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Iluminação
Subaquática - Luz artificial
Até agora estivemos imersos no paradigma
de captar imagens embaixo da água utilizando somente a luz solar, que
como vimos anteriormente oferece múltiplas possibilidades criativas
ao usarmos os reflexos do sol, o jogo das sombras, contraluz e os
efeitos da refração e difusão. Por outro lado, sabemos que desde os
primeiros metros as cores quentes são absorvidas em forma de calor e
assim, aos cinco metros de profundidade o vermelho não é mais
vermelho, nos vinte fica esverdeado e aos quarenta metros tudo fica
azul. O uso de filtros especiais ajuda entre os seis e os vinte
metros, fora dessa faixa ele não funciona satisfatoriamente.
Para restabelecer as
cores faz-se necessário o uso de iluminação artificial. Chega
então o momento de escolher um conjunto de iluminação submarina e
alguns detalhes devem ser levados em conta como ângulo de cobertura,
capacidade das baterias que devem ser suficientes para a jornada de
mergulho, carregadores de baterias em multi-voltagem (110 e 220 V),
que nos permitirá utiliza-los em qualquer lugar para o qual viajemos.
Existem equipamentos
com baterias integradas ou com baterias unidas ao refletor por um
cabo, ambas tem vantagens e desvantagens. Muitos equipamentos não
permitem que sejam acesos fora da água sem se danificarem. O kit de
iluminação exige manutenção constante, além disso, lâmpadas e
baterias têm um ciclo de vida e em algum momento serão trocadas
,portanto, assistência técnica e garantias do equipamento são itens
importantes na hora da escolha.
Entendendo a luz
embaixo da água
Recordemos que luz é
energia que se propaga em ondas magnéticas e que viaja a trezentos
mil quilômetros por segundo no vácuo. Essa velocidade diminui quando
atravessa algum elemento, como por exemplo, a água. O olho humano
percebe as cores que estão entre 700 nm e 400 nm (um nm é a
milionésima parte de um milímetro). Comprimentos de onda maiores que
700nm (que corresponde ao vermelho) ou menores de 400 nm (que
corresponde ao violeta), necessitam o uso de equipamentos para serem
percebidos. Como exemplos, o infravermelho e o ultravioleta.
Podemos dizer que a luz
solar apresenta uma temperatura em torno dos 5900 K. É a luz branca
da qual partimos como base para a captação das outras cores. Num
equipamento de iluminação sub convencional (tungstênio), essa
temperatura gira em torno dos 3000 K. Quando utilizamos esse tipo de
iluminação em conjunto com a luz natural, essa diferença de
temperatura gera um problema de difícil solução, pois, se usamos o
filtro da câmera para gravações em interiores, os tons de azul
predominarão distorcendo as cores reais. Por outro lado se optarmos
pelo filtro para gravações externas os tons quentes se
intensificarão de tal forma a estragar a imagem. Nesse caso a
solução passaria pelo uso de filtros de gelatina na frente dos
refletores. Em mergulhos noturnos ou quando estivermos gravando em
ambientes sem luz com esse tipo de iluminação, o filtro interno da
câmera deverá estar na posição interior.
Os equipamentos mais
modernos e mais caros, produzem luz com temperaturas próximas a da
luz solar permitindo-nos usar a câmera na posição de gravação
externa sem problemas maiores. De qualquer forma, devemos avaliar a
potência do equipamento, caso contrário, corremos o risco de ao
iluminarmos a cena com luz insuficiente, termos como resultado imagens
planas e sem profundidade. Está claro que é uma questão de quanto
estamos dispostos a investir na aquisição de nosso equipamento. De
qualquer forma podemos dizer que 100 W distribuídos em dois focos de
luz são suficientes para começar.
Guia de referência
para iluminação subaquática
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Para gravar
cenas até um
metro de distância 100W
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0,70m
a 1,70m |
200W |
| 1,30m
a 2,30m |
350W |
| 1,70m
a 3,90m |
1000W |
Dicas
Leia atentamente o
manual que é fornecido pelo fabricante do equipamento, pois se faz
necessário um manuseio apropriado e específico para cada modelo e
muita atenção aos procedimentos de operação, estanqueidade, e
recarga das baterias.
Informe-se sobre
consultoria e assistência técnica. Muito há o que se falar quando o
assunto refere-se a lâmpadas, circuitos, e baterias e a toda hora
surgem novidades. Além disso, a manutenção desse tipo de
equipamento deve ser feita por profissionais.
Não use os filtros
para gravações sub concomitantemente com luzes artificiais.
Duas cabeças de luz
dão melhores resultados que apenas uma, mesmo que tenham a mesma
potência final. Existem varias formas de fixação dessas fontes de
luz. A configuração mais comum é com dois braços articulados tendo
a bateria presa a caixa estanque ou no corpo do mergulhador.
Faça com que a
iluminação incida num ângulo de aproximadamente quarenta e cinco
graus e de cima para baixo em relação ao eixo da lente, isso
evitará que as muitas partículas que sempre existem em suspensão na
água reflitam pontos luminosos na sua cena.
Tenha sempre lâmpadas
de reserva.
Ainda nesta fase, deixe
o white balance em automático, pois variando distância, profundidade
e com a câmera em movimento torna-se difícil uma regulagem manual
que atenda a esse contexto. Lembre-se, ao variar profundidade e/ou
distância da lente ao objeto focado, estaremos mudando também a
temperatura das cores das imagens captadas. Concentre-se em fazer um
mergulho seguro e equilibrado enquanto trabalha com a câmera.
Construa as tomadas e planos conforme o planejado. Deixe sua
criatividade fluir e faça experiências. Boas imagens e até a
próxima.
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