|
Entrevista: Alessandra Piazza (Ocean Angel) Mergulhadora desde os 7 anos de idade
e se tornou instrutora de mergulho em 1992. Modelo fotográfico, atualmente ministra cursos, palestras e classes com treinamento em português, inglês e espanhol,
com parcerias de hotéis e pousadas no Rio de Janeiro.
Quando surgiu o seu interesse pelo mergulho ?
Quando completei 7 anos de idade, pedi de aniversário uma máscara, um
snorkel e um par de nadadeiras. Tinha vontade de descobrir o que havia abaixo
das ondas, por trás daquele espelho no mar; e me apaixonei !
Você conquistou Los Angeles, uma grande parte dos Estados Unidos e parte
do Caribe Mexicano (Cancún e Cozumel), através do seu desempenho como
Instrutora. Colecionou diversas medalhas em torneios e apresentações. Como foi
que isso aconteceu ?
Em 1996, fui convidada por um venezuelano para ministrar classes recreativas
de mergulho em um hotel conceituado no Caribe. Logo após, conheci um americano
e um italiano que me treinaram para torneios e apresentações internas, no
Caribe e Los Angeles, onde comecei a adquirir méritos e medalhas.
Há uma equipe responsável pelo seu treinamento específico ? Como é
essa rotina ?
Sim, há uma equipe. Meu acompanhamento, médico é feito pela Dra. Silvia
Bretz com tratamento de medicina interna e endocrinológica. A Estética
corporal é feita com Thiago Caethano. E, o treinamento físico de Los Angeles
é acompanhado por uma equipe, liderada por um italiano e um americano, e no Rio
de Janeiro com um treinamento específico.
Há um logo e uma bandeira criados com o seu nome, onde a metade da bandeira
é brasileira e a outra metade é americana. Quem a criou ?
Foi um americano que mergulhou comigo, Mike, quem inventou o logo, mas uma
brasileira a Laura, criou a bandeira com a dupla nacionalidade simbolizando
parte do Rio de Janeiro e parte de Los Angeles.
Porque Ocean Angel ?
Em Cancun e em Los Angeles, começaram a me chamar assim, por causa de um
resgate, e posteriormente pela minha aquacidade e flutuabilidade. Além disso,
Los Angeles é a Cidade dos Anjos, e "Angel" é uma palavra que
significa um grande elogio para as mulheres.
O que você costuma fazer, quando não está treinando ?
Escalar com meus amigos alpinistas Vavá e Denise Emmer, e com o Instrutor
Felipe Edney, ou surfar com o shaper Guilherme Guimarães; inclusive porque
estes esportes aumentam a minha condição física reforçando parte do meu
treinamento; e quando tenho tempo, faço aulas de pintura com a artista
plástica Lina.
Dos lugares que você já mergulhou no Brasil, qual deles foi uma
experiência inesquecível ?
Cada mergulho tem a sua magia, a sua forma inesquecível de ser. Todas as
vezes que cruzamos a fronteira existente na lâmina d'água, nos deparamos com o
mistério desconhecido de conhecer a região, mas não saber a surpresa que nos
revela abaixo. Sou suspeita, por ser carioca, mas um mergulho inesquecível foi
na Ilha de Jorge Grego,
cujo nome tem origem na lenda de um corsário grego, que naufragou, e quase
todos os tripulantes morreram, com exceção do capitão Jorge Grego, seu
imediato, e sua filha. Diz a lenda, que o marinheiro e a filha de Jorge Grego,
apaixonaram-se, e o Capitão furioso, atirou-se ao mar, dando origem a essa
lenda. Nesta ilha, inclusive tive a oportunidade de mergulhar ao lado do Peixe
Lua (Mola mola), o qual hoje está praticamente em extinção. Foi a minha
surpresa revelada neste mergulho.
Então você gosta de saber sobre naufrágios ?
Sim, sempre que tenho oportunidade leio muito a respeito.
Sendo uma Instrutora, muito bonita, denominada como a "Sereia do
Rio", e como é praticar o mergulho, onde a maioria dos praticantes são do
sexo masculino ?
A foto da Sereia foi um ensaio fotográfico do fotógrafo Pedoni. E,
realmente esta foto foi o primeiro banner com divulgação que entrou aqui no
Brasil. Mas, quando estamos diante de qualquer profissão, temos que agir com
competência e determinação. A beleza torna-se circunstancial. Na minha
profissão é muito comum o número superior de homens, mas sempre que estou em
palestra ou curso, notifico as mulheres o quanto é importante para a nossa
saúde recorrer ao mergulho.
Você já mergulhou com golfinhos ?
Já. Inclusive acompanhei um trabalho denominado de delfinoterapia. É um
tratamento feito entre um terapeuta, ou médico, um golfinho e um instrutor (a)
para melhorar a qualidade das crianças e de adultos que padeçam de alguma
disfunção no sistema nervoso central; ou estão em processo de depressão, ou
recuperação de desintoxicação de drogas. Houve até um caso de autismo que
obteve uma melhora com um nível superior ao que esperávamos. A equipe em
conjunto melhora o estado do paciente proporcionando um melhor autocontrole de
suas ações.
Você escreve para alguma Revista ?
Sim. Escrevo sobre mergulho para Los Angeles.
E como fazemos contato com você, Ocean Angel ?
Pelo site www.oceanangel.rg.com.br
Entrevista realizada por Antônio
Ritter da Dives Brasil
|

|