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SS-1000
REBREATHER CRIOGÊNICO
STERLING ELETRONICS Inc., OCEAN TECHNOLOGY DIVISION
Em Julho de 1965, Halbert
Fischel, um consultor físico do governo americano e de diversas empresas
aeroespaciais, começa a perceber alguns problemas, envolvendo a tecnologia
existente no circuito - fechado.
Surpreso, diante da
primitividade do equipamento, Fischel identificou e começou a trabalhar com
os problemas do controle da mescla gasosa e remoção do CO2. A resposta
residia na ciência, relativamente nova, dos Criogênicos; a produção e
manuseamento de gases super frios. Quando os gases se tornam super frios, eles
se tornam líquidos.
A experiência de Fischel com
criogênicos aeroespaciais, combinado com a sua física, e experiência no
mergulho, o levou a considerar as técnicas de controle da mescla de gases. O
oxigênio guardado na forma líquida, apesar de ocupar a fração do espaço
requerido, para armazenar o mesmo volume com gás, tem propriedades mais
úteis para controlar as mesclas gasosas.
Um ano e três meses mais
tarde, o primeiro scuba de mescla gasosa de circuito fechado criogênico, foi
criado no laboratório em Inglewood, Califórnia. A unidade foi desenhada e
construida, sob a direção de Fischel, por uma equipe técnicos, chefiados
por Tony DiChirio, um engenheiro de laboratório de testes aeroespaciais, e
ainda pelos mergulhadores, Larry Cusman e Dave Joss. Em Outubro de 1967, a
primeira unidade protótipo, Model S-600G, foi, com sucesso, testada no oceano
de 47kgs. e tinha uma esperada duração de 8 horas a 184 metros.
Neste momento, Fischel formou a
Sub-Marine System Inc. (SSI) e começou a criar outros sistemas de suporte de
vida, baseados no criogênico. Em Abril de 1968, a empresa associou-se à
Sterling Eletronics, Inc., empresa de distribuição, que se tornou sua
divisão de produtos oceânicos. O SS-1000 é o último da série Scuba SSI.
Quando completo, permitirá ao mergulhador trabalhar a 307 metros, por cinco
horas, sem ter que estar ligado ao cordões umbilicais.
Capacetes convencionais, de
fibra ou metal, podem ser usadas sem o perigo de crescimento do CO2, como
resultado da capacidade de fluxo livre do sistema e a concentração do
oxigênio, muda automaticamente, promovendo uma mescla respirável, ótima, ao
nível de profundidade do mergulhador. O CO2 é completamente retirado
criogênicamente. Um modelo do SS-1000, pode ser equipado com um
"Loop" fechado com um sistema de aquecimento da água, o que permite
ao mergulhador, trabalhar com conforto, apesar da temperatura da água. Para
entender com SSI Criogênico funciona, devemos primeiramente entender como
certos gases reagem à temperaturas super baixas.
O sistema é desenhado para se
trabalhar com oxigênio e hélio, que são usados como mescla respiratória e
o CO2 gerado pelo mergulhador. Êstes 3 gases possuem diferentes
características, quando reduzidos a temperaturas criogênicas (muito frias).
À pressão, ao nível do mar, por exemplo, o CO2 se transforma em sólido
(gelo-sêco ou neve) a menos 43,3 ºC . O oxigênio se torna líquido a uma
temperatura de menos 147.7 ºC. E o hélio não se liquefaz, até cerca do
zero absoluto (menos 232.2 ºC). O SSI scuba, pode ser considerado eficiente
refrigerador portátil.
A "refrigeração" ou
temperatura baixa da unidade é conseguida, enchendo-se um dos cilindros com
nitrogênio líquido (LN2), um fluido criogênico barato e fácil
disponibilidade. A temperatura do LN2 é aproximadamente menos 160 ºC, à
pressão ao nível do mar. Quando o mergulhador exala a mescla gasosa,
O2/He/CO2, para dentro do refrigerador scuba, o gás CO2 transforma-se em
"neve", quando a sua temperatura chegar aos 43.3 graus negativos,
separando-se do gás OH2/He e as suas gotas caindo no reservatório de CO2. O
gás oxigênio, torna-se líquido, quando a sua temperatura chegar a menos
147.7 ºC, separando-se do gás hélio e condensando-se de volta a oxigênio
líquido, no tanque de fornecimento. O hélio não é atingido.
A quantidade de oxigênio,
adicionado ou retirado da corrente de gás, pode se controlada, ao ajustar-se
a relação pressão/temperatura naquela parte do scuba. Por exemplo, se a
corrente de gás é fraca em oxigênio ao entrar no tanque de fornecimento do
oxigênio, uma quantidade necessária é adicionada à corrente de gás por
evaporação do fornecimento de oxigênio líquido. O processo de controle do
oxigênio é automaticamente regulado, não por mecanismos internos, mas sim
por uma válvula controla a pressão do banho refrigerante de LN2, ao
controlar a quantidade de saída do gás em ebulição, que sai.
A pressão do banho
refrigerante de LN2, por sua vez, determina a pressão parcial do oxigênio no
fluxo móvel no scuba. O processo é, uma relação pressão/temperatura,
controlada pela válvula externa de gás refrigerante LN2. Uma vez que o CO2
congele e a concentração de oxigênio tenha sido restabelecida, por
saturação com evaporação, ou condensando o vapor de oxigênio, a corrente
de gás é aquecida, na troca de calor, no fluxo contrário e voltando ao
mergulhador, como gás puro e ajustado para se inalar. Porque a remoção do
CO2 e o controle da concentração do oxigênio são completos, pelo processo
de equilíbrio passivo da temperatura, a confiabilidade do sistema é
diretamente relacionada com a estabilidade termal.
Até mesmo, se o mecanismo de
controle de oxigênio (válvula de pressão refrigerante) se tornar totalmente
inoperante, a PPO2 não irá atingir níveis tóxicos, até pelo menos 1 hora.
É esta propriedade, que faz com que a regeneração de gás criogênico, seja
um sistema para scuba de circuito fechado de gases mistos sem - falhas !! A
unidade é desenhada com 2 tanques e se parece com o equipamento usual de
mergulho.
Cada tanque é um cilindro de
aço, isolado à vácuo. Um cilindro contém a troca a troca de calor no fluxo
contrário e o reservatório de CO2 (aproximadamente a quantidade que se
acumula em 6 horas de trabalho intenso abaixo d`água). O outro tanque,
contém 4 de litros de Nitrogênio, líquido refrigerante, e 850 litros de
oxigênio, na forma líquida (o oxigênio é condensado inteiramente líquido,
quando colocado no scuba). 425 litros de hélio são mantidos em uma espiral
fria, no mesmo tanque, a 207 bares (ocupando apenas 1/5 do volume requerido
para um armazenamento não criogênico).
O espaço, entre cilindros, é
usado para abrigar o cartucho depurador contendo 13 Kgs., de um dissecante
químico renovável, que impede a umidade, de migrar, através das linhas
frias da unidade scuba, e prevenir contra a inundação.
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