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Luz na fotografia e o uso do
flash
A luz é fundamental na fotografia submarina,
porém, ela
sofre a ação de dissipação na água. Parte dos raios solares são
refletidos para o ar e o resto passa para a água, comprometendo a intensidade
de luz, brilho e cores. Durante o amanhecer ou entardecer, a luz solar é
refletida para o céu e iluminando menos a água, e também, conforme as
condições do mar.
É possível tirar boas fotos com
luz natural, mais isso dependerá da visibilidade local e da hora em que se deseja
fotografar. Uma característica importante, é quanto à
densidade da água, pois isto poderá alterar a posição do objeto à ser
fotografado em relação a objetiva, podendo também interferir no tamanho e em
uma redução no ângulo das objetivas. Ao utilizar câmeras com regulagem de
distância, não se esqueça que tudo deve ser observado embaixo d'água, e tudo está 1/3 maior
do que o tamanho real.
Reflexão da luz
Um dos grandes problemas que um fotógrafo
poderá ter embaixo d'água, é a reflexão de luz causada por partículas em
suspensão na água. Ao fotografar um objeto, dependendo do posicionamento do
flash em relação ao objeto à ser fotografado, a luz emitida pelo flash vai de
contra a essas partículas, vindo a refletir a luz para a objetiva da câmera,
originando assim, os pontos brancos nas fotos sub. Um macete para diminuir a
possibilidade disto ocorrer, é posicionar o flash o mais lonje possível da
objetiva em um alinhamento inclinado em relação ao objeto à ser
fotografado.
Absorção da cor
A luz embaixo d'água é absorvida e fazendo com que
as cores sejam diluídas no ambiente. Prova disso, são as cores mais fortes ou
quentes como o vermelho por exemplo, que aos 10m de profundidade apenas, acaba
se tornando preto. O grau de luz não absorvida pela água, é o que chamamos de
Temperatura de Cor ou
comprimento de onda.
Fotografando com o Flash
Com o avanço das câmeras,
muitos fotógrafos preferem realizar fotos em modo automático, isto é,
deixar que a câmera fotográfica faça todos os ajustes necessários automaticamente e sem
a interferência do fotógrafo. Porém, há aqueles que ainda preferem
realizar o trabalho fotográfico em modo manual, onde o mergulhador realiza
todo o ajuste.
Em termos de flash, há alguns
pontos importantes para se obter um bom trabalho. Alguns modelos trabalham em
manual, automático e no chamado TTL, sendo este último, dotado de um sensor
no interior da câmera fotográfica, onde são realizadas medições da luz
que será
refletida no filme. Além disso, os flashs podem ser dedicados ou
não-dedicados. Os dedicados, são aqueles que recebem informações a
câmera, e também transmitem dados para ela, havendo um sincronismo entre
ambos.
Quando utilizamos o flash,
trabalhamos em cima do GN ou "Número Guia" (Guide Number). Para se determinar a
sensibilidade a ser utilizada, faça a divisão entre o número F máximo de
seu flash (32) pela distância em metros entre o flash e o objeto a ser
fotografado.
Exemplo: Se o objeto está a 2m
do flash, então o número guia será a divisão do F máximo que é 32 por 2.
O resultado será um F16 de abertura do diafragma. Mas lembre-se que estamos
falando em metros. Para cálculos em pés (ft),você irá dividir por 3.3. O
mais importante, é que o mergulhador tenha em mente, o número guia de seu
flash.
Um flash F8 é um flash F8 para
condições perfeitas. Sempre tenha em mente as seguintes considerações:
- Um objeto pode refletir
mais ou menos, e com isso, você precisará ajustar o F conforme o objeto a
ser fotografado. Fotografar uma barracuda, requer um F16, devido ao brilho
que será emitido em direção ao flash e câmera. Se fotografar um
cirurgião, por ser mais escuro, a câmera irá requerer maior
sensibilidade, logo, você precisará diminuir o número F.
- Quanto a sensibilidade do filme na câmera, um flash F11 com filme ASA 100, passa a ser um F16 com filme ASA
200, saltando assim, um diafragma.
- Distância de um flash F8
para a distância de 1 metro, passa a ser um flash F4 para distância de dois
metros, saltando 2 diafragmas.
- Ângulo utilizado: Um flash
F8 sem difusor, passará a ser um flsh 5.6 com difusor, saltando 1
diafragma.
- Potência utilizada: Um
flash F8 descarregado e estando em meia potência, passará a ser um flash
5.6, saltando assim, 1 diafragma.
Número F, é a razão entre a
distância focal da objetiva e o diâmetro do diafragma, bem como a quantidade
de luz que atinge o filme, é proporcional a área do diafragma, e também,
proporcional ao inverso do quadrado do valor F. Por isso, a escala do valor F
cresce por um fator V¯2 (F11 = F8 x V¯2 ). Assim, F8 representa o dobro a
exposição de F11, ou qualquer pulo de apenas um valor F, representa o dobro
da exposição.
Ao passar de um filme ASA 100
para um filme de ASA 200, dobra-se a exposição, bastando regular a máquina
de F8 para F11 por exemplo.
Quanto as distâncias, devemos
considerar que a luz do flash se propaga num cone de dispersão, e que a
quantida de luz que um objeto recebe é inversamente proporcional à área
desse círculo. Esta é proporcional ao quadrado do raio, que por sua vez,
é diretamente proporcional à distância.
Devemos ter atenção especial
aos flashes com regulagem manual. Ao fotografar um ambiente utilizando dois
flashes, devemos notar a distância dos objetos ao redor. Imagine que você
possua uma flash de cada lado de sua câmera e que cada um está virado para
pontos diferentes do ambiente. Você sempre deverá regular o número F de cada
um deles, de acordo com a iluminação dos pontos a serem iluminados. Isto é,
se um flash ilumina uma parte do ambiente onde há mais luz, eles necessitará
de menos potência que o outro.
Flash Slave (Escravo ou secundário)
Alguns tipo de flashes podem disparar sozinhos
quando utilizados em conjunto com o flash principal. Os flashes Slave podem ou
não estarem conectados à câmera, pois você pode estar fotografando com um
flash slave com célula fotoelétrica
capaz de captar a luz emitida pelo flash principal. Normalmente isto ajuda em
fotos tiradas em grandes ambientes fechados, como no interior de cavernas e
naufrágios, pois um outro mergulhador poderá segurá-lo à distância do
fotógrafo, sem haver a necessidade de uma conexão por cabos, fazendo com que o ambiente tenha
seja mais iluminado para a foto.
Um detalhe importante, é que o fotógrafo deve
estar atento à claridade da água, uma vez que, para um funcionamento perfeito
do flash slave, temos que ter certeza de que a luz emitida pelo flash principal
será captada pelo flash slave, e não se diluindo devido à uma baixa visibilidade.
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Foto com flash
da câmera

Foto com flash externo
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