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Pelican Cases – State of The Art em caixas de mergulho
Você já ouviu falar na Pelican Cases ?
A Pelican surgiu no ano de 1976, quando Dave Parker percebeu que o mercado
precisava de uma caixa resistente a impactos, com o intuito de proteger os
equipamentos de mergulho. Anos depois, a Pelican passou a produzir seus
compartimentos para outros tipos de demandas do mercado, sendo hoje, uma marca
patenteada e um dos maiores fabricantes de compartimentos para não só
equipamentos de mergulho, como também, para instrumentos musicais, equipamentos
eletrônicos e equipamentos militares.
As caixas da Pelican possuem alguns diferenciais, que fazem deste item, um
produto muito superior as bolsas e alas de mergulho.
Resistência
Todos os modelos de caixas são fabricados com um material plástico de alta
resistência a impactos. A estrutura das caixas possui um desenho diferenciado,
fazendo com que ela tenha uma grande resistência a impactos. Há quem diga que
já viu uma caixa dessas cair de uma altura de um edifício de três andares, e
nada ocorreu com o que estava dentro.
Vedação
As caixas possuem um grande o-ring interno, que evita a entrada de água para
o interior da caixa, ou a saída de água proveniente dos equipamentos molhados
para fora dela. Sem dúvida essa é uma vantagem, pois ao retornar do mergulho,
podemos colocar todo o material na caixa e guardá-la no carro, com a certeza de
que não molhará o interior do mesmo.
Válvula de Equalização
No passado, as caixas da Pelican utilizavam um pequeno botão rosqueável,
para que o usuário pudesse rodá-lo e deixar a pressão interna da caixa se
equalizar com a pressão externa. Isso é necessário, pois a caixa é estanque,
e havendo alguma variação de pressão externa a caixa, como a mudança de
altitude, por exemplo, essa diferença poderá dificultar a abertura da mesma.
Atualmente não existe mais esse botão e foi incorporada uma pequena
válvula de pressão, que já realiza a equalização de forma automática e sem
a intervenção do mergulhador.
Inovação em Design
De uns anos pra cá, alguns modelos sofreram inovações, o que melhorou
muito o uso destes compartimentos. Um exemplo, são as alças e rodinhas de
trânsito. No modelo 1650, por exemplo, ao deitar a caixa, as rodas desencostam
do chão, não tendo que sustentar a caixa deitada e consequentemente, sem a
pressão do peso da caixa sob as rodas. No passado, o peso dos equipamentos agia
diretamente sob elas e com o tempo, os amassados se tornavam presentes, tornando
o deslize das rodas muito ruim.
Outro ponto melhorado e ao meu ver excelente, são as alças laterais. O
usuário poderá utilizar até quatro alças em posições estratégicas. Uma
para carregar a caixa sob as rodas e as demais, permitem que o compartimento
seja carregado por uma ou duas pessoas.
Segurança
Todos os modelos da Pelican possuem determinadas áreas para a colocação de
cadeados, evitando assim, que algum estranho venha abrir o compartimento com o
intuito de furto. Além disso, essas caixas possuem travas laterais, que fazem
com que a tampa do compartimento seja fechada sob pressão, contribuindo para o
isolamento do compartimento.
Divisão interna
É possível adquirir uma dessas caixas com uma espuma interna que permite ao
usuário, configurar a disposição interna dos equipamentos. Particularmente
não acho interessante para equipamentos de mergulho. No caso de fotografia e
vídeo sub, vale à pena.
Vantagens e desvantagens
Já há algum tempo, utilizo três caixas pelican e estou plenamente
satisfeito. No caso do modelo 1650, ele permite que eu guarde todo meu
equipamento de mergulho técnico e de forma bem acomodada.
Mas como tudo na vida, há dois inconvenientes na utilização dessas caixas:
Peso e tamanho.
Devido à resistência e material utilizado na fabricação desses
compartimentos, ela se torna um pouco pesada e grande. Para mergulho
recreacional, o mergulhador deve buscar por um modelo menor e mais adequado. No
caso de viagens aéreas, a grande vantagem é que você despacha a sua caixa e
não se preocupa com o descuido dos carregadores aeroportuários e com a
segurança da mesma. Para abrir uma caixa dessas, requer tempo, coisa que
pessoas mal intencionadas não têm durante seu turno no aeroporto. No entanto,
uma desvantagem, são os kilos a mais que ela utiliza da sua cota de bagagem.
É um caso a ser pensado, pois carregamos equipamentos caros, e se for de
mergulho técnico então, muitas vezes chega ao valor de um automóvel. Dependendo
do destino, será que não vale à pena o investimento e um custo adicional para
garantir a segurança dos nossos equipamentos ?
Custo
Vivo debatendo isso com alguns amigos do mergulho que insistem em dizer que
essas caixas são caras. O modelo Pelican 1650 hoje sai em torno dos U$ 170 nos
Estados Unidos. Ao câmbio de hoje, algo em torno dos R$ 300. Você achou caro ?
Faça uma pesquisa e você irá comprovar que as melhores malas rígidas da
Sansonite, por exemplo, custam em média R$ 600 aqui no Brasil, e não fornecem
1/3 da resistência que as caixas da Pelican trazem. Cada caso é um caso e cada
mergulhador, deve saber a sua real necessidade.
Cogitando dar uma olhada nessas caixas, cuidado, pois você poderá adquirir
uma e nunca mais querer saber das bolsas e malas de mergulho.
Para mais informações sobre as caixas Pelican, acesse o site oficial do
fabricante: www.pelican.com
Se você acha essa caixa muito grande e acima das suas necessidades, veja o
artigo sobre como construir a sua própria caixa de
mergulho.
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Sistema de travamento com cadeado

Travas de pressão nas laterais

O-ring para a vedação interna

Válvula de variação de pressão
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