Artigos: Imperial Marinheiro II e seu histórico
 
Principal
   
 

Você está em  Principal > Naufrágios > Artigos  Imprimir    Favoritos    Recomende    Diminuir a Fonte Aumentar a Fonte
Siga o Brasil Mergulho no Twitter e tenha as notícias em primeira mão

Imperial Marinheiro II e seu histórico 21/12/2011

Navio de construção mista (madeira e ferro) e também de propulsão mista (vela e vapor), armado em galera, construído nos Estaleiros da Ponta d’Areia, Niterói, RJ, sob planos e direção técnica do Primeiro-Tenente João Cândido Brasil.

Sua quilha foi batida em 11 de agosto de 1882, lançada ao mar em 20 de junho de 1883 e Mostra de Armamento em 26 de novembro de 1884, recebendo o distintivo numérico 17.

Foi lançado ao mar em 27 de agosto de 1851 e classificado como Corveta. No dia 24 de janeiro de 1865, sob intenso temporal, ensacou-se e naufragou na restinga de Marambaia, Rio de Janeiro, sem perda de vidas.

Com 726t de deslocamento e 65,12m de comprimento, possuía máquina a vapor de expansão tripla com 750HP de potência total, além de sete canhões de calibre 32 e quatro metralhadoras.

O Capitão-Tenente José Victor de Lamare foi o primeiro comandante. Em 1885, o Capitão-Tenente João Carlos Pereira Pinto assumiu o comando e em 5 de setembro de 1887, o Iperial marinheiro II,  partiu para o Rio de Janeiro, em comissão da Repartição Hidrográfica, para sondar o banco Marajó nos Abrolhos.

Era uma 1h da manhã  do dia 7 de setembro de 1887, quando o Imperial Marinheiro II naufragou na ponta sul da barra do Rio Doce, na provícia do Espírito Santo.

No sinistro, 14 pessoas morreram.

  • Segundo-Tenente Trifeno de Oliveira;
     
  • Guarda-Marinha Francisco de Paula Mello Alves;
     
  • 3º Maquinista Américo Brasílio da Silva;
     
  • 4º Maquinista Ildefonso Machado Dutra;
     
  • Os praticantes de máquinas Francisco Dias Braga e Frederico Cândido de Andrade;
     
  • Imperiais Marinheiros Francisco Segundo, Roque Lúcio, Americo Soares Lobo, Pedro Felício, Inácio Pereira;
     
  • Foguista contratado Francisco Xavier Estevão;
     
  • Taifeiros Agostinho e José Alves Ferreira.

 

Salvaram-se 117 pessoas, das quais 92, eram praças do Corpo de Imperiais Marinheiros, com a ajuda providencial do pescador Bernardo José dos santos (conhecido como “Caboclo Bernardo”) que, a nado, conseguiu conduzir um cabo até o navio possibilitando o salvamento dos náufragos.

Pelo Aviso do dia 20 de setembro, mandou-se à Contadoria da Marinha abonar, como gratificação, aos oficiais da Armada e classes anexas, náufragos do cruzador, a importância correspondente a seis meses de soldo.

Por sentença do Conselho Supremo Militar de Justiça, de 10 de dezembro de 1887, foram condenados o Capitão-Tenente João Carlos da Fonseca Pereira Pinto, ex-comandante do navio, a dois anos de suspensão de comando; e o 2º Tenente Alfredo de azevedo Alves, ex-oficial do mesmo cruzador, que era Encarregado da Navegação, a seis meses de prisão; o 2º Tenente Alípio Mursa, oficial de quarto na ocasião do naufrágio, foi absolvido.

O pescador Bernardo José dos Santos que auxiliou abnegadamente o salvamento de grande número de pessoas, foi recebido em Vitória e no Rio de Janeiro com muito carinho e festejos. O Governo Imperial condecorou-o com uma medalha humanitária.

O Furriel Imperial Faustino José Pedro, o Mestre do navio João Roque da Silva e o 2º classe Imperial Marinheiro Manuel Francisco da Silva, pelos serviços prestados, também foram galardoados pelo Governo.



Clécio Mayrink, nascido no Rio de Janeiro, ingressou no mergulho em 1987 sendo certificado pela CMAS. Atuou como Dive Master pela PADI (#53.668) em 1990/91, realizando diversos cursos e especialidades. Atualmente é Mergulhador Técnico Trimix, Technical Cave e Advanced Cave Side Mount e No Mount, com especialidades em O2 Administrator, First Aid e CPR pela IANTD, e Juiz AIDA Internacional.

Consultor em TI, é o idealizador do site Brasil Mergulho criado no ano de 1998. Foi consultor técnico sobre mergulho no desenvolvimento do 1º Atlas dos Esportes no Brasil, um projeto promovido pelo Ministério dos Esportes, foi consultor no projeto de proteção mundial de naufrágios promovido pela ONU e UNESCO, e integrante do mapeamento da Lagoa Misteriosa em Bonito-MS.

Atuou em reportagens para revistas, documentários e matérias para TV's, onde teve a oportunidade de mergulhar em diversos locais do Brasil e no exterior. Com a experiência adquirida, criou também a empresa Brasil Mergulho Produções, destinada a produção de vídeos e documentários subaquáticos.

 




 
    Termos de Uso   |    Colaboradores   |    Na Mídia   |    Logotipos