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Regulamentação da Atividade de Mergulho Autônomo em
Cavernas
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS
NATURAIS RENOVÁVEIS
PORTARIA Nº 89, DE 13 DE AGOSTO DE 2001
O PRESIDENTE DO INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS
RENOVÁVEIS - IBAMA, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela Lei
nº 7.735, de 22 de fevereiro de 1989, pelo art. 2°,e, art. 24 do Anexo I ao
Decreto 3.833 de 05 de junho de 2001, o Decreto n° 99.556 de 19 de outubro de
1990 e Portaria IBAMA n° 887,de 15 de junho de 1990, tendo em vista o que
consta no Processo IBAMA n° 02001.002366/01-84.
- Considerando a dimensão e a importância dos sistemas cársticos, para
proteção da biodiversidade e do patrimônio espeleológico, paleontológico e
arqueológico, localizado no território nacional dentro do contexto do uso
sustentável do turismo, espeleoturismo e da conservação;
- Considerando a necessidade de regulamentar o uso turístico de cavernas
alagadas ou parcialmente inundadas no território nacional, que passa a ter a
constituição e o funcionamento de acordo com esta Portaria;
- Considerando a necessidade de estabelecer procedimentos para condução de
mergulhos em caverna;
- Considerando a necessidade de regulamentar o treinamento, espeleoturismo ou da
investigação científica em procedimentos de exploração em cavernas alagadas
ou parcialmente inundadas no território nacional;
- Considerando a necessidade de estabelecer procedimentos de segurança de
mergulhadores em exploração técnico-científica, educacional e/ou turística
em cavernas alagadas ou parcialmente inundadas;
- Considerando a necessidade de atender ao estabelecido no Programa Nacional de
Proteção ao Patrimônio Espeleológico, aprovado pela Resolução CONAMA nº
005, de 06 de agosto de 1987;
- Considerando o estabelecido no Decreto Federal nº. 99.556 de 01.10.90 e
Portaria 887 de 15.10.90 e a competência do IBAMA para proteção do
patrimônio espeleológico nacional;
- Considerando o descontrolado uso turístico e o avanço da degradação
ambiental nas cavidades naturais subterrâneas alagadas ou parcialmente
inundadas, devido à expansão das atividades econômicas não-sustentáveis;
- Considerando os riscos envolvidos com atividade de mergulho em cavernas para a
vida humana;
- Considerando as deliberações discutidas e acordados entre todos os atores
envolvidos no I Encontro Técnico para Regulamentação do Uso Turístico de
Cavernas da Serra da Bodoquena realizado no período de 27.de Novembro a 01 de
Dezembro do ano de 2000 na cidade de Bonito - Mato Grosso do Sul; e
- Considerando o volume de demandas ao IBAMA por Prefeituras, Instituições
Governamentais e não-governamentais, empreendedores turísticos e
proprietários de terras onde encontram-se cavernas alagadas ou parcialmente
inundadas no território nacional para a análise de projetos e atividades
relacionados ao uso turísticos de cavernas;
Resolve:
Art. 1º - Criar o Cadastro Nacional de Instrutores e Condutores de Mergulho
em Cavernas - CNIC e regulamentar a atividade de mergulho, estabelecendo níveis
mínimos de treinamento de mergulhadores nas cavidades naturais subterrâneas
inundadas ou parcialmente alagadas no território nacional.
e único - Caberá ao CECAV - Centro Nacional de Estudo, Proteção e Manejo de
Cavernas criar a estrutura e providenciar os meios necessários junto a
Diretoria de Ecossistemas para funcionamento e expedição das autorizações
requeridas em perfeita articulação com a SES/SBE - Seção de Espeleologia
Subaquática/Sociedade Brasileira de Espeleologia e outras instituições afins.
Art. 2º - As cavernas alagadas ou parcialmente inundadas no território
nacional estão destinadas exclusivamente à pesquisa científica,
cultural-turística, técnico-exploratória desde que com projetos licenciados,
devidamente autorizada pelo IBAMA/CECAV.
Art. 3º - O mergulho turístico com finalidade de exploração econômica
nas cavidades naturais subterrâneas alagadas ou parcialmente inundadas no
território nacional, somente será praticado por mergulhadores especializados e
sob supervisão direta de um Condutor Especializado realizado nos limites
estabelecidos para o mergulho de turismo conforme definido no Plano de Manejo
Espeleológico da caverna-alvo, fruto da concessão realizada pelo IBAMA/CECAV
por efeito do Convênio IBAMA e SPU - Secretaria do Patrimônio da União no.
22/00 de 27.12.00.
§ 1º - O CECAV fornecerá o Termo de Referência para elaboração do
Plano de Manejo Espeleológico, visando definir as categorias e modalidades de
uso em cada ambiente espeleológico requerido.
§ 2º - O roteiro do Mergulho Turístico Guiado deverá seguir rigorosamente
o Cabo Guia Permanente instalado sob supervisão da SES.
§ 3º - os mergulhos turísticos não deverão exceder os limites de
treinamento dos participantes, inclusive do Condutor.
§ 4º - O Plano de Manejo Espeleológico deverá estabelecer uma Área de
Visitação no Zoneamento Ambiental Espeleológico da caverna-alvo, levando em
conta suas características de topografia, fragilidade e complexidade.
§ 5º - Mesmo havendo indicação de mergulho profundo, o Zoneamento
Ambiental Espeleológico da caverna-alvo, nunca deverá exceder a profundidade
máxima de 40 metros.
§ 6º - Todos mergulhos, não importando qual seja a finalidade, deverão ser
devidamente registrados no Livro de Registro de Mergulhos que deverá ficar na
sede da administração da propriedade onde está localizada a cavidade
natural subterrânea, alvo da visitação.
§ 7o - Todos mergulhadores, inclusive Condutores e Instrutores cadastrados no
CNIC, deverão assinar o Termo de Assunção de Responsabilidade e
Compreensão de Risco da atividade, antes do início dos mergulhos.
§ 8º - Quando o proponente ao uso à gruta, for o proprietário das terras
do entorno do bem, estará desobrigado a participar do certame licitatório no
processo competente, nos termos que define a Lei nº 8.666/93;
§ 9º - Quando o proponente ao uso à gruta, não for o proprietário das
terras do entorno do bem, estará obrigado a participar do certame
licitatório no processo competente, nos termos que define a Lei nº 8.666/93,
devendo apresentar além de toda documentação necessária, declaração do
proprietário da terra enfocando concordância da utilização turística da
caverna.
§ 10º - O IBAMA/CECAV e SES receberão uma via cada, do Acordo ou Contrato
celebrado entre o empreendedor, proprietário da terra e condutor técnico
responsável pelo mergulho guiado.
Art. 4º - O Plano de Manejo Espeleológico deverá estabelecer quando
apropriado, limites de uma área de Visitação Restrita levando em conta as
características específicas da caverna.
§ 1º - a área de visitação restrita não deverá ultrapassar 67 metros
de profundidade;
§ 2º - O mergulhador em acesso a área de visitação restrita, deverá ser
certificado por entidade reconhecida pela SES para mergulhos com misturas
respiratórias compatíveis com a complexidade do mergulho;
§ 3º - O mergulhador em acesso a área de visitação restrita, deverá
manter um equivalente narcótico da mistura inferior a 40 metros com ar e um
limite de pressão parcial de oxigênio inferior a 1,4 ATA;
§ 4º - Para procedimentos de descompressão, exclusivamente, é aceito uma
pressão parcial de oxigênio máxima de 1,6 ATA.
Art. 5º - O mergulhador conduzido interessado em participar de atividades de
mergulho turístico guiado nas cavidades naturais subterrâneas alagadas ou
parcialmente inundadas, deverá apresentar na Administração do local da
prática do mergulho:
I - Credencial de Mergulhador Autônomo emitida por entidade reconhecida
internacionalmente;
II - Credencial de Mergulhador especializado em Mergulho em Caverna de
qualquer nível emitida por entidade reconhecida pela SES/SBE;
III - Comprovação de experiência mínima de 20 (vinte) mergulhos em águas
abertas pela apresentação de livro de registro de mergulho (log book), nos
últimos dois anos; e
IV - Seguro de acidentes que cubra acontecimento de risco a vida humana
casual, fortuito ou imprevisto de mergulho técnico/exploratório/turístico,
compatível com o nível de treinamento do mergulhador e com a complexidade do
mergulho a ser executado.
Art. 6º - O mergulhador conduzido interessado em participar de atividades de
mergulho turístico guiado nas cavidades naturais subterrâneas alagadas ou
parcialmente inundadas, deverá ser submetido a um Exame Prático pelo Condutor
responsável pelo programa, abrangendo pelo menos as seguintes habilidades de
mergulho:
I - Controle de Flutuabilidade e Uso adequado do Colete Equilibrador;
II - Uso de Fonte Alternativa de Ar (Segundo Regulador); e
III - Retirada Completa, Recolocação e Esgotamento de Água da Máscara.
Art. 7º - Antes de iniciar o mergulho, o Condutor terá a responsabilidade
de realizar os procedimentos de segurança pré-mergulho previstos para o
mergulho em cavernas, incluindo obrigatoriamente os seguintes procedimentos:
I - Verificação "s-drill" dos equipamentos entre os mergulhadores, incluindo
checagem de bolhas e de vazamentos, funcionamento de válvulas reguladoras, de
lanternas e de carretilhas;
II - Treinamento para situações de falta de ar e saída usando a técnica de
toque-contato;
III - o condutor, a seu critério de avaliação, deverá assumir a
responsabilidade para impedir o mergulho de candidatos que não demonstrem
condições mínimas físicas, técnicas, psicológicas ou de saúde para a
prática da atividade;
IV - o condutor tem a responsabilidade de garantir que o mergulhador estará
completamente equipado, segundo seu nível de treinamento, as limitações do
ambiente e as características técnicas do mergulho;
V - o condutor deverá usar equipamento completo para mergulho em caverna,
conforme relacionado no artigo nº.11 "Características do Condutor".
Art. 8º - O número de mergulhadores/dia definidos no Plano de Manejo
Espeleológico nunca deverá exceder ao número máximo de 10 mergulhadores em
mergulhos turísticos guiados.
§ único - Fica estipulado o número máximo de 02 (dois) mergulhadores por
condutor credenciado pela SES/SBE em cada mergulho guiado.
Art. 9º - Para que o condutor de mergulho guiado em cavernas seja incluído
no CNIC, deverá fornecer a relação de mergulhadores acompanhados com nome e
dados completos ao CECAV/IBAMA e a SES para controle e monitoramento da
atividade.
§ 1º - Fica o Condutor de Mergulho como responsável direto por qualquer
dano causado à caverna e sua área de entorno, ou por algum dos membros do
grupo guiado, ficando sujeito as penalidades administrativas e criminais
previstas na legislação ambiental vigente.
§ 2º - A administração da área de realização do mergulho, tem a
responsabilidade de obter assinaturas dos Mergulhadores e do Condutor nos Termos
de Responsabilidade e manter esses documentos arquivados por um prazo mínimo de
5 (cinco) anos para futuras auditorias.
Art. 10º - Fica o Condutor de Mergulho em cavernas, como responsável a
apresentar anualmente para análise do CECAV/IBAMA e SES, cópias dos seguintes
documentos:
I - Credencial ou Certificado válido, com nível mínimo equivalente a
monitor de mergulho ou "divemaster", emitido por alguma das
entidades certificadoras CBPDS, PADI, PDIC, CMAS, NAUI ou SSI;
II - Credencial ou Certificado de Especialização Avançada em Mergulho em
Cavernas emitido pelas entidades aceitas tecnicamente pelo Conselho
Especializado da SES/SBE;
§ único - outras entidades certificadoras poderão ser aceitas, após
analise pelo Conselho Especializado da SES, desde que o interessado encaminhe
cópia dos padrões e procedimentos da entidade, incluindo: histórico da
entidade; programa dos cursos, objetivos, níveis e limitações de
treinamento, procedimentos de controle de qualidade, endereço de contato e
indicação do nome do responsável pelos programas de treinamento da
entidade.
III - Documento que comprove ser maior de 18 anos.
IV - Certificado de treinamento em técnicas de socorrismo aquático, com
ênfase em acidentes de mergulho "rescue diver" e uso de oxigênio
em acidentes de mergulho "DAN oxygen provider" ou equivalente,
segundo critérios estabelecidos pelo Conselho Especializado da SES.
V - Certificado de Treinamento em primeiros socorros gerais, com data de
emissão nos últimos dois anos.
VI - Acordo ou Contrato registrado em cartório, entre condutor e
administrador local do mergulho, autorizando-o a conduzir turistas em
mergulhos no empreendimento;
VII - Seguro para cobrir acidentes de mergulho compatível com o nível de
treinamento do condutor.
VIII - Declaração de que possui e se compromete a utilizar em todos os
mergulhos os equipamentos listados no Art. 11.
Art. 11º - Fica o Condutor de Mergulho obrigado a utilização de materiais
técnicos para exploração do mergulho em cavernas da seguinte maneira:
I - Cilindro duplo com capacidade mínima de 4.400 litros de ar comprimido
ou mistura gasosa, com isolador tipo "manifold";
II - Colete equilibrador especializado;
III - Válvula reguladora principal;
IV - Válvula reguladora reserva, com primeiro estágio independente da
válvula principal e mangueira longa (mínimo: 2,1 metros);
V - Manômetro;
VI - Profundímetro;
VII - Lanterna principal com potência mínima de 15 watts e autonomia
superior a 3 horas de luz contínua ou similar;
VIII - Duas lanternas reservas, com autonomia mínima de 1,5 horas de luz
contínua para cada uma delas;
IX - Uma carretilha principal com, pelo menos, 100 metros de cabo; e
X - Uma carretilha de segurança com, pelo menos, 30 metros de cabo.
Art. 12º - Nas cavidades naturais subterrâneas alagadas ou parcialmente
inundadas, é facultado o acesso para exploração de vistoria e/ou treinamento,
desde que o ingresso de mergulhadores seja realizado sem aproveitamento
econômico e fins turísticos.
§ 1º - nas cavernas que possuírem o PME será necessário contratar
condutor de mergulho local, que opere na caverna-alvo do pretendido mergulho
e, opcionalmente, dispensá-lo do mergulho.
§ 2º - o mergulhador fica responsável por fornecer e arquivar junto a
Administração do local de mergulho ou quando não existir, ao envio prévio
oficial a SES para controle e futura auditagem, a seguinte documentação:
I - Credencial para o mergulho em caverna no nível equivalente a "NSS
Cave Diver";
II - Documento de planejamento do referido mergulho;
III - Carteira de identidade ou passaporte;
IV - Termo de Assunção de Responsabilidade e Compreensão de Risco do
Projeto, declarando possuir nível de treinamento compatível com a
complexidade das operações de mergulho e assumindo todos os riscos inerentes
à atividade bem como as despesas que porventura advenham desta prática, em
caso de incidentes e acidentes da operação.
§ 3º - O condutor deve acompanhar, em terra ou em água, a equipe de
mergulho durante todo o tempo de operação, até o final dos trabalhos.
§ 4º - O número de mergulhadores que realizarão o referido mergulho não
deverá superar o número máximo de mergulhadores previsto e aprovado no PME.
§ 5º - O mergulho fora dos limites normais de visitação deverão ser
realizados de forma exclusiva, não podendo ser conciliados com outras
atividades na mesma caverna.
Art. 13º - As atividades de treinamento para mergulho em caverna somente
serão permitidas em cavidades naturais subterrâneas que possuam o PME, devendo
os alunos serem orientados e conduzidos por instrutores cadastrados no CNIC.
§ 1º - O Instrutor de Mergulho cadastrado no CNIC, deverá fornecer após
cada treinamento ou curso, a relação de alunos com nome e dados completos
para contato e futuras auditorias requeridas.
§ 2º - O Instrutor de Mergulho é responsável direto por qualquer dano
causado à caverna e a área de entorno pelo próprio ou por qualquer outro
membro do grupo, ficando sujeito as penalidades administrativas e criminais
previstas na legislação ambiental vigente.
§ 3º - Anualmente, o Instrutor de Mergulho deverá apresentar para análise
do CECAV e SES, cópias da seguinte documentação:
I - Credencial ou Certificado de Nível Mínimo equivalente a Instrutor de
Mergulho emitido por uma das seguintes entidades certificadoras: CBPDS, PADI, PDIC, CMAS, SSI ou
NAUI;
II - Credencial de Instrutor Especializado em Mergulho em Cavernas emitido
pelas entidades aceitas tecnicamente pelo Conselho Especializado da SES/SBE;
a - outras entidades certificadoras poderão ser aceitas, após analise pelo
Conselho Especializado da SES, desde que o interessado encaminhe cópia dos
padrões e procedimentos da entidade, incluindo: histórico da entidade;
programa dos cursos, objetivos, níveis e limitações de treinamento,
procedimentos de controle de qualidade, endereço de contato e indicação do
nome do responsável pelos programas de treinamento da entidade.
III - Certificado de treinamento em Técnicas de Socorrismo, com ênfase em
acidentes de mergulho (Rescue Diver) e uso de oxigênio em acidentes de
mergulho (DAN Oxygen Provider) ou equivalente, segundo critérios
estabelecidos pelo Conselho Especializado da SES.
IV - Certificado de Treinamento em Primeiros Socorros, com data de emissão
nos últimos dois anos.
V - o IBAMA/CECAV e SES receberão uma via cada, do Acordo ou Contrato
celebrado entre o empreendedor, proprietário da terra e o Instrutor de
Mergulho responsável pelo projeto.
VI - Fica o Instrutor de Mergulho obrigado a declarar de que possui e se
compromete a utilizar em todos os mergulhos os equipamentos listados no Art.
11.
VII - Seguro para cobrir acidentes de mergulho compatível com o nível de
treinamento do Instrutor.
Art. 14º - Nos cursos de mergulho em cavernas, os Instrutores deverão
obedecer os seus limites de habilitação, além dos limites máximos de cada
nível de treinamento, conforme os padrões de sua entidade certificadora.
Art. 15º - Durante e após cada curso de mergulho em cavernas, não deverão
ser instalados novos cabos-guias para instrução, com exceção da carretilha
primária até o cabo permanente.
Art. 16º - O limite máximo de participantes para cursos e outras atividades
de treinamento deverá respeitar os limites estabelecidos no PME.
§ 1º - O número máximo de participantes não deve exceder a 9 (nove)
alunos e a 3 (três) Instrutores ou Assistentes por grupo.
§ 2º - A duração do treinamento não deve exceder 3 (três) dias por
caverna.
§ 3º - Durante todos os dias do curso, preferencialmente contratar para
acompanhar o andamento dos trabalhos um dos condutores de mergulho local que
opera a caverna-alvo objeto das aulas.
a - O condutor contratado que trata do § 3º art. 16, não deverá participar
das instruções de mergulhos.
Art. 17º - Os cursos deverão ser agendados previamente com a
Administração da área.
§ único - durante a realização dos treinamentos, o número máximo de
mergulhadores/dia somadas as atividades de treinamento não deverão exceder os
limites estabelecidos no PME.
Art. 18º - As atividades de Treinamento e Turismo Guiado poderão ser
conduzidas simultaneamente, obedecendo os limites do número de mergulhadores
para cada atividade e havendo concordância entre o Instrutor, o Condutor e a
Administração da área.
Art. 19º - Em caso de incidente e acidente ocorrido antes, durante ou logo
após o mergulho em caverna, o condutor, instrutor ou administrador do local do
mergulho deverá comunicar no prazo de 24 (vinte e quatro) horas ao CECAV/IBAMA
e SES, ficando o Condutor ou Instrutor sujeito a aplicação da providência
estabelecida no Art. 21º.
§ único - o relato do incidente ou acidente em mergulho em caverna
deverá ser realizado em formulário apropriado seguindo o padrão da
credenciadora a qual o condutor/instrutor é filiado.
Art. 20º - O Conselho Especializado, terá caráter consultivo, e será
composto da seguinte maneira:
I - Um representante do CECAV/IBAMA que possui treinamento em mergulho em
caverna;
II - o Coordenador da Seção de Espeleologia Subaquática da SBE;
III - um representante de cada uma das credenciadoras oficiais, tais como a
NSS-CDS, NACD, IANTD, TDI e GUE, especializada em mergulho em cavernas;
Art. 21º - A não observância de qualquer de uma das recomendações dessa
Portaria, implicará na suspensão temporária ou definitiva do Instrutor ou
Condutor no CNIC, estando os responsáveis sujeito à aplicação de sanções
administrativas e criminais previstas na legislação ambiental vigente,
incluindo multa, apreensão e interdição do uso da cavidade por tempo
indeterminado.
Art. 22º - Estará sujeito as sanções do que trata o Art. 21º , o
condutor e instrutor de mergulho em cavernas que não esteja devidamente
cadastrado no CNIC.
Art. 23º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação,
revogadas as disposições em contrário.
HAMILTON NOBRE CASARA
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