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Histórico
Navio Mercante, pertencente à Companhia de Navegação
Lloyd Brasileiro, onde tinha o nome de Oiapoque.
O navio foi requisitado pelo Almirante Alexandrino de
Alencar, então Ministro da Marinha, em 1923, e, sob o Comando do Capitão
de Corveta Melcíades Portela Ferreira Alves, transportou presos políticos
para a Ilha da Trindade.
Pelo Aviso Ministerial nº 760 de 12 de fevereiro de
1923, do Ministro da Marinha, foi incorporado à Esquadra, como Navio
Transporte de Guerra.
Pelo Aviso Ministerial nº 3.272 de 20 de julho de 1923,
do Ministro da Marinha, foi classificado como Navio Hidrográfico, passando
à subordinação da Diretoria de Navegação, com o nome de N.H. Jaceguai.
Foi recebido da Companhia de Navegação Lloyd
Brasileiro, em 21 de julho de 1923, para a Diretoria de Navegação, pelo
Capitão - de - Fragata Antônio Moniz Barreto de Aragão.
Foi o primeiro navio da Marinha do Brasil a ostentar o
nome de Jaceguai.
Na ocasião em que foi requisitado, o navio já tinha do
nome Almirante Jaceguai, em homenagem ao Almirante Arthur Silveira da Motta,
Barão de Jaceguai, cujo título foi tirado de um ribeirão do Estado de
São Paulo, afluente da margem esquerda do Rio Tietê.
Era um navio de casco de aço, de convés corrido, com
121 cavernas e 9 compartimentos estanques.
O navio possuía as seguintes características
principais: 2.156 t de deslocamento máximo; 1.388 t de deslocamento leve; 76
m de comprimento total; 73,5 m de comprimento entre perpendiculares; 10,9 m
de boca máxima; e 3,0 m de calado.
Seu armamento era constituído por dois canhões de tiro
rápido, sistema Hotckiss de 47 mm.
Sua propulsão era por máquina alternativa a vapor
vertical de tríplice expansão co 1440 cavalos de potência cada uma, que
movimentavam dois eixos e dois hélices de 3 pás de passo fixo, que
permitia desenvolver uma velocidade de 12 nós.
O vapor era fornecido por duas caldeiras principais e uma
auxiliar, cilíndricas, flamatubulares, de chama invertida. Possuía
capacidade de 739 t de carvão nas carvoeiras e porões.
Sua energia elétrica era em corrente contínua,
fornecida por duas máquinas dínamos elétricas de 13 KVA cada uma.
Para manobra o navio possuía um leme comandado
por máquina a vapor.
Possuía duas âncoras de leva, tipo Patente de 1.600 kg a
de BE e 1.450 kg a de BB, talingadas a cerca de 200 m de amarras cada uma.
Para salvamento o navio dispunha de duas baleeiras com capacidade para 63
pessoas e duas baleeiras com capacidade para 32 pessoas, além de uma lancha
a motor.
Para as comunicações o navio era dotado de
transmissor e receptor radio telegráfico que operava em CW. Para as
comunicações visuais, possuía bandeiras e um holofote de 48".
Para navegação era dotado de três agulhas magnéticas,
sendo uma padrão no tijupá, uma de governo no passadiço e uma no governo
à ré, uma máquina de sondar elétrica e um prumo mecânico movido à
mão. Sua tripulação era constituída por 9 Oficiais e 84 Praças.
Após a baixa do serviço ativo da Armada, foi desarmado
e devolvido ao Lloyd Brasileiro.
Fonte: Marinha do Brasil
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