|
Entrevista: Lecir Riodades
Lecir é proprietário é instrutor Open Water e instrutor especialista pela
PADI, e proprietário da operadora Amazon
Scuba, de Belém do Pará.
Como e quando você entrou para o mergulho ?
Comecei a mergulhar em janeiro de 2004, quando fiz o curso básico pela CMAS.
Nesse momento, percebí a carência que o mercado paraense possuía para o mergulho recreativo e desde então
"entrei de cabeça" sempre visando a profissionalização. Fiz em
Fortaleza os cursos de Avançado e Primeiros Socorros, bem como Rescue Diver, e Dive Master e
Instrutor em São Paulo, todos pela PADI.
Quando a Amazon Scuba foi criada, e quais foram as principais dificuldades ?
A Amazon Scuba foi criada desde meu curso básico, inicialmente seria Amazon Divers e um dia antes de rodar folders para
divulgação, descobri que já existia uma operadora em Manaus com esse nome. A segunda opção era Amazon Scuba. Quando fui fazer o exame para
Instrutor, em Paraty, no Rio de Janeiro, em outubro de 2005, já tinha uma turma
montada para dezembro, quando oficializamos nossa criação.
As dificuldades foram as mesmas dos mercados em expansão, como formação de uma boa equipe, demanda reprimida, investimento escasso
para aquisição de equipamentos e principalmente, o paradigma que deve ser quebrado sobre mergulho recreativo em água doce em relação ao
mar aberto. Mergulhadores inexperientes costumam acreditar que o mergulho em mar aberto é melhor, tal comparação não tem como ser
feita, pois são atividades distintas em visibilidade, fauna e flora, o que procuramos mostrar na prática levando os mesmos para mergulhar em
água doce e salgada.
Atualmente, a operadora de vocês conta com equipamentos próprios para oferecer cursos e saídas de mergulho ?
Sim, contamos atualmente com equipamentos suficientes para atender a demanda e realizamos saídas regulares entre os check-outs para
Capanema, bem como expedições para Tucuruí e Santarém.
Quais são os pontos de mergulho utilizados por vocês não região ?
Mergulhamos em Capanema, nas jazidas de extração de calcário onde fazemos os check-outs,
Tucurruí onde existe a hidroelétrica, Alter-do-chão em Santarém e no Rio Xingú.
Vocês ainda buscam por mais locais de mergulho ?
Sim, estamos constantemente em busca de novos pontos principalmente em mar aberto onde dispomos de boa visibilidade a partir de
3 horas de navegação, pois o Rio Amazonas "suja" bastante nosso litoral e as
correntes marítimas são muito fortes. Por enquanto só encontramos areia.
Quais são as condições de mergulho na região ?
Os mergulhos são realizados em lagos ou rios, onde a visibilidade gira em torno
dos 6 a 8m no máximo. Solo com bastante sedimentos, fauna e flora bastante exótica, (sucurís, jacarés e peixes de água
doce) e acima de tudo, muita improvisação, com toda segurança é claro, características do pioneirismo.
Durante os mergulhos, quais são as características que mais chamam a atenção dos mergulhadores ?
A fauna e a flora exótica, incomparável com a do mar aberto. É comum mergulhadores experientes que não tem medo algum
de mergulhar com tubarões e outros animais marinhos, abortarem um mergulho em água
doce quando vêem uma cobra, jacaré, pirarucú, peixe-boi ou tucunaré.
Além do mergulho, o que mais o megulhador pode fazer como turismo na região ?
Todas as cidades citadas anteriormente possuem um potencial latente para o ecoturismo que está começando a ser
explorado, mas sem dúvida os passeios de barco por igarapés, praias de água
doce e a floresta amazônica são um atrativo ímpar da nossa região. Além
disso, as comídas típicas muitas vezes degustadas em restaurantes a beira dos rios após um passeio de lancha, ou melhor, após um excelente mergulho
com pirarucús, tucunarés e outros peixes em floresta submersa.
Além da capital, os maiores municípios (como Santarém, Tucuruí, Paragominas e outros), possuem uma boa infraestrutura para o turismo
como hotéis, pousadas e lazer.
Para mais informações recomendo acessar o site da Paratur.
|
|