Artigos: Espaço Cultural da Marinha
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Espaço Cultural da Marinha

Aqueles que residem nas grandes cidades e nem sempre acabam tendo tempo ou ocasião para conhecer os pontos históricos de sua própria cidade, acabam perdendo a chance de conhecer excelentes pontos como o Espaço Cultural da Marinha.

Tentando guardar a história do Brasil, a Marinha brasileira criou já a algum tempo, este espaço localizado na cidade do Rio de Janeiro, nas proximidades de uma das principais áreas navais do Brasil, para levar a história aos visitantes.

Para aqueles finais de semana em que o mar não permite um mergulho, vale muito à pena uma visita a este atrativo, pois além de conhecer nosso passado histórico, o visitante irá ver de perto, maravilhosas peças e artefatos recuperados de embarcações naufragadas em nossa costa no passado.

Peças dos naufrágios Aquidabã, Utrech, dentre outros, estão expostas. Durante a visitação, encontramos canhões, sinos, escotilhas, porcelanas, e muitas outras peças, que passaram por um grande trabalho de tratamento e restauração antes de serem expostas, sendo mantidas por especialistas da área de arqueologia subaquática.

São dezenas de peças datadas entre os anos de 1648 e 1916.

Próximo a esta seção, encontramos a Coleção Alves Câmara, que reúne dezenas de modelos de embarcações regionais brasileiras, que no passado, navegavam em grande número no nosso litoral e rios. As embarcações de propulsão natural (vela, remo e vara) eram responsáveis pelo transporte de gêneros e passageiros e pela difusão de notícias.

Com o passar dos tempos, estas embarcações foram desaparecendo com o surgimento de ferrovias e rodovias, continuando presentes apenas nas regiões mais isoladas do país.

Além disso, está exposta a belíssima galeota D. João VI, construída em 1808 em Salvador.

Na área externa

Nas proximidades da área coberta, o visitante poderá conhecer o Navio Museu Bauru, construído em Nova Jersey (EUA) em 1943, sendo transferido posteriormente para a Marinha do Brasil, que acabou recebendo o nome de Bauru em homenagem à cidade paulista de Bauru.

Durante a 2ª Guerra Mundial, o Contratorpedeiro-Escolta Bauru, participou de comboios e efetuou missões de apoio no transporte de tropas e patrulhamento em zonas de guerra. Posteriormente foi incorporado à Flotilha de Contratorpedeiros e depois ao Esquadrão de Avisos Oceânicos.

Após seus quase 40 anos de atividade, o Bauru sofreu algumas reformas de adaptação, foi aberto à visitação pública como navio-museu.

Outro ponto de visitação, é o Submarino Riachuelo - S22, construído em 1973 na Inglaterra, sendo incorporado à marinha brasileira em 1977.

Após 20 anos de atividades, foi reclassificado como Submarino-Museu.

Andando pelo navio museu e o submarino, o visitante verá diversos quadros históricos, notícias publicadas durante a guerra, dezenas de fotos históricas, além de conhecer os materiais bélicos utilizados.

Toda a área está muito bem cuidada pela Marinha, sendo um excelente exemplo de proteção ao passado histórico do Brasil e prestação de serviços.

Como visitar

O museu está localizado na Av. Alfredo Agache, s/nº, próximo à Praça XV, no centro da cidade. Há um estacionamento gratuito no local.

A entrada é franca e é possível entrar com câmera fotográfica para o registro de fotos no local.

Mais informações podem ser obtidas através do site http://www.mar.mil.br/sdm

 
Fotos: Clécio Mayrink


Navio Museu Bauru


Clécio Mayrink, nascido no Rio de Janeiro, é consultor em TI. Foi consultor técnico sobre mergulho no desenvolvimento do 1º Atlas dos Esportes no Brasil, um projeto do Ministério dos Esportes, participou do mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, e idealizador do site Brasil Mergulho em 1998, sendo atualmente coordenador. Ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS, atuou como Dive Master pela PADI (#53.668) em 1990/91, e realizou diversos cursos e especialidades. Atualmente é Mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave e Advanced Cave Side Mount e No Mount pela IANTD, com especialidades em O2 Administrator, First Aid e CPR também pela IANTD.

Participou de reportagens para revistas e TV's, onde teve a oportunidade de mergulhar em diversos locais do Brasil e no exterior. Além do mergulho, realiza estudos sobre rádio-frequência e sensoriamento remoto.

Site: www.clecio.com.br