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Redundância de Gás – Spare Air e Pony Bottle
Recentemente a morte de uma mergulhadora durante uma operação corriqueira
nas Ilhas Galápagos, reacendeu uma discussão sobre o sistema de duplas e
redundância de gás.
A morte em questão ocorrera em 2009, mas por um erro de um site ao publicar
a notícia da morte em julho de 2010, fez com que diversos outros sites viessem
a propagar a informação, chamando a atenção de muitos mergulhadores sobre o
fato.
A questão é: qualquer mergulhador precisa ter uma redundância de gás,
independente de ser um mergulho solo ou em dupla.
Não é incomum durante o mergulho, esbarrarmos com praticantes de foto ou
vídeo sub mergulhando sozinhos, realizando suas produções. Um grande amigo
meu e fotógrafo profissional sub, chegou a passar um sufoco em Cayman. Enquanto
realizava algumas fotos em macro com toda a atenção voltada para tal, acabou
se distanciando do grupo e sem dar conta que seu gás estava acabando... aliás,
na verdade, o gás acabou e ele precisou fazer uma subida livre dos 18m à
superfície.
Desde então, ele adquiriu um Spare Air como redundância de gás, para uma
eventual subida emergencial.
O que ele fez é o correto, em tese não, mas cada caso é um caso e cada um
têm lá sua forma de pensar.
O fato é, realmente precisamos de uma redundância em gás, seja essa
redundância um mergulhador dupla, um Spare Air, uma Pony Bottle ou até mesmo
um stage.

Funcionamento
Se você é daqueles que gostam de mergulhar solo e/ou se preocupam em ter
uma fonte alternativa de gás, hoje isso pode ser facilmente resolvido.
Encontramos no mercado alguns equipamentos utilizados como fontes
alternativas, à um custo baixo, ou razoavelmente baixo.
Spare Air
Esse equipamento foi inventado na década de 80, e consiste em um pequeno
cilindro de alumínio com 3000 PSI, permitindo que o mergulhador respire algumas
vezes e chegue à superfície em segurança.
Além do cilindro ser pequeno, ele possui um pequeno regulador de pressão em
seu topo, com um bocal e botão de purga. Sua recarga é feita usando-se um
adaptador que é encaixado entre o Spare Air e o cilindro de mergulho,
permitindo o transpasse do gás de um cilindro convencional para o Spare Air. É
possível utilizar outro adaptador e fazer a recarga diretamente de um sistema
de recarga / compressor.
Atualmente, os pilotos de helicóptero que costumam voar acima da mar, usam
um modelo pequeno de Spare Air de segurança, para o caso de uma queda da
aeronave no mar, e provendo ao piloto, maiores chances de sair da cabine
respirando e em segurança.
Atualmente um Spare Air para mergulho custa em média nos Estados Unidos,
algo em torno dos U$ 200 à 250.
Pony Bottle
Alguns mergulhadores usam pequenos cilindros de mergulho para uma eventual
emergência. Normalmente, são os cilindros modelos S6 (6 pés cúbicos) e S13
(13 pés cúbicos), onde a grande vantagem em relação ao Spare Air, é o
fornecimento maior de gás ao mergulhador, em função da maior capacidade que
os mesmos possuem. Porém, a utilização dos mesmos requer o uso de um
regulador, para fornecer uma baixa pressão.
Com o tempo, grandes fabricantes de equipamentos de mergulho enxergaram essa
necessidade, e desenvolveram um sistema menor, mais adequado ao mergulhador e
menos volumoso. São as pony bottles integradas.
O sistema consiste em um pequeno cilindro de alumínio, onde ao invés de se
ter um registro para abrir e fechar a saída de gás, é colocado um regulador
primário diretamente no cilindro, bastando o mergulhador abrir a saída de gás
diretamente nesse regulador e respirar normalmente.
Spare Air X Pony Bottle
Embora estes sistemas não forneçam gás por muito tempo, é claro que
"um gás à mais nunca é demais".
Quanto aos dois tipos de equipamentos, o Spare Air é mais limitado em
quantidade de gás, porém, o sistema é mais leve e fácil de levá-lo durante
o mergulho. No entanto, o pony bottle é mais volumoso, seu custo é bem mais
elevado, porém, fornece mais gás.
Antes de comprar um desses equipamentos, o mergulhador deve avaliar muito bem
esses detalhes. Além disso, considere que estes sistemas redundantes possuem
limitações.
Estes sistemas nunca devem ser utilizados como extensores do cilindro
principal, e nem tão pouco, se descuidarem de vigiar seus manômetros.
Como um sistema emergencial, um sistema redundante de gás é sempre muito
interessante, mas é um equipamento que se compra pensando sempre em nunca ter
que usá-lo.
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