulho do que os efeitos adversos
das medicações.
Mergulho, medicações e sistema cardiovascular
Imersão e pressão provocam alterações fisiológicas
cardiovasculares, alterando a distribuição do volume sanguíneo circulante e
do débito cardíaco. Imersão também altera o ritmo, o volume e as pressões
de enchimento, sobrecarregando o trabalho cardíaco. Medicações que têm ações
sobre o ritmo e desempenho cardíaco, não são recomendadas para o uso em situações
de exercício e imersão pelo risco de produzirem arritmias, insuficiência cardíaca
e mesmo isquemia miocárdica.
Em relação aos anti-hipertensivos, devem-se evitar drogas que
tenham efeito sobre a pressão ortostática. Esse efeito torna-se importante e
provoca sintomas principalmente quando o mergulhador sai de dentro d’água,
podendo desencadear tontura, síncope e mesmo parada cardíaca no caso de imersões
prolongadas.
Cabe ainda salientar que anticoagulantes são usados durante o
tratamento de arritmias cardíacas, pós-operatórios de cirurgias cardíacas
valvulares, cirurgias vasculares e em tromboflebites. Mais uma vez, é mais
importante a avaliação criteriosa da doença que indica o uso da medicação e
sua relação com o mergulho do que a própria medicação. O mergulhador que
usa anticoagulantes, deve ser alertado para o fato de que essas medicações
potencializam as complicações relacionadas aos barotraumas.
Mergulho, medicações e sistema respiratório
A função pulmonar durante o mergulho é afetada por vários
motivos. A redistribuição do volume sanguíneo para o sistema venoso intratorácico
e problemas no desempenho cardíaco podem interferir diretamente no transporte
dos gases no pulmão. Teoricamente, medicações que deprimem o sistema nervoso
central, podem levar a uma diminuição da frequência ventilatória,
potencializando a narcose pelo dióxido de carbono.
Algumas medicações podem aumentar a resistência das vias aéreas
de certos indivíduos. É o caso do ácido acetil salicílico. Bronco-espasmo já
foi observado em mergulhadores enquanto usavam essa medicação e respiravam ar
seco ou se expunham a aerossóis de água salgada.
Mergulho, medicações e problemas das orelhas e das vias aéreas
Muitos mergulhadores usam medicações para poder mergulhar
enquanto estão com uma condição médica que temporariamente contra-indique o
mergulho. É o caso de infecção respiratória alta que apresenta congestão
das vias aéreas que requer o uso de medicações tópicas ou sistêmicas para o
seu tratamento. Obstrução nasal noturna não necessariamente necessita do uso
de descongestionantes tópicos.
Normalmente, não se faz necessária a utilização de medicações
de uso crônico, tópico ou via sistêmica para se compensarem as orelhas
durante o mergulho. O mergulhador que necessita de descongestionante para
equalizar as orelhas ou seios da face, tem risco aumentado de ter um barotrauma.
Isso ocorre mais pela condição que leva à obstrução do que pela própria
medicação.
Um cuidado que se deve ter, é que medicações
descongestionantes nasais apresentam um rebote de congestão após o efeito da
medicação cessar. O rebote da congestão pode ser fator de risco para o
desenvolvimento de barotraumas de seios da face. O rebote pode provocar
barotrauma no momento da subida, o chamado barotrauma reverso. No caso de se
realizarem mergulhos sucessivos, pelo fato de que o rebote ocorrer no intervalo
de superfície, pode ocorrer num próximo mergulho.
No caso da prevenção do barotrauma da orelha média e seios da
face, muitas vezes não há a necessidade do uso de medicação, mas, sim, de
melhorar, treinar ou aprender novas técnicas de equalização.
Crises de espirro matinal têm várias possibilidades diagnósticas
e também são uma situação que pode requerer tratamento. Alergia e rinite
vasomotora são algumas delas. Atualmente, tratamento adequado compatível com
mergulho seguro está disponível. Tratamentos com antialérgicos do tipo
anti-histamínicos devem ser evitados pelo risco de sonolência.
Mergulho e medicações antienjôo
O mergulhador que enjoa, representa um grupo especial. Muitas
vezes, o enjôo pode apresentar efeitos mais desastrosos que o próprio uso de
medicações. Um mergulhador que enjoa, pode apresentar, embaixo d’água,
desorientação e contração diafragmática, aumentando o risco de barotrauma.
Além disso, quando se vomita embaixo d’água, há o risco de aspiração de
conteúdo gástrico. Enquanto o mergulhador lida com a ânsia de vomitar, ele
pode provocar mudança de profundidade, trancando o ar, acarretando perda de
controle de flutuação e suas complicações.
O ideal nessa condição é não medicar, quanto menos se
automedicar. A decisão de mergulhar e usar alguma forma de tratamento vai
depender do quanto o enjôo prejudica o mergulho e da tolerância e da resposta
individual às possibilidades de tratamento. Mergulhar usando medicações
antienjôo requer planejamento de risco e treinamento específico.
As medicações disponíveis para tratar o enjôo são muitas e
a maioria delas apresenta efeitos adversos relacionados à manutenção do
estado de vigília e da atenção. Tanto o enjôo quanto o seu tratamento
interferem no objetivo básico do mergulho, que é o prazer advindo de uma
atividade recreacional.
Mergulho e medicações para problemas osteoartromusculares
Analgésicos e antiinflamatórios são amplamente usados para o
tratamento de doenças ósseas, articulares e musculares. A maioria delas não
produz um risco aumentado que afete a segurança do mergulho, salvo a predisposição
individual a alguns dos seus efeitos adversos.
Entretanto, limitações na amplitude de movimentos das articulações,
da força e da função do membro afetado podem interferir na segurança do
mergulho. Dor e inflamação podem propiciar o surgimento de uma nova lesão. Além
disso, as formas de apresentação dessas alterações podem confundir o diagnóstico
de uma doença descompressiva ou mesmo postergar o seu tratamento.
Concluindo
No mergulho, o uso de medicações implica a interação dos
efeitos das medicações com os efeitos dos gases sob pressão. Os principais
efeitos no mergulho são aqueles decorrentes de ações sobre o sistema nervoso
e cárdio-respiratório.
Apesar dos efeitos conhecidos e desconhecidos de muitas medicações
e sua relação com o mergulho, o essencial é conhecer a condição pela qual a
droga foi indicada. É isso que torna menos ou mais seguro mergulhar enquanto se
usa uma medicação.
A questão fundamental que o mergulhador deve formular quando
vai usar uma medicação e mergulhar, é se a condição subjacente ao uso de
determinada droga proíbe ou não o mergulho. Se o mergulhador for mais flexível
e pretender realizar um planejamento de risco, ele deverá avaliar o quanto o
uso de determinada medicação e a doença subjacente comprometem a sua segurança
e dos outros envolvidos na operação de mergulho. Do contrário, não se deve
expor à interação do medicamento com o mergulho.
Na maioria dos casos, é preferível esperar que a doença se
resolva para então poder mergulhar. Alguns adotam a posição conservadora de
parar o uso de medicações e somente então mergulhar. Salienta-se que o uso
profilático de certas medicações pode propiciar a ocorrência de complicações
durante o mergulho.
No caso de doenças crônicas, a melhor maneira de conhecer os
efeitos do uso de uma medicação e sua interação com o mergulho é uma avaliação
médica especializada e, se for o caso, um planejamento do risco aceitável
deverá ser realizado.
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Tabela: Drogas e mergulho
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Categoria
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Exemplo |
Uso |
Efeitos em mergulho |
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Anti-histamínicos |
Difenidramina
Clorfeniramina
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Alergia, resfriados e enjôo. |
Alteração da consciência, alteração do desempenho
intelectual, boca e vias aéreas secas e alteração visual.
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Loratidina
Fexofenadina
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Alergia, resfriados e enjôo.
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Nenhum.
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Ansiolítico |
Diazepam
Alprazolam
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Tranquilizante
Contra-ataque de pânico
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Altera o estado de vigília
Potencializa a narcose
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Antidepressivo |
Fluoxetina |
Depressão |
Potencializa narcose
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Tricíclicos |
Depressão |
Arritmias cardíacas
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Anticoagulante cumarínico |
Varfarina |
Anticoagulação |
Aumenta risco de sangramento em barotrauma.
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Anticolinérgicos |
Atropina |
Antiespasmódicos |
Alterações visuais, boca seca e taquicardia.
|
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Descongestionante sistêmico |
Pseudoefedrina
Fenilpropanola-mina
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Congestão nasal e de vias aéreas. |
Arritmias, hipertensão, excitabilidade, ansiedade,
tremor, vertigem, insônia, sonolência e alucinações.
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Broncodilatador |
Fenoterol
Albuterol
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Asma
Bronquite
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Taquicardia e arritmia cardíaca
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Diurético |
Tiazídicos
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Retenção de sal e água. |
Agrava a desidratação, potencializando a doença
descompressiva.
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Furosemida
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Retenção de sal e água |
Agrava a desidratação, potencializando a doença
descompressiva.
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Antiácido de ação local |
Hidróxido de alumínio ou magnésio
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Doença péptica
Esofagite de refluxo
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Nenhum
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Bloquedor de receptor H2 |
Ranitidina
Cimetidina
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Doença péptica
Esofagite de refluxo
|
Sonolência, cefaléia. |
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Inibidor de bomba de próton |
Omeprazole
Pantoprazole
|
Doença péptica
Esofagite de refluxo
|
Nenhum |
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Antiarrítmico |
Procainamida |
Arritmia cardíaca |
Nenhum
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Amiodarona |
Arritmia cardíaca |
Hipersensibilidade cutânea à luz ultravioleta.|
Alterações visuais
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Digoxina |
Arritmia cardíaca. |
Nenhum.
|
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Verapamil |
Arritmia cardíaca. |
Refluxo gástrico.
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Antihiperlipêmicos |
Sinvastatina |
Dislipidemia, redução dos níveis de colesterol sérico.
|
A dor muscular pode ser confundida com doença
descompressiva.*
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Antihipertensivos |
Diltiazem
Verapamil
Nifedipina
|
Bloqueadores de canais de cálcio.** |
Refluxo gastroesofágico
Hipotensão ortostática (importante ao sair da água).
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Propranolol
Atenolol
metoprolol
|
Beta bloqueadores.** |
Intolerância ao frio
Diminui a resposta cardíaca ao exercício.
Reduz a tolerância ao exercício.
Bradiarritmias e broncoconstrição
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Enalapril
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Inibidor de enzima de conversão de angiotensina.
Inibidor de enzima de conversão de angiotensina.
|
Tosse e outras alterações nas vias aéreas. |
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Valsartan
|
Bloqueador de receptor de angiotensina
|
Nenhum |
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Antibióticos |
Tetraciclina |
Infecção |
Hipersensibilidade cutânea à luz ultravioleta.
Náusea e vômitos
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Ciprofloxacina |
Infecção |
Hipersensibilidade cutânea à luz ultravioleta.
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Antimalária |
Mefloquina |
Antimalária |
Alterações visuais, vertigem, incoordenação e psicose.
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Anti enjôo |
Escopolamina |
Enjôo |
Visão turva
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Dimenidrato |
Enjôo |
Sonolência
|
|
Meclizine |
Enjôo |
Sonolência
|
|
Proclorperazina |
Enjôo |
Síndrome extrapiramidal
Crise oculogírica
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Analgésico |
Ácido acetil salicílico |
Dor |
Aumenta risco de sangramento em barotrauma.
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Acetaminofeno |
Dor |
Nenhum
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Antiinflamatório
|
Cortosteróides |
Diminui inflamação
Imunomodulação
Alergia
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Pode agravar toxicidade por oxigênio, edema, hipertensão,
diabete, úlcera péptica e alterações psiquiátricas.
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Ibuprofeno |
Diminui inflamação
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Irritação gástrica, pirose e bronco-espasmo. |
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Hipoglicemiantes |
Glibenclamida |
Tratamento do diabete
|
Hipoglicemia |
|
Micronase |
Tratamento do diabete
|
Hipoglicemia
|
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Hormônios |
Estrógeno e progestina combinados
|
Anticoncepção |
Hipercoagulabilidade, náusea, enxaqueca e congestão
mucosa. |
|
Premarin |
Reposição hormonal
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Aumento da coagubilidade sanguínea.
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Levotiroxina |
Reposição hormonal
|
Taquicardia, arritmias, tremor, excitabilidade e dor de
cabeça.
Aumenta a toxicidade hiperbárica do oxigênio.
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Insulina
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Tratamento do diabete
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Hipoglicemia |
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Inibidor da fosfodiesterase tipo 5 |
Sildenafil |
Disfunção erétil. |
Dor de cabeça, dispesia, rubor cutâneo e diarréia.
|
* Esse efeito geralmente ocorre no início do tratamento e
tem implicações importantes sobre a manutenção do tratamento.
** Esse grupo de drogas também é usado no tratamento da
angina.
BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
Bove, A.A.. Medical evaluation for sport diving. In: Bove, A.A.. Bove and
Davis’ Diving Medicine, 4th Edition, Saunders, Philadelphia, 2004,
27: 527-528.
Lowry, C.. Drugs and diving. In: Edmonds, C., Lowry, C., Pennefather, J.,
Walker, R. Diving and Subaquatic Medicine, 4th Edition, London, Arnold, 2002;
43:445-455.
McGeoch, G., Davis, F.M. and Fletcher, L.. The effects on performance of
cyclizine and pseudoephedrine during dry chamber dives breathing air to 30
metres’depht. South Pacific Unedrwater Medicine Society Journal, 2005,
35(4):178-182.
Nord, D.A.. DAN takes a look at over-the-counter medications. In: Alert
Diver, 1996, 5:171-176.
Smith, K.. Na overview of drugs and diving. In: Alert
Diver, 1996, 5:163-166.
Renúncia
Nenhuma representação neste texto é feita no sentido de
oferecer um diagnóstico, tratamento ou cura para qualquer condição ou doença
relatada. O caráter do texto é somente informativo e deve ser usado em
conjunto com o aconselhamento específico do médico de medicina do mergulho. O
autor não é responsável por qualquer consequência concebível relacionada
à leitura deste texto.
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Fotos: Carlos Montechi

Local: Fernando de
Noronha

Local: Naufrágio Bellucia
no ES

Local: Naufrágio Hilma Hooker - Bonaire
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