Artigos: Um Rebreather no CT Paraíba
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Um Rebreather no CT Paraíba

De uma forma geral os mergulhos no CT Paraíba, são executados por mergulhadores técnicos com emprego de cilindros duplos e cilindros de descompressão. São os clássicos e para alguns "jurácicos " circuitos abertos.

Vale lembrar que nos mergulhos iniciais da turma, ainda com as saídas no barco da Sottomare, tive uma ocasião de iniciar um mergulho em companhia do Marcus Werneck que usava o seu rebreather. Esse mergulho, abortado por mim em razão de pane no equipamento do meu dupla, teria sido o primeiro em que tal equipamento teria sido usado naquele naufrágio.

Mais recentemente, nosso amigo da Bahia, Bruno Fagundes, após 35 horas de mergulhos com seu Megalodon CCR, tirou férias e integrou-se, mais uma vez, ao grupo que visita semanalmente o CT.

No mês de maio, companheiros de mergulho manifestaram-se interessados em participar da saída habitual que o Comandante Basílio proporciona na sua lancha Darth Vader. O número de pretendentes tornava inviável a saída, face à capacidade de embarque da lancha ser limitada a cinco mergulhadores técnicos.

Basílio entrou em contato com Maurício Costa, proprietário da Mar do Rio e que possui a embarcação Me Audrey, dimensionada exatamente para atender esse tipo de demanda.

Estava resolvida a questão.

Devidamente avisado, Bruno, e seu equipo, agregou-se aos menos afortunados possuidores das nossas pobres duplinhas.

A saída, devidamente documentada adiante, reuniu um grupo expressivo de mergulhadores e contou com o apoio do já citado Maurício e de Antônio Libertino, o conhecido "Pardal".

A visibilidade no fundo nada tinha a ver com o que encontrávamos no início do mergulho (água roxa), e não ultrapassava os dois metros.

Isso não motivou nenhum dos participantes a abreviar o seu tempo de fundo. É claro que o Bruno mostrou-se solidário e, embora pudesse ficar por lá bem mais tempo, decidiu acompanhar o Eduardo, Doc (como sempre, o último a subir).

Para os aficionados pelas incursões ao CT, nenhuma condição negativa prejudica o prazer de mergulhar nesse naufrágio.

Afinal como já se tornou repetitiva a frase de minha autoria (não cobro direitos autorais): O mergulho no Paraíba é sempre surpreendente.

Fotos: Luíz Basílio





Roberto da Luz (Bob Light), é consultor em segurança e instrutor MSDT PADI.

Possui diversas especialidades como: Tec Deep Diver e Dive Master - Tec Rec / DSAT, Deep Diver - IANTD, Intro Cave Diver, Trimix Diver pela DSAT e TDI, Cave Diver pela NACD, Medic First Aid Instructor e Oxygen Provider - DAN.

Realizou diversos mergulhos no exterior, dentre eles, destacam-se: Thistlegorm e o Dunraven (Mar Vermelho); Theos Wreck e Papa Doc (Freeport-Bahamas); Hilma Hoocker (Bonaire); Blue Diamond (San Andrés); Fragata Russa (Varadero - Cuba), El Barco Hundido, Rio Jiboga e Cruzeiro Cuba (Ilha da Juventude). No início de 2003, esteve na Nova Zelândia, onde mergulhou nos naufrágios do Waikato em Tutukaka, e no famoso navio russo Mickael Lemontov, em Blenheim.

Freqüentemente viaja à Akumal no México para mergulhar nos Cenotes da Riviera Maya e integra o DSX team da Revista Deco Stop.