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Gaitor Strap – Como evitar de "pescar" cabos

Com o aumento do número de mergulhadores técnicos no Brasil, vêm crescendo também, o número de usuários de roupa seca.

Até pouco tempo, dificilmente víamos algum mergulhador utilizando roupa seca, seja pelo desconhecimento do equipamento, seja pelo custo ou pela disponibilidade no Brasil.

Hoje é possível encontrar uma roupa seca à venda em diversas lojas de mergulho no país, e até mesmo, em classificados de equipamentos usados.

Como todo equipamento de mergulho, a roupa seca possui alguns agregados, como os Gaitors Straps.

Para quem não sabe, os gaitors straps são duas peças fabricadas em cordura e nylon, cujo objetivo, é dificultar a passagem do ar presente no interior da roupa seca, em direção aos pés. Além disso, ele protege a própria roupa em si, contra possíveis furos, caso o mergulhador venha a se ajoelhar ou se apoiar em alguma superfície que ofereça risco a roupa.

Este equipamento é colocado abaixo dos joelhos e fixado através de três quick releases, tendo como base, um velcro para aumentar a fixação junto à perna do mergulhador, e evitar que fique alguma aba do mesmo solta em pleno mergulho.

Os gaitors straps permitem um fácil ajuste na perna, devido ao elástico presente no quick release.

Mas porque "pescar" cabos ?

No mergulho em caverna ou em ambientes restritos, é comum a utilização de cabos de carretilhas com o intuito de guiar os mergulhadores. No entanto, o mergulhador deve tomar cuidado na configuração do seu equipamento, afim de evitar um possível emaranhamento com algum cabo que esteja abaixo d’água.

No caso dos gaitors straps, é comum vermos parte dos elásticos de ajuste, expostos ao meio em si. Isso aumenta as chances de um cabo que esteja embaixo d’água, vir a se prender nesses elásticos, podendo causar um transtorno ao mergulhador.

Uma solução e dica para isso, é inverter o posicionamento dos elásticos para dentro do gaitor, juntamente com os passadores de plásticos. Isso evitará que as pontas dos elásticos fiquem expostas e prontas para "pescar" o primeiro cabo mais próximo para emaranhar o mergulhador, e como todos nós sabemos, a Lei de Murphy existe.

O procedimento é simples e sem dúvida, pode evitar um contratempo durante o mergulho.

A dica me foi passada por José Lourenço Barroco Neto, também conhecido como "Tuta", que sem dúvida, é um dos mais experientes mergulhadores de caverna no Brasil.

Fotos: Clécio Mayrink




 


Clécio Mayrink, nascido no Rio de Janeiro, é consultor em TI. Foi consultor técnico sobre mergulho no desenvolvimento do 1º Atlas dos Esportes no Brasil, um projeto do Ministério dos Esportes, participou do mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS, e idealizador do site Brasil Mergulho em 1998, sendo atualmente coordenador. Ingressou no mergulho em 1987 pela CMAS, atuou como Dive Master pela PADI (#53.668) em 1990/91, e realizou diversos cursos e especialidades. Atualmente é Mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave e Advanced Cave Side Mount e No Mount pela IANTD, com especialidades em O2 Administrator, First Aid e CPR também pela IANTD.

Participou de reportagens para revistas e TV's, onde teve a oportunidade de mergulhar em diversos locais do Brasil e no exterior. Além do mergulho, realiza estudos sobre rádio-frequência e sensoriamento remoto.

Site: www.clecio.com.br