| Notas
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O Cruzador Bahia - C 12, foi o terceiro navio a ostentar esse nome em
homenagem ao Estado da Bahia, na Marinha do Brasil. O Bahia foi construído
pelo estaleiro Vickers Armstrong, em Elswick, Grã-Bretanha. Foi lançado em
20 de janeiro de 1909, e foi incorporado em 1910. Naquela ocasião, assumiu
o comando, o Capitão-de-Fragata Altino de Miranda Correia. O Bahia fazia
parte de um ambicioso plano de reaparelhamento naval iniciado pelo Ministro
da Marinha Almirante Júlio César de Noronha, em 1904 e concretizado na
gestão do Almirante Alexandrino Faria de Alencar.
1910
Chegou ao Rio de Janeiro. Ainda nesse ano capitaneou a Divisão Naval
mandada ao Chile, sob o comando do Almirante Belfort Vieira, e que incluía
também os Torpedeiros Tamoyo e Tymbira.
1913
Entre 16 e 29 de abril, foi docado no Dique Guanabara da Ilha das Cobras,
para realizar a raspagem e pintura do fundo. Em 14 de setembro, suspendeu do
Rio de Janeiro, para exercícios com a Esquadra na Ilha de São Sebastião.
Participaram do exercício, que foi assistido pelo Presidente da Republica
,pelo Ministro da Marinha e comitiva, a bordo do Vapor Carlos Gomes, os E
Minas Geraes, São Paulo, Floriano e Deodoro, os C Barroso e Rio Grande do
Sul, os Cruzadores-Torpedeiros Tupy, Tamoyo e Tymbira, os CT Amazonas, Pará,
Piauhy, Rio Grande do Norte, Alagoas, Parahyba, Sergipe, Paraná, e o Santa
Catarina.. Regressou ao Rio de Janeiro em 4 de outubro.
Em 10 de dezembro, foi docado no Dique Guanabara da Ilha das Cobras para
reparos na roda de proa e raspagem e pintura do fundo. As maquinas do Bahia
não se encontravam em boas condições de funcionamento, estando
programados reparos.
1914
Na primeira quinzena de janeiro, suspendeu do Rio de Janeiro, integrando
a 1ª Divisão Naval junto com os E Minas Geraes e São Paulo e o CS Rio
Grande do Sul para exercícios com a Esquadra no litoral de Santa Catarina.
Em 14 de fevereiro, retornou ao Rio de Janeiro, junto com a 1ª Divisão
Naval interrompendo os exercícios prescritos pelo Estado-Maior da Armada no
ano anterior, para recepcionar a Divisão Naval alemã em visita a Capital
Federal. Terminou o ano em concertos.
1918
Em 30 de janeiro, foi designado para fazer parte da Divisão Naval de
Operações de Guerra - DNOG, criada para participar da 1º Guerra Mundial,
operando como capitânia do Contra-Almirante Pedro Max Fernando Frontin. A
DNOG, era composta também pelos C Rio Grande do Sul - C 11 e pelos CT
Piauhy - CT 3, Rio Grande do Norte - CT 4, Parahyba - CT 5 e Santa Catarina
- CT 9.
Em 9 de novembro, entrou em Gibraltar junto com a DNOG, escoltado pelo CT
USS Israel - DD 98, da Marinha Americana.
1925 / 1926
Passou por reformas nos estaleiros Henrique Lage, na Ilha do Viana, Rio
de Janeiro, sob a fiscalização do CT (EN) Júlio Régis Bittencourt,
quando teve sua propulsão convertida pela Thornycroft para óleo combustível,
recebendo três turbinas Brown-Curtis em substituição as Parsons e seis
caldeiras a óleo Thornycroft, gerando 22.000 hp e proporcionando uma
velocidade de 27 nós (23.000 hp e 28.6 nós nos testes). O armamento secundário
também sofreu mudanças com a adição de quatro canhões AAé de 3 pol.
(76.2 mm).
1927
Em 20 de maio, esteve nos Rochedos de São Pedro e São Paulo,
transportando os Capitães-Tenentes Antônio Alves Câmara Júnior e Mário
da Cunha Godinho (da Aviação Naval), que desembarcaram para realizarem
reconhecimento com vista a futura instalação de um aero-farol no local.
1930
Fez parte da Divisão Naval mandada aos Estados Unidos, sob o comando do
Contra-Almirante Heráclito Belfor Gomes de Sousa, junto com o Cruzador Rio
Grande do Sul.
Em outubro, durante a Revolução, operou no Sul, com base em Santa
Catarina arvorando o pavilhão do CA Heráclito Belfor Gomes de Sousa.
1932
Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o cruzador Bahia, sob o
comando do Capitão-de-Fragata Lucas Alexandre Boiteux, desempenhou várias
comissões, entre elas o bloqueio naval ao Porto de Santos.
1934 / 1935
Foi submetido a um período de reparos
1935
Integrou uma Divisão, capitaneada pelo E. São Paulo e integrada também
pelo Cruzador Rio Grande do Sul, que conduziu o Presidente Getúlio Vargas e
comitiva ao Plata em retribuição as visitas dos presidentes da Argentina e
do Uruguai.
1942
Durante a 2ª Guerra Mundial, fez parte da escolta de comboios e
patrulhamento da subárea do Atlântico Sul Ocidental.
1945
Terminada a Guerra, passou a operar em um novo e importantíssimo serviço,
qual o de ocupar a estação de uma ponte de apoio ao transporte aéreo das
tropas americanas, de regresso aos Estados Unidos. Nessa estação, com o
sacrifício de vidas preciosas de oficiais, suboficiais, sargentos e praças,
inclusive 4 marinheiros americanos, perdeu-se em consequência de violenta
explosão na popa no dia 4 de julho de 1945, às 09:10 hs, próximo aos
Rochedos de São Pedro e São Paulo. Na catástrofe perderam a vida o seu
comandante, o Capitão-de-Fragata Garcia D'Ávila Pires de Albuquerque e
mais 339 homens.
Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo mercante SS Balfe.
Fontes
-
Navios de Guerra Brasileiros
- Dictionary of Disasters at Sea during the Age of Steam.
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