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Preparando e fazendo manutenção de seu equipamento fotográfico
Neste capítulo os assuntos discutidos serão:
- Como montar e ter cuidados com seu equipamento fotográfico antes e após
os mergulhos, dicas para viagens curtas, longas, etc...
- Funcionamento básico do sistema de vedação e boas dicas de como
mantê-lo em bom estado;
- Verificando os acessórios, baterias e carregadores;
- Como testar e ter certeza que seu equipamento está pronto para
fotografar.
Todos estes tópicos serão abordados de forma mútua. Embora este capítulo
não pareça tão interessante como "Os Segredos da Composição" ou
"Paisagens Submersas" são de extrema importância para não deixar
que seu mergulho seja inundado por frustração além de água dentro de sua
câmera !
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Antes de começar a montar seu equipamento
Esta com certeza não é a melhor forma de lidar com seu equipamento
fotográfico.
Biscoitos e torradas podem espalhar farelos que vão ficar aderidos nas
graxas de silicone nos comandos e vedações da caixa estanque e as bebidas
podem facilmente cair nos circuitos eletrônicos da câmera ou do flash quando
estiverem abertos.
Por isso reserve lanche para os lugares longe de seu equipamento fotográfico
!
Não entenda que você deva ser uma pessoa anti-social, principalmente com os
interessados que o vêem atentamente nesta tarefa, mas recomendo que não se
distraia com conversas também.
Normalmente são pequenas distrações que estragam seu dia (assim como seu
equipamento).
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Arrume bem o lugar e certifique-se que esteja limpo
Seja onde for; em casa, pousada ou no barco procure uma bancada e remova
resíduos de alimentos ou poeira antes de manusear seu equipamento fotográfico.
Com um pano limpo e seco, passe sob a superfície da mesa e reserve a si
mesmo um lugar tranquilo que merecerá toda sua atenção e sem distrações.
Tenha em mente que deverá estar concentrado nesta tarefa !
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Comece pela câmera
Muitos mergulhos de fotografia dão errados porque simplesmente esquecemos de
acionar alguma chave, comando, ajuste de foco ou até mesmo esquecendo de tirar
a tampa da lente... Que muitas vezes não podem ser acessados pela caixa
estanque para corrigir o problema debaixo d'água.
Todo equipamento antes de ser usado deve ser testado minuciosamente. Desde a
colocação do cartão de mídia e verificação de seu sistema e certeza de ter
baterias bem carregadas.
Assim, você estará se prevenindo de futuras frustrações !
Apesar de poucos fazerem isso, devemos ler o manual da câmera e testar seus
recursos "on land" para depois nos sentirmos seguros e fotografar
debaixo d'água.
Leia o manual antes !
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Sony DSC W5 e cartão de mídia 512Mb
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Qualquer equipamento de qualquer modelo de câmera têm ajustes específicos.
Aqui a idéia é orientar quais os passos que devam ser seguidos e evitados para
manter seu equipamento, transportá-lo acrescentar flashes externos.
Muitos ajustes são básicos de qualquer câmera e serão vistos em
"Configurando seu Equipamento Fotográfico" mas cada câmera pode
possuir ajustes interessantes que podem ser também utilizados. Assim, veja no
manual do fabricante as características.
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Coisas importantes para saber
Quando comecei a fotografar há alguns anos não existia equipamento digital.
As câmeras eram em sua maioria anfíbias, usávamos filmes que tinham que ser
revelados e poucas pessoas tinham conhecimento para passar sobre o assunto.
Hoje em dia, as câmeras são digitais, vendidas em lojas de shoppings e
muitas vezes as caixas estanques dos fabricantes também. Você vê o resultado
na hora sem precisar de revelar nada, mas por incrível que pareça, poucas
pessoas nestas lojas têm conhecimento adequado para passar sobre o assunto
quando se trata de fotografia subaquática.
O que está acontecendo agora é uma espécie de fusão. Usamos equipamentos
com tecnologia digital mas adaptados tecnologia de filme como lentes
conversoras, cabos, braços e flashes para estas câmeras. Este sistema híbrido
precisará de manutenção de uso regular (feita por você) e anual (feita por
especialistas). Algumas coisas você poderá fazer e outras estará no seu
limite de compreensão.
Infelizmente, se algo der errado, o problema aparecerá logo durante seu
mergulho, quando terá sua câmera ou seu flash alagado.
Tome cuidado com seu equipamento, trate-o com cuidado e se divertirá
bastante.
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O-rings
Ao se lidar com o equipamento de fotografia
subaquática, o mais importante é ter em mente que o sistema de vedação
esteja em bom estado e adequadamente preparado para o mergulho. Ironicamente, é
o mal uso deste sistema de vedação que prejudicam as caixas estanques assim
como as câmeras. Por isso, devemos ter extremo cuidado ao lidar com os anéis
"O" ou o-rings tendo certeza que estão limpos sem poeiras, fios de
cabelo ou até migalhas biscoitos e colocar com muito cuidado a graxa de
silicone sem exageros.
Existem uma variedade de materiais que são constituídos os o-rings. Os de
borracha por exemplo devem ser lubrificados somente com produto específico
assim como os de silicone. Mas alguns tipos de o-rings são constituídos por
um material auto-lubrificante chamado de viton, que neste caso não devem
receber nenhum tipo de graxa.
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Consulte as recomendações do fabricante de seu equipamento.
Este sistema de vedação não é exclusivo das câmeras e caixas para
fotografia subaquática, pode ser visto nos demais equipamentos de mergulho
como lanternas, computadores de descompressão, coletes, relógios e também no
mundo a fora como em chuveiros elétricos, encanamentos, panelas de pressão e
etc...
Esta água que entra no compartimento é água salgada, que carreia
obviamente sal que cristaliza ao secar oxidando as partes metálicas do sistema
ressecando o o-ring, formando uma espessa camada de salitre, além de entrar
areia que adere no o-ring se houver excesso de graxa de silicone.
Repare que mesmo com o O-ring instalado entra uma quantidade de água no
compartimento.
Assim, nos encaixes dos anéis devemos nos certificar que estejam limpos,
para quando o o-ring deformar com a pressão, venha a vedar a passagem mantendo
assim o compartimento seco.
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Há sempre dois tipos de o-rings instalados nas caixas estanques
O-rings internos que vedam os comandos do equipamento como botões de
ajustes de menu, liga/desliga, etc... E os fixos como as janelas (ou visores).
Este tipo de O-ring requer uma manutenção especial, anualmente em loja
especializada. Para isso é importante a limpeza adequada após os mergulhos
para garantir sobrevida destes.
Os o-rings externos são colocados todas as vezes que vamos mergulhar, deve
se tomar extremo cuidado com eles; não esquecer de lubrificar e colocar todos
adequadamente e exigem manutenção dedicada do fotógrafo, pois normalmente
são os que causam alagamentos.

Dependendo da orientação do fabricante, você terá que fazer uma
lubrificação constante dos o-rings internos.
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O-rings internos fazendo a vedação dos botões e comandos.

O-rings externos são colocados todas as vezes que vamos usar o equipamento.
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Enquanto
os o-rings internos ficam embutidos dentro dos comandos da caixa,
os o-rings externos ficam expostos a poeira e sujeira. Até mesmo a graxa que
colocamos para lubrificá-los fazem com que a poeira ambiente no ar se prendam
a estes fazendo um espessa camada que deve ser limpa.
Em casos extremos devemos lavá-los com sabão detergente líquido neutro e
re-lubrificá-los, com cuidado para secar balançando ao ar. Aqui vemos o-rings
que foram lavados e secos com uma toalha, mostrando como ficam filhas aderidas
que podem ser responsáveis por alagamentos.
Mesmo limpando deve-se tomar cuidado com as fibras do cotonete e secagens
com toalhas.
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A idéia não é tentar assustá-lo, mas mostrar que devemos ser cuidadosos com
o equipamento e ao colocar os o-rings externos, pois o silicone pode sujar
partes de nosso equipamento e danificando os mecanismos eletrônicos.
Limpe bem as canaletas e verifique se fiapos de tolhas, cabelos e poeiras
encontram-se nos assentamentos de encaixe do o-ring.
O que pode-se dizer é que provavelmente seu equipamento funcionará muito
bem e não terá problemas em 99% das vezes que for utilizá-lo. Na realidade,
os problemas que acontecem são mais devidos a falhas nossas como erros de
manutenção ao montar o equipamento e esquecer de colocar o-rings.
Ao menos uma vez ao ano devemos mandar o equipamento para fazer a troca dos
o-rings internos. Pode também ser um teste hidrostático em câmara de
profundidade eu levar ao mar para mergulhar sem a câmera em seu interior.
Por experiência, se houver problemas de vedação nos o-rings externos
estes irão falhar por volta dos 5 metros de profundidade e já haverá
vazamento. Os o-rings internos podem resistir bem até os 10m de profundidade
por algum tempo antes de começarem a vazar.
Um teste hidrostático adequado deverá se fazer em 5 metros, 10 metros, 15
metros chegando até 40 metros por 30 minutos no total.
Excesso de graxa de silicone também causa alagamentos. Use depois que o
o-ring estiver limpo apenas o suficientes para manter a superfície brilhante.
Certifique-se que seu equipamento esteja em bom estado e revisado antes de
prosseguir com os testes.
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Cuidado
com lubrificantes em seu equipamento
Há coisas que devemos manter a todo custo afastado de nossos equipamentos
para fotografia subaquática e entre eles são lubrificantes, óleos e produtos
que contém propeleno, pois amolecem e destroem os o-rings causando sua
deterioração.
Com um cotonete umedecido por WD-40 ou similar pode-se lubrificar pequenos
contatos eletrônicos que não sejam locais de assentamento de o-rings como
pinos internos de entradas de cabo de flash, contatos ou bases de parafusos
oxidáveis, evitando comandos ou canaletas da caixa estanque ou do flash
Se quiser dar vida longa ao seu equipamento, a primeira providência a tomar
é imediatamente após seu mergulho enxaguar seu equipamento em um tanque de
água doce. Mexa alguns comandos de tempos e tempos durante a imersão e deixe
até o próximo mergulho se não for reajustar seu equipamento ou verificar as
imagens obtidas
É interessante pedir a operadora de mergulho este suporte. Caso não te
atendam, bom, sugiro que procure alguém que lhe atenda ou mude para um hobby
mais barato.
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Material imerso em água doce
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Pilhas recarregáveis
Atualmente, o uso de pilhas recarregáveis tornou-se uma necessidade não
só econômica, mas também de eficiência e duração; são mais rápidas para
dar carga aos flashes e duram mais tanto em flashes como em câmeras.
Enquanto pilhas alcalinas comuns esgotam-se rapidamente em câmeras digitais
exigindo o uso de recarregáveis, nos flashes elas desempenham além disso um
outro benefício: Diminuem o tempo de reciclagem (recarga) do flash necessário
para ele ficar pronto para um novo disparo.
Quando você liga o flash, seu circuito "suga" a energia das
pilhas para seus acumuladores. Quando estão completamente recarregados, uma
luz no flash (chamada de Ready) sinaliza que está pronto para o disparo.
Dependendo da potência utilizada, após o disparo, os circuitos do flash irão
sugar mais energia das pilhas e isso demorará um tempo. Quando este tempo de
recarga dos acumuladores acabar o flash estará pronto novamente para outro
disparo com a luz do Ready acesa. Este tempo chama-se de Ciclo de Recarga do
Flash ou Tempo de Reciclagem.
Conforme o flash vai sendo disparado, este vai drenando a carga das pilhas
até se esgotar. E quando as pilhas vão ficando cada vez mais fracas começa a
aumentar este tempo de reciclagem, demorando mais para recarregar o flash.
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Fazendo inspeção da carga
Com o tempo, as baterias recarregáveis com o uso começam a perder sua
capacidade de recarga, assim é necessário testá-las antes de usá-las.
Normalmente as pilhas recarregáveis não atingem uma tensão maior que 1.34
volts em comparação com pilhas alcalinas normais com tensão de 1.46 volts.
Após recarregar as baterias é sensato verificar se estão realmente
carregadas ou se seu uso excessivo já a desgastou.
Embora alguns fabricantes de flashes não recomendem o uso deste tipo de
pilha, estas, são muito usadas devido a questão econômica de não comprar
pilhas com frequência, tornando o tempo de reciclagem do flash mais curto e
durarem muito mais.
Existem dois tipos de pilhas recarregáveis: Níquel-Cádmio (NiCd) e de
Níquel-Metal Hidreto (NiMh). A principal diferença é que as de NiCd
normalmente tem baixa amperagem (menores que 800mA), tem tempo de vida útil
menor e devem ser descarregadas totalmente para poder serem novamente
recarregadas senão perderam a capacidade de recarga (efeito memória). As de
NiMh são exatamente o contrário.
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Como vimos anteriormente, o sistema de fotografia subaquática é híbrido,
usando câmeras digitais mas acessórias muitas vezes analógicos. Assim,
alguns flashes mais antigos de equipamentos analógicos como os Nikon SB105,
Sea&Sea YS60, YS90 e YS120 e Ikelite 50 e 100 podem não suportar pilhas
com amperagens superiores a 1.000mA.
Mesmo flashes mais atualizados (verificar com o fabricante) podem ter
sérios problemas com baterias de amperagens superiores a 2.200mA, pois alguns
re-carregadores mais rápidos podem aumentar a tensão destas acima de 1.34V e
durante a reciclagem muito rápida haverá um aquecimento dos circuitos,
queimando o flash posteriormente
Como na câmera, devemos preparar o flash colocando as baterias e ao
fechá-lo colocar a tampa com o-ring lubrificado devidamente na canaleta
previamente limpa.
Após instalar as pilhas devemos e conectar cabo de sincronismo se houver
devemos verificar se o flash está carregando com a luz do Ready acesa (Foto ao
lado).
Atenção, o que mais é importante saber sobre os flashes:
Diferente das câmeras que existem no mercado os flashes na maioria das
vezes são anfíbios e não encapsulados.Existem vários modelos de flashes,
cada qual com sua potência, ajustes e controles automáticos de exposição.
O flash só dispara após estar carregado.
Ao ligá-lo ele demorará alguns segundos até acender a luz do Ready, pois
estará colocando em seus acumuladores a energia necessária para o disparo.
É extremamente perigoso tentar abrir um flash, pois a carga em seus
acumuladores poderão estar presentes e é suficiente para causar uma parada
cardíaca.
Deixe a manutenção interna para a assistência técnica.
É extremamente perigoso abrir um flash mesmo após meses sem uso !
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Flash Ikelite DS125 foi desenvolvida para uso em câmeras digitais.
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Acessórios: Braços
São acessórios que permitem fixar o flash ao corpo da caixa formando o que
chamamos de sistema fotográfico.
São constituídos na maioria das vezes de aço inoxidável com ligas de
titânio ou de alumínio marinizado. São feitos para suportar infiltração e
corrosão da água marinha.
Ao lado, um sistema fotográfico com com dois flashes.
Tanto para sistemas compactos quanto para os mais sofisticados as armações
de braços para flashes são acessórios interessantes, pois permitem ajustar e
posicionar o flash numa distância e ângulo desejados numa posição de forma
a deixar mais confortável o mergulhador que está fotografando.
Não quero dizer que braços de flashes estritamente são essenciais.

Muitos
fotógrafos profissionais acham até melhor ter um flash a mão em casos
específicos como fotografia de paisagens, porque dão mais liberdade.
Mas para a fotografia macro algum tipo de suporte seria bem vindo
principalmente para poder manter o equilíbrio sem danificar o meio ambiente
com suas nadadeiras.
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Sistema compacto digital com armação de braço da Sea & Sea.
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Sistema TTL
Vamos agora falar um pouco de flash.
Em "Fundamentos Básicos da Fotografia Subaquática", fala-se
sobre a importância dos flashes externos. Aqui vamos comentar um pouco de seu
funcionamento:
Foi explicado como as baterias carregam os acumuladores do flash deixando
prontos para o disparo.
Normalmente os flashes possuem seletores de potência e botões de liga /
desliga. Os seletores de potência geralmente têm posições ½
(meia-potência), full (potência total) e TTL. Quando se utiliza a potência
total (full) o flash descarrega totalmente seus acumuladores liberando a
máxima luz que pode emitir. A meia-potência liberaria a metade da luz que o
flash pode expor, mas o que seria o TTL ?
Entre a grande parte dos fotógrafos, TTL é assíncrono de Trough The Lens
(através das lentes). Um mecanismo muito interessante em que o flash estaria
de acordo com os ajustes da câmera e irá liberar apenas a quantidade
necessária para a correta exposição do objeto, sem exageros (excesso) ou
falta de luz. Esta eletrônica funciona da seguinte forma:
Um sensor que capta a quantidade de luz passando no interior da lente induz
a descarga de luz até um determinado ponto em que envia um sinal ao flash
dizendo "chega de luz", a luz então para de ser emitida pois chegou
na quantidade certa. Este sistema que começou com câmeras analógicas
funcionava com transistores, por isso também conhecido como
Transistor-Transistor Logic .
Seja qual for a origem da palavra, o sistema TTL funciona mas com algumas
limitações para fotografia subaquática, mas funciona.
Entretanto, muitos fotógrafos migraram para o sistema digital trazendo
flashes do sistema analógico, que evidentemente não funcionam no sistema
digital (sistema híbrido lembra ?). Existem atualmente os flashes digitais com
sistemas deste tipo, mas flashes (mesmo os analógicos) são caros e você
verá que pode trabalhar apenas com meia-potência e potência total com alguns
truques que veremos em outras lições.
No momento, o que é importante saber, é como fazer com que a câmera
acione o flash externo.
Estes flashes possuem seletores com além de função de potência e modo
slave o modo TTL, que funcionará dependendo da câmera ou sensor utilizado.
Se a câmera não tiver a capacidade de passar informações TTL ou não
houver um sensor / conversor TTL então provavelmente disparará em full se
estiver nesta seleção.
Mecanismos
de disparos de flash externo
Basicamente, há quatro formas de uma câmera fazer o disparo de um flash:
- Usar cabo de sincronismo que conecte o flash diretamente em seus circuitos
aos circuitos da câmera;
- Usar o sensor "slave" do flash que capta a luz do flash embutido
da câmera, e ao disparar e a luz ao chegar no outro flash, este é
acionado;
- Por meio de um cabo de fibra ótica, que capta a luz do flash embutido da
câmera e transmite ao sensor slave do flash externo acionando-o;
- Ter um sensor / conversor análogo-digital que transforma a luz do flash
embutido da câmera em emissão eletrônica pelo cabo de sincronismo do
flash.
Destas opções a primeira só para equipamentos sofisticados pois precisa
de um conector embutido na caixa estanque que conecte-se diretamente a câmera
por meio de entrada PC ou HotShue que não vem ao caso entrar em detalhes, mas
não é comum em câmeras digitais compactas.
O sistema mais usado em câmeras compactas é por meio de sensor slave (com
ou sem cabo de fibra ótica):
Há acoplado ao flash externo, um sensor que é sensível a luz de alta
intensidade. Assim, ao pressionar o botão de disparo da câmera, irá
disparar seu flash interno, a luz deste é refletida em direção ao flash
externo. O sensor slave do flash externo por sua vez ao ser acionado dispara o
flash o externo que irá iluminar o objeto na frente da câmera.
Para este sistema funcionar é necessário deixar ligado o flash interno da
câmera e o flash externo quando ligado deverá estar com sua função slave
ativada.
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Flashe Ikelite na posição TTL
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Sensor slave sem cabo e cabos de fibra ótica
Neste sistema ao lado, o flash possui um cabo em que na extremidade (seta)
há um foto sensor slave que capta a luz do flash embutido da câmera (cord
less).
A
câmera dispara o flash e a luz atravessa a caixa de acrílico, passa por
alguns centímetros de água e é captada pelo fotosensor; que por sua vez
aciona o flash externo e o dispara.
É importante observar que estes sensores não funcionariam com caixas de
alumínio por não serem transparentes.
O sistema de cabo de fibra ótica seria para flashes em que o sensor slave
fica na frente do flash, como são nos flashes da Sea & Sea. Normalmente
este tipo de sensor como não está direcionado para a câmera tende a falhar,
neste caso usa-se um cabo de fibra ótica que se conecta na frente do flash com
a outra extremidade adaptada na parte da frente da caixa estanque transparente
(tapando inclusive sua iluminação para o meio a fim de evitar backscatter).
É importante saber que estes dois sistemas necessitam que o flash tenham o
sensor slave e uma opção slave on em seus comandos.
Uma vez o flash na opção slave, ele irá disparar assim que seus sensores
captarem alguma luz. Se estiver em meia-potência disparará meia-potência e
se estiver em modo full disparará em potência total.
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Cabo de fibra ótica Sea & Sea
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Ao usar um cabo de sincronismo, uma das
extremidades deverá estar conectada ao flash.
Repare que há um o-ring (em azul) que deverá
estar também limpo e lubrificado para o encaixe.
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A outra extremidade é conectada diretamente na caixa estanque nos casos de
câmeras DSLR.
Mas nas câmeras compactas serão conectadas a um sensor slave como o
fornecido pela Ikelite ou à um sensor análogo-digital.
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Foto sensor análogo-digital
Talvez o sistema mais engenhoso seja este, para os flashes com ou
principalmente para os que não possuem sensor slave.
Um
circuito foto sensor análogo-digital é conectado na extremidade do cabo de
sincronismo do flash. Este sensor é capaz de captar a luz do flash embutido da
câmera e convertê-lo em voltagem que é passado aos circuitos eletrônicos do
flash disparando-o e inclusive acionando o sistema TTL do flash mesmo que este
seja para câmeras analógicas.
Note que existe também um o-ring na extremidade do cabo (seta) que também
deve ser cuidadosamente lubrificado. Ao lado, a foto do sensor e cabo sendo colocados, abaixo, e a esquerda, o
equipamento montado com flash e cabo de sincronismo ligado em sua extremidade
adaptado na parte superior da caixa estanque.
Repare que na parte da frente da câmera há uma máscara preta para que a
luz do flash da câmera não vá para frente.
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Dicas para manutenção dos o-rings
- Conte o número de o-rings externos existentes em seu sistema (caixa
estanque, cabos de flash, sensores), faça uma lista destes itens e anote-os
num papel;
- Faça inspeção visual de cada o-ring. Com os dedos tire o excesso de
graxa, poeira e fios de cabelo. Se estiverem muito sujos, lave-os com sabão
líquido neutro em água corrente e re-lubrifique-os;
- Comece instalando os o-rings da caixa da câmera e depois do flash para
por último os o-rings de conexão de cabo.
- Após cada mergulho lave o equipamento emergindo num tonel de água
fazendo pressão no enxágue, jogando com as mãos o equipamento para baixo
e para cima mergulhando-o no tonel seguidas vezes. Se não houver tonel com
uma mangueira em pressão aperte o feixe junto aos comandos limpando-os.
- Deixe de molho mexendo suavemente os comandos e apertando os botões.
- Seque a caixa e flash, desmonte. Guarde os o-rings em um plástico.
- Finalmente ao menos uma vez ao ano envie para manutenção.
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Principalmente após o mergulho, ao desmontar seu equipamento, deve-se ter
atenção na extremidade do cabo. Remova o o-ring e limpe bem a trilha da rosca
com uma escova de fibras de cobre ou aço. Assim removerá o salitre presente.
Recomendo que não deixe o cabo do flash conectado, mesmo após lavado o
equipamento em imersão, porque apó um tempo, o salitre retido endurecerá e
fará uma soldadura na tarracha. Acredite, basta deixar pouco mais de 24h que
logo precisará de um torneiro para remover o cabo de seu equipamento.
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Se conseguiu entender tudo mostrado aqui, então, não tomará medidas
extremas com seu equipamento.
É importante ter em mente que este tipo de ferramenta não é a melhor para
lidar com seu equipamento fotográfico.
Seja então cuidadoso e delicado !
Use e carregue consigo sempre materiais apropriados para manutenção de seu
equipamento.
Testes então seu flash verificando se o sistema
está funcionando perfeitamente; ao pressionar o botão de disparo da câmera o
flash externo deve ser acionado pelo sensor.
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Previna-se de frustrações: Teste SEMPRE seu equipamento
antes de mergulhar
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Viagens com equipamento de fotografia subaquática
Se você for uma pessoa como eu, gostará de viajar para fazer fotografia
subaquática. Conhecer novos lugares ou pontos de mergulho e até tentar fazer
aquela foto melhor.
Posso dizer que existem dois tipos de viagens para fotografia: Aquela em que
você pode ir e até voltar no mesmo dia e a viagem longa, que terá que ficar
dias em hotel, pousada, ou no barco em live aboard.
Para quem tem lugares para mergulhar como eu que pode-se ir no mesmo dia e
voltar viajando de carro ou barco por algumas horas meu procedimento é montar
todo o equipamento de véspera. Transportar montado com algumas capas de
neoprene (ou uma toalha) envolvendo as partes mais sensíveis do equipamento
como a janela plana e domo; colocando-o dentro de um container.
Se
sua viagem for mais longa como ter que pegar avião, ficar dias fora e até
mesmo embarcado terá que levar em grande parte o equipamento desmontado mesmo.
Principalmente viagens de avião, deverá guardar seu equipamento sem
o-rings externos, mesmo se dentro da aeronave contigo. Com certeza, no
compartimento de bagagem a pressão negativa será muito maior e pode danificar
até circuitos de equipamentos como o flash em caso de implosão da tampa. Por
isso, NUNCA leve equipamento montado para um avião.
Infelizmente, não somente aqui no Brasil, mas lá fora, viajar com as
caixas de transporte tipo Pelicam não são mais uma boa idéia. A maioria de
pessoas mau intencionadas estão de olho neste material desde o aeroporto, onde
os adesivos não deixam dúvidas em se tratar de equipamento ou acessório de
mergulho. Já vi dezenas de casos de pessoas que tiveram seus equipamentos
extraviados, violados e perdidos. Você acaba sendo obrigado a selecionar o que
é de maior valor para carregá-lo em mãos.
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Existem coisas que não poderemos deixar de levar como graxa de silicone e
o-rings sobressalentes.
Dependendo do lugar, se não houver fonte de energia disponível 110V~220V
como em alguns live aboards, levar pilhas alcalinas, mesmo não sendo
recarregáveis, pode ser uma boa idéia.
Goste ou não, você como fotógrafo deverá inspecionar seu próprio
equipamento e cuidar bem dele !
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