Naufrágios - Wanderley
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Cadastro de Naufrágios no Brasil - Estado da Bahia
 
Nome Wanderley
Data 23/06/1969
GPS -
Localização 40 milhas ao sul de Porto Seguro, nas proximidades da cidade de Cumuruxatiba.
Profundidade (m) -
Visibilidade (m) -
Motivo Encalhe em um banco de corais.
Estado -
Carga -
Tipo Navio Balizador Faroleiro - Classe Santana
Nacionalidade Brasil
Dimensões (m) 27 / 6.54 / 2.50
Deslocamento (t) 173
Armador Marinha do Brasil
Estaleiro -
Propulsão 1 motor Bolinder de 4 cilindros "cabeça quente" de 640 hp. Eletricidade: 1 motor gerador de 110V. Velocidade: 10 nós.
Fabricação 1954
Notas O Navio Balizador Faroleiro Wanderley, foi o único navio a ostentar esse nome em homenagem ao Faroleiro Jayme Mendes Wanderley, ex-Fuzileiro Naval que chegou a ser Ordenança de Almirante e um experiente profissional, que por muito tempo, serviu no balizamento de Belém. Faleceu no farol de São João, no Maranhão. Foi o último de uma serie de três construidos pelo estaleiro Luna Projetos e Construções Ltda., na Ponta da Areia, em Niterói. Foi incorporado e entregue a Base Almirante Moraes Rego em 1954. Posteriormente foi transferido para Natal (RN).

1962 a 1967
Permaneceu abandonado e inoperante na Base Naval de Natal, até ser recuperado com reparos no casco e na superestrutura, tudo em madeira, além do motor Bolinder, esse graças a partes do NB Faroleiro Arêas - H 27, parado em Belém, e o NB Faroleiro Santana - H 28, recém naufragado em Maceió.

1967
Depois de recuperado em Natal, foi transferido para Salvador. Na travessia Natal - Salvador o navio navegou 450 milhas náuticas, em uma viagem onde "pegou" tudo, tendo durado um mês.

Em 13 de outubro, foi instalado a bordo o embrião do recem criado Serviço de Sinalização Náutica do Leste - SSN-E (ou SSN-2) responsável pelos faróis e o balizamento dos estados da Bahia e Sergipe.

1968
Em 19 de abril, o embrião do então SSN-E (ou SSN-2), foi finalmente instalado em terra junto a sede da Capitania dos Portos da Bahia.

Em 22 de outubro, chegou a Camuruxatiba, um porto privado protegido por um cordão de coral a cerca de 40 milhas ao sul de Porto Seguro, onde estava prevista a construção de um farolete, onde fundeou a tarde ao largo para demandar o porto na manhã seguinte. A noite o navio garrou e foi de encontro ao cordão de coral, sendo jogado sobre os recifes.

1969
Em 23 de junho, foi dado baixa pelo Aviso n.º 0706, depois de ser declarado perda total.

 

Bibliografia - Dantas, Ney. A História da Sinalização Náutica Brasileira e breves memórias, Rio de Janeiro. Ed. FEMAR, 2000.

Fonte: Navios de Guerra Brasileiros

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