Naufrágios - Bahia
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Cadastro de Naufrágios no Brasil - Estado do Maranhão
 
Nome Bahia
Data 04/07/1945
GPS -
Localização Proximidades dos penedos de São Pedro e São Paulo
Profundidade (m) -
Visibilidade (m) -
Motivo Explosão
Estado Desmantelado
Carga Material bélico
Tipo Cruzador de guerra
Nacionalidade Brasil
Dimensões (m) 122.37 / 11.88 / 4.15
Deslocamento (t) 3.150
Armador Marinha do Brasil
Estaleiro Armstrong, Elswick
Propulsão Vapor com 3 caldeiras Yarrow, acopladas a 3 turbinas Parsons à vapor, gerando 18.000 hp, acoplados a três eixos com hélices de três pás.
Fabricação 1909
Notas O Cruzador Bahia - C 12, foi o terceiro navio a ostentar esse nome em homenagem ao Estado da Bahia, na Marinha do Brasil. O Bahia foi construído pelo estaleiro Vickers Armstrong, em Elswick, Grã-Bretanha. Foi lançado em 20 de janeiro de 1909, e foi incorporado em 1910. Naquela ocasião, assumiu o comando, o Capitão-de-Fragata Altino de Miranda Correia. O Bahia fazia parte de um ambicioso plano de reaparelhamento naval iniciado pelo Ministro da Marinha Almirante Júlio César de Noronha, em 1904 e concretizado na gestão do Almirante Alexandrino Faria de Alencar.

1910
Chegou ao Rio de Janeiro. Ainda nesse ano capitaneou a Divisão Naval mandada ao Chile, sob o comando do Almirante Belfort Vieira, e que incluía também os Torpedeiros Tamoyo e Tymbira.

1913

Entre 16 e 29 de abril, foi docado no Dique Guanabara da Ilha das Cobras, para realizar a raspagem e pintura do fundo. Em 14 de setembro, suspendeu do Rio de Janeiro, para exercícios com a Esquadra na Ilha de São Sebastião. Participaram do exercício, que foi assistido pelo Presidente da Republica ,pelo Ministro da Marinha e comitiva, a bordo do Vapor Carlos Gomes, os E Minas Geraes, São Paulo, Floriano e Deodoro, os C Barroso e Rio Grande do Sul, os Cruzadores-Torpedeiros Tupy, Tamoyo e Tymbira, os CT Amazonas, Pará, Piauhy, Rio Grande do Norte, Alagoas, Parahyba, Sergipe, Paraná, e o Santa Catarina.. Regressou ao Rio de Janeiro em 4 de outubro. 

Em 10 de dezembro, foi docado no Dique Guanabara da Ilha das Cobras para reparos na roda de proa e raspagem e pintura do fundo. As maquinas do Bahia não se encontravam em boas condições de funcionamento, estando programados reparos.

1914

Na primeira quinzena de janeiro, suspendeu do Rio de Janeiro, integrando a 1ª Divisão Naval junto com os E Minas Geraes e São Paulo e o CS Rio Grande do Sul para exercícios com a Esquadra no litoral de Santa Catarina. 

Em 14 de fevereiro, retornou ao Rio de Janeiro, junto com a 1ª Divisão Naval interrompendo os exercícios prescritos pelo Estado-Maior da Armada no ano anterior, para recepcionar a Divisão Naval alemã em visita a Capital Federal. Terminou o ano em concertos.

1918 

Em 30 de janeiro, foi designado para fazer parte da Divisão Naval de Operações de Guerra - DNOG, criada para participar da 1º Guerra Mundial, operando como capitânia do Contra-Almirante Pedro Max Fernando Frontin. A DNOG, era composta também pelos C Rio Grande do Sul - C 11 e pelos CT Piauhy - CT 3, Rio Grande do Norte - CT 4, Parahyba - CT 5 e Santa Catarina - CT 9. 

Em 9 de novembro, entrou em Gibraltar junto com a DNOG, escoltado pelo CT USS Israel - DD 98, da Marinha Americana.

1925 / 1926 

Passou por reformas nos estaleiros Henrique Lage, na Ilha do Viana, Rio de Janeiro, sob a fiscalização do CT (EN) Júlio Régis Bittencourt, quando teve sua propulsão convertida pela Thornycroft para óleo combustível, recebendo três turbinas Brown-Curtis em substituição as Parsons e seis caldeiras a óleo Thornycroft, gerando 22.000 hp e proporcionando uma velocidade de 27 nós (23.000 hp e 28.6 nós nos testes). O armamento secundário também sofreu mudanças com a adição de quatro canhões AAé de 3 pol. (76.2 mm).

1927 

Em 20 de maio, esteve nos Rochedos de São Pedro e São Paulo, transportando os Capitães-Tenentes Antônio Alves Câmara Júnior e Mário da Cunha Godinho (da Aviação Naval), que desembarcaram para realizarem reconhecimento com vista a futura instalação de um aero-farol no local.

1930 

Fez parte da Divisão Naval mandada aos Estados Unidos, sob o comando do Contra-Almirante Heráclito Belfor Gomes de Sousa, junto com o Cruzador Rio Grande do Sul.

Em outubro, durante a Revolução, operou no Sul, com base em Santa Catarina arvorando o pavilhão do CA Heráclito Belfor Gomes de Sousa. 

1932 

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o cruzador Bahia, sob o comando do Capitão-de-Fragata Lucas Alexandre Boiteux, desempenhou várias comissões, entre elas o bloqueio naval ao Porto de Santos. 

1934 / 1935 

Foi submetido a um período de reparos 

1935 

Integrou uma Divisão, capitaneada pelo E. São Paulo e integrada também pelo Cruzador Rio Grande do Sul, que conduziu o Presidente Getúlio Vargas e comitiva ao Plata em retribuição as visitas dos presidentes da Argentina e do Uruguai.

1942 

Durante a 2ª Guerra Mundial, fez parte da escolta de comboios e patrulhamento da subárea do Atlântico Sul Ocidental. 

1945 

Terminada a Guerra, passou a operar em um novo e importantíssimo serviço, qual o de ocupar a estação de uma ponte de apoio ao transporte aéreo das tropas americanas, de regresso aos Estados Unidos. Nessa estação, com o sacrifício de vidas preciosas de oficiais, suboficiais, sargentos e praças, inclusive 4 marinheiros americanos, perdeu-se em consequência de violenta explosão na popa no dia 4 de julho de 1945, às 09:10 hs, próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo. Na catástrofe perderam a vida o seu comandante, o Capitão-de-Fragata Garcia D'Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 homens. 

Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo mercante SS Balfe.

 

Fontes

- Navios de Guerra Brasileiros
- Dictionary of Disasters at Sea during the Age of Steam.

Veja também -
 
Fotos: Serviço de Documentação da Marinha - SDM