Artigos: Lanterna Backup
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Lanterna Backup

Não é incomum escutar algum mergulhador comentar sobre lanterna backup. Para quem não sabe, uma lanterna backup nada mais é do que uma lanterna para ser utilizada em uma situação emergencial. Seja na falha da lanterna principal, no caso de mergulhos realizados em ambientes com teto, seja no mergulho noturno por exemplo.

Hoje encontramos diversos modelos de lanternas à venda nas principais lojas de equipamentos, deixando muitas vezes, o mergulhador em dúvida no modelo ideal para ser adquirido.

Com o avanço na tecnologia, hoje encontramos uma grande quantidade de lanternas fabricadas tendo o LED como emissor de luz, ao invés das tão tradicionais lâmpadas de kipton e halógenas, já ultrapassadas.

Digo isso, porque o LED possui uma vida útil em torno de 10.000 horas, dificilmente queima, é resistente à pancadas e choques, e principalmente, possui um consumo infinitamente menor que as lâmpadas tradicionais.

Pontos importantes

Antes de adquirir uma lanterna backup, dê preferência para lanternas com LED, e esteja atento aos pontos abaixo:

Vedação

Veja como é a vedação da parte frontal (cabeça) em relação ao corpo da lanterna. Verifique se o o-ring é de boa qualidade e de fácil substituição.

Tipo de bateria utilizada

Repare no tipo de bateria utilizada. Fuja das lanternas com baterias diferentes dos modelos normalmente encontrados. Já encontrei lanternas com baterias de câmeras fotográficas, também conhecidas como linha CR. Além de caras (em média R$ 10 cada), não são encontradas facilmente em qualquer esquina.

Possibilidade de amarração com cabo de nylon

Parece bobagem, mas é um dos pontos cruciais na sua segurança. Do que vale comprar uma excelente lanterna, se esta não possui uma furação para trocar a sua alça ?

Vira e mexe vemos mergulhaores perderem seus "apetrechos clipados" em seus coletes equilibradores (BC’s), devido a falta de atenção na hora de atachar o equipamento no colete. Na maioria das lanternas, as alças não possuem boa qualidade, sendo o recomendável, a troca por um cabo de nylon com um mosquetão de inox. O uso do cabo de nylon e moesquetão, diminui a possibilidade de perda do equipamento, deixando o mergulho mais seguro.

 

Chave liga-desliga

Normalmente encontramos três tipos de chaves de liga e desliga nas lanternas.

1) Rosqueando e desrosqueando a cabeça da lanterna

2) Chave por contato. Aquela em que empurramos uma peça plástica para frente e para trás

3) Chaves Read Switch. É uma pequena peça fabricada em vidro aquecido, com dois tensores metálicos. Ao empurrar uma peça plástica para frente, o imã presente nesta, faz com que esses dois tensores metálicos se encostem, liberando a energia até a lâmpada.

Dos mais seguros, eu diria que em primeiro lugar viria a chave por rosqueamento e em segundo, a a de Read Switch. Chaves por contato direto tendem a dar problemas em um curto espaço de tempo

 

Quantidade de LED’s X Potência

A potência de luminosidade de uma lanterna dessas varia de acordo com o número de LED’s presentes na cabeça da lanterna ou na potência de emissão de luz do LED utilizado.

No passado, a solução encontrada pelos fabricantes para a baixa potência dos LED’s, era utilizar 12, 15, 21 ou mais LED’s. Hoje encontramos alguns modelos de lanternas com 1 ou 3 LED’s apenas, porém, a potência deles é bem superior aos modelos anteriores. Dê preferência para os modelos com menos LED’s e de boa potência.

Simplicidade

Esse é o ponto. Uma lanterna backup deve ser simples de operar e guardar. Lembre-se que você adquire este equipamento para uma eventual emergência e que se deseja nunca precisar utilizá-la.

Independente de usá-la ou não durante os mergulhos, esteja sempre atendo a manutenção desta e esteja treinado na utilização da mesma.


Lanterna LED

 

 


Lanterna Led com liga e desliga por rosqueamento e o-ring para vedação da cabeça

 

 


Cabeça, refletor e corpo.

  

 


Refletor com 7 led's


Clécio Mayrink, nascido no Rio de Janeiro, é consultor em TI. Foi consultor técnico sobre mergulho no desenvolvimento do 1º Atlas dos Esportes no Brasil, um projeto do Ministério dos Esportes, participou do mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, e idealizador do site Brasil Mergulho em 1998, sendo atualmente coordenador. Ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS, atuou como Dive Master pela PADI (#53.668) em 1990/91, e realizou diversos cursos e especialidades. Atualmente é Mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave e Advanced Cave Side Mount e No Mount pela IANTD, com especialidades em O2 Administrator, First Aid e CPR também pela IANTD.

Participou de reportagens para revistas e TV's, onde teve a oportunidade de mergulhar em diversos locais do Brasil e no exterior. Além do mergulho, realiza estudos sobre rádio-frequência e sensoriamento remoto.

Site: www.clecio.com.br